Clube
07 Mar 2025 | 19:30 |
O Corinthians emitiu um alerta nesta sexta-feira (7) sobre a realização de falsas peneiras em nome do clube, destacando que não cobra valores para avaliações oficiais. A prática, que envolve cobrança de taxas por processos de seleção fraudulentos, configura crime de estelionato, com pena de reclusão de um a cinco anos, além de multa, e agravante caso envolva idosos ou menores de idade.
O comunicado oficial esclareceu que, atualmente, o único processo de peneira autorizado pelo clube é o realizado em parceria com o Chute Inicial, um projeto licenciado que capta jovens atletas. Todas as peneiras oficiais do Corinthians são divulgadas exclusivamente pelo site oficial do clube, www.corinthians.com.br/futebol-peneiras, e pelo perfil oficial no Instagram @corinthiansnabase. O clube reforça que não cobra nenhum valor de participação, nem mesmo em alimentos não perecíveis, como alegado em algumas fraudes.
Nos últimos dias, figuras ligadas às categorias de base do Corinthians, como Chicão, Batata e Sandro Silva, usaram suas redes sociais para alertar sobre as falsas peneiras e destacar que não há processos seletivos abertos no momento. A última peneira oficial foi realizada entre os dias 17 e 20 de fevereiro. Para participar das peneiras legítimas, os jovens atletas precisam apenas apresentar um documento de identificação ou certidão de nascimento, sem custos adicionais.
O Sport Club Corinthians Paulista reafirma que não se responsabiliza pelas peneiras falsas e enfatiza que qualquer cobrança ou promessa de contratação de atletas mediante pagamento deve ser imediatamente denunciada. O clube solicita à comunidade que não efetue nenhum pagamento a pessoas que aleguem fazer parte do processo seletivo para o Corinthians.
Fique atento e evite cair em golpes! O clube mantém o compromisso com a transparência e a ética nas suas seleções de atletas.
Administração de ex-presidente está na mira de órgão que tem verificado problemas financeiros como notas frias que teriam sido geradas
14 Fev 2026 | 20:49 |
O Ministério Público de São Paulo abriu uma nova frente de investigação envolvendo o Corinthians. O promotor Cássio Conserino apura a liberação de aproximadamente R$ 1,278 milhão dos cofres do clube durante a gestão do ex-presidente Duílio Monteiro Alves, entre 2021 e 2023.
Os valores teriam sido solicitados por Denilson Grillo, conhecido como Carioca, que atuou como motorista de Duílio. A suspeita é de que os adiantamentos de despesas foram feitos sem documentação comprobatória adequada.
Segundo o MP, os repasses foram autorizados pelo departamento financeiro do clube e levantam dúvidas sobre a regularidade dos procedimentos. Além disso, dois nomes passaram a integrar formalmente o inquérito: Wesley Melo e Roberto Gavioli, investigados por possível envolvimento em notas frias ligadas às movimentações financeiras.
A apuração faz parte de um inquérito criminal mais amplo que analisa práticas administrativas da antiga gestão do Corinthians. O objetivo é verificar se houve irregularidades na liberação de recursos e se os valores foram utilizados de forma legítima. Cássio Conserino ainda incluiu dois nomes de empresários para o inquérito com suspeita dos mesmos crimes.
O MP tem apurado as gestões dos mandatários do clube do Parque São Jorge. Andrés Sanchez é investigado por crimes tributários, apropriação indébita e lavagem de dinheiro recorrentes do uso de cartões corporativos.
Duílio Monteiro Alves está sendo acusado dos mesmos crimes. As notas frias foram descobertas após um torcedor denunciar ao Ministério Público e o ‘GE’ fazer uma reportagem relatando os problemas, incluindo um estabelecimento fantasma por não estar no endereço divulgado. Os dois ex-presidentes afirmam que são inocentes dos crimes que seus nomes estão sendo envolvidos.
Diretoria do Parque São Jorge entende que pode perder causa na Justiça e teria que desembolsar quase o mesmo valor que deve ao Talleres
14 Fev 2026 | 15:56 |
O Corinthians informou ao Regime de Centralização de Execuções (RCE) que pode ter uma perda superior a R$ 30 milhões em ação movida pela Sports Agency Marketing (SMA), empresa de Carla Dualib, neta do ex-presidente Alberto Dualib. O processo está relacionado a contratos de patrocínio firmados entre 2003 e 2006, período em que o clube mantinha parceria com a MSI, do empresário Kia Joorabchian.
De acordo com os documentos apresentados, o valor considerado como “perda provável” é de R$ 31.984.075,79, resultado de condenações já estabelecidas em instâncias anteriores. O caso envolve comissões e repasses que, segundo a acusação, não foram devidamente quitados pelo clube durante a gestão de Alberto Dualib.
Segundo a neta do ex-Corinthians, o descumprimento do acordo engloba remunerações referentes à antigos patrocinadores como Samsung, Nike e outros. No entanto, se forem incluídos juros com correção monetária, a quantia poderia ultrapassar os R$ 200 milhões.
O contrato com a empresa de Carla Dualib foi alvo de polêmicas na época e considerado um dos símbolos da crise administrativa vivida pelo Corinthians no início dos anos 2000. A parceria com a MSI trouxe jogadores de renome internacional, mas também gerou dívidas e processos que ainda impactam as finanças do clube duas décadas depois.
O processo segue na Justiça desde 2009 e está parado atualmente após o Corinthians ser contra um julgamento remoto. Em janeiro, foram trocados os relatores e até então, nenhuma data prevista para a audiência. Essa é mais uma das dívidas em que o Timão está devendo.
A estimativa é de que cerca de R$ 700 milhões serão pagos decorrentes de ‘perdas ‘prováveis’ por cobranças feitas ao longo dos anos. Recentemente, Osmar Stabile viajou para a Argentina tentar solucionar mais um problema e evitar outro transfer ban.
Investigação interna do Timão e do Ministério Público tem apurado provas para definir se nomes ligados ao clube paulista são culpados ou não
13 Fev 2026 | 21:06 |
O presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Romeu Tuma Júnior, autorizou nesta sexta-feira (13) a retomada das apurações internas contra ex-dirigentes do clube. As investigações estavam suspensas desde o início da semana, mas agora voltam a tramitar nas comissões de Justiça e Ética.
Os processos envolvem os ex-presidentes Andrés Sanchez, Duílio Monteiro Alves e Augusto Melo. As apurações tratam de suposta utilização irregular de cartões corporativos do clube durante suas gestões. Inicialmente, Tuma havia determinado a suspensão por receio de descumprimento de ordens judiciais, mas voltou atrás após análise jurídica e pressão de órgãos externos.
O Ministério Público de São Paulo já havia se manifestado sobre o caso, cobrando que o Corinthians não poderia travar as investigações internas. Em ofício enviado ao Conselho, o MP destacou que não havia respaldo legal para a paralisação e que o clube tinha obrigação estatutária de dar continuidade às apurações.
Com a decisão de Romeu Tuma Júnior, as comissões retomam os trabalhos e devem analisar documentos, ouvir testemunhas e avaliar possíveis responsabilidades dos ex-dirigentes. O processo administrativo pode resultar em punições internas, como suspensão de direitos políticos dentro do clube, além de encaminhamentos para instâncias externas caso sejam identificadas irregularidades.
O Ministério Público tem pressionado por meio do promotor Cássio Conserino para que o Corinthians entregue imagens de câmeras do quinto andar da sede. O motivo é para verificar se Andrés Sanchez cometeu a infração de entrar em contato com dirigentes do Timão.
A investigação também é decorrente do uso inadequado dos cartões corporativos do clube do Parque São Jorge. Além de Sanchez, Duilio Monteiro Alves é acusado do mesmo delito e está envolvido segundo a Justiça, com um estabelecimento fantasma.