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SAFiel apresenta proposta ao Corinthians e propõe adiantamento milionário
06 Jan 2026 | 18:53
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24 Nov 2025 | 00:16 |
O Ministério Público de São Paulo segue apurando os gastos realizados durante a gestão de Duílio Monteiro Alves no Corinthians. O promotor Cássio Conserino, responsável pelo caso, detalhou recentemente o andamento das investigações em entrevista. Segundo ele, o procedimento está em fase final de diligências e já contou com depoimentos de envolvidos.
Cássio Conserino revela: Está em vias de ser finalizada...”
“As investigações estão em estado avançado de diligências. Já ouvi o Duílio. O Roberto Gavioli também teve a oportunidade de se manifestar e o fez por escrito, inclusive acatando uma sugestão nossa do Ministério Público, porque os fatos são idênticos aos do Andrés...”
Promotor continua: “Está em vias de ser finalizada. Faltam alguns detalhes. Posso antecipar que o trabalho vai ser feito dentro da técnica, da legalidade e da juridicidade, respeitando os limites da ampla defesa e os direitos da Constituição”, afirmou Conserino.
O promotor explicou que o inquérito foi desmembrado para analisar separadamente as gestões de Andrés Sanchez (2018-2020), Duílio Monteiro Alves (2021-2023) e Augusto Melo (2024-2025). “Começou com dois tópicos: uso de cartão corporativo e utilização de nota fiscal fria pelos três últimos presidentes, temos, então, seis procedimentos investigatórios criminais,” comentou Conserino.
Cássio ainda complementou: “Por que desmembrei? Porque não dá para inserir personagens diferentes em contextos temporais diferentes. Não haveria condições de investigar a história toda em um único procedimento, razão pela qual temos seis procedimentos”, explicou.
Duílio já havia prestado depoimento ao MP, alegando que os valores apontados como pessoais foram reembolsados ao clube. Segundo ele, o montante não ultrapassou R$ 1.300 durante os três anos de mandato. Vale lembrar que o promotor pediu recentemente uma intervenção judicial no Corinthians.
O Ministério Público recomendou o afastamento dos ex-presidentes de qualquer órgão interno do Corinthians para evitar interferências. Andrés Sanchez já deixou o Conselho Deliberativo e o Conselho de Orientação (CORI). Duílio, assim como Andrés, é conselheiro vitalício e membro nato do CORI.
Romeu Tuma Júnior respondeu a proposta que o projeto fez ao clube do Parque São Jorge, na última terça-feira (08), onde prometeu um aporte milionário
08 Jan 2026 | 17:05 |
Na tarde da última terça-feira (06), a SAFiel apresentou uma proposta ao Corinthians, envolvendo um aporte financeiro gigante. Com diversos problemas financeiros, os idealizadores do projeto prometeram pagar um adiantamento de R$ 585 milhões aos cofres alvinegros, com o intuito de pagar as dívidas referentes a Neo Química Arena e também em relação ao transfer ban. Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo recusou a oferta.
O portal 'Meu Timão' teve acesso a carta enviada pelo presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Romeu Tuma Júnior, na qual o dirigente recusou a oferta da SAFiel e explicou os motivos para a tal decisão, onde aponta "algumas contradições internas e inconsistências" na proposta do projeto.
Presidente do Conselho do Corinthians, Romeu Tuma Júnior recusa ajuda financeira da SAFiel: "Reputo necessário registrar algumas inconsistências e contradições internas."
Romeu Tuma Júnior envia carta em resposta a ajuda financeira da SAFiel: "Após análise técnica preliminar do documento, reputo necessário registrar algumas inconsistências e contradições internas que impedem, neste momento, qualquer deliberação por parte deste Conselho Deliberativo, especialmente considerando a complexidade institucional, jurídica e financeira envolvida em eventual constituição de Sociedade Anônima do Futebol vinculada ao Sport Club Corinthians Paulista.
O item 4 da Carta sustenta a necessidade de aportes imediatos para viabilizar o funcionamento regular da instituição. Contudo, o item 4.2 condiciona o suposto aporte à (i) conclusão de auditoria sem riscos obstrutivos e, sobretudo, à (ii) aprovação prévia da SAFIEL pelos órgãos competentes do SCCP.
Trata-se de condicionante que, na prática, esvazia a própria ideia de imediatidade, uma vez que tanto a conclusão de auditoria quanto a aprovação pelos órgãos estatutários são, por definição, processos complexos, técnicos e sequenciais, que demandam tempo, acesso a informações, análises aprofundadas e deliberações colegiadas, não se compatibilizando com a noção de aporte imediato tal como sugerida no item 4 da Carta.
Mais grave ainda, a referência genérica à "aprovação da SAFIEL", tal como formulada no Memorando, que impõe a vinculação da maioria das ações da futura sociedade aos investidores, sem que estejam previamente definidos elementos essenciais como valuation do Clube."
A SAFiel prevê a transformação do Corinthians em SAF, com gestão profissional do futebol, mas administrada não por um dono, e sim pelos torcedores, que poderiam comprar ações a preços populares e votar nos conselhos. Integrantes das torcidas organizadas teriam cadeira reservada no Conselho de Fiscalização.
Diretoria do Timão tem resolvido pendências financeiras que tem impossibilitado no registro de jogadores; clube procura reforços no mercado
07 Jan 2026 | 21:25 |
O Corinthians obteve um empréstimo no valor de R$ 70 milhões destinado a resolver pendências financeiras que resultaram em bloqueios de transferências. A quantia foi repassada pela Liga Forte União (LFU), referente às cotas de transmissão.
O dinheiro já está sendo usado. Ele serviu para antecipar a terceira parcela da CNRD, órgão ligado à CBF que aplicou um transfer ban após o não pagamento da compra de Raniele que jogava pelo Cuiabá. A punição foi suspensa.
A quantia também vai ser servir para quitar a dívida com o Santos Laguna. O Corinthians conversou nesta quarta (07) com a diretoria mexicana e ainda conseguiu reduzir de R$ 40 para R$ 33,43 milhões. Pagamento deve ser feito em breve.
Uma parte da premiação da Copa do Brasil foi destinada para quitar a pendência de Matías Rojas. Com isso, evitou a possibilidade da aplicação de um terceiro transfer ban, que colocaria o Timão em uma situação bastante complicada.
Quando a última punição contra o alvinegro paulista for suspensa, o Corinthians vai poder anunciar o seu primeiro reforço para a temporada de 2026. Trata-se de Gabriel Paulista que está livre no mercado após uma rescisão amigável com o Besiktas, da Turquia.
Além do zagueiro, a diretoria do Timão procura um novo volante. Após a saída de Maycon que está prestes a assinar contrato com o Atlético-MG e deixará uma vaga no Time do Povo. O camisa 7 além de ser titular, era também líder da equipe. Por este motivo, o Corinthians segue monitorando a contratação de Lucas Mandaca. O volante é formado nas categorias de base do clube paulista e foi destaque do Juventude em 2025.
O promotor Cássio Conserino, que está a frente das investigações dos ex-presidentes do clube, quer a PF investigando a Reag, citada na Operação Carbono Oculto
06 Jan 2026 | 22:15 |
Na noite desta terça-feira (06), o Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio do promotor Cássio Conserino, pediu para a Polícia Federal investigar a contratação e atuação da Reag, atualmente chamada Arandu, como gestora do fundo financeiro para administração da dívida da Neo Química Arena, segundo as informações do jornalista Gabriel Oliveira, do 'GE'.
MP pede à Polícia Federal para investigar irregularidades no fundo gestor da arena do Corinthians
No pedido feito pelo promotor Cássio Conserino, é citado que a Reag é alvo da operação "Carbono Oculto", que investiga possíveis fraudes, crimes financeiros e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, em um esquema com ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
A Reag assumiu a gestão do fundo que administra a dívida do Corinthians com a Caixa Econômica Federal pela construção da Neo Química Arena em 2022, depois de uma renegociação assinada pelo ex-presidente Duílio Monteiro Alves, investigado pelo Ministério Público pelo uso indevido do cartão corporativo, entre outras acusações.
Como parte do ofício enviado à Polícia Federal, Cássio Conserino apontou que: "Esses fatos são, em tese, graves e demonstram um eventual risco sistêmico financeiro. Referida investigação não se confunde com gestão esportiva ou administrativa do clube, mas incide sobre fluxos financeiros, governança de fundo e eventual infiltração criminosa nesse cenário."