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Reforma estatutária do Corinthians expõe rixas entre Osmar Stabile e Romeu Tuma Júnior
10 Mar 2026 | 13:05
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22 Mai 2025 | 18:00 |
O Conselho Fiscal do Corinthians aceitou o pedido da atual gestão para reanalisar os balanços financeiros dos anos de 2023 e 2024. A solicitação foi feita pelo presidente Augusto Melo, que alega ter "herdado" uma dívida de R$ 191,296 milhões não registrada pelas administrações anteriores. Esses valores referem-se a impostos, juros sobre parcelamentos de execuções fiscais do município e contingências em processos que não foram classificados como "perda provável" nos balanços anteriores.
O presidente do Conselho Fiscal, Haroldo José Dantas da Silva, afirmou que o processo de reanálise será extenso e exigirá diversas iniciativas para sua conclusão. Não há um prazo definido para a emissão de um novo parecer sobre os números apresentados.
Em resposta, o ex-diretor financeiro do Corinthians, Wesley Melo, criticou a atual gestão e o posicionamento do Conselho Fiscal. Ele afirmou que a diretoria atual busca narrativas para desviar a atenção de suas próprias dificuldades em explicar os números de 2024 e que as contas de 2023 foram fechadas e apresentadas pela atual gestão, não havendo mais o que discutir sobre os balanços anteriores.
A reanálise das contas ocorre em um momento de pressão nos bastidores do clube. Na próxima segunda-feira, o Conselho Deliberativo do Corinthians se reunirá para votar o impeachment do presidente Augusto Melo, relacionado ao caso VaideBet. A oposição argumenta que a situação mancha a imagem do clube.
A decisão do Conselho Fiscal de reavaliar as contas pode fornecer à atual gestão mais tempo para se defender das críticas e buscar esclarecer as alegações de dívidas não computadas, enquanto o clube enfrenta desafios tanto dentro quanto fora de campo.
Timão não tem vencido há quatro jogos e situação na tabela de campeonato nacional tem gerado preocupação e revolta por parte da torcida
13 Mar 2026 | 14:31 |
Na manhã desta sexta-feira (13), representantes de torcidas organizadas do Corinthians foram ao CT Joaquim Grava para cobrar o elenco e a comissão técnica após uma sequência de quatro jogos sem vitória. O encontro ocorreu logo depois do treino, que foi o penúltimo antes do clássico contra o Santos, marcado para domingo na Vila Belmiro.
Cerca de 15 líderes das principais organizadas tiveram acesso ao centro de treinamento e se reuniram com jogadores e membros da comissão técnica. A conversa foi marcada por exigências de maior comprometimento e resultados imediatos, diante da insatisfação com o desempenho recente da equipe. O atacante Yuri Alberto participou normalmente das atividades e esteve presente no momento da cobrança.
O Corinthians não vence desde 19 de fevereiro, quando derrotou o Athletico-PR fora de casa com gol de Rodrigo Garro. Desde então, acumulou empates contra Portuguesa e Cruzeiro e derrotas diante de Novorizontino e Coritiba. A derrota por 2 a 0 para o Coxa, na última rodada, intensificou a pressão e motivou a visita das torcidas ao CT.
A situação atual coloca o clube em posição intermediária na décima posição e somando sete pontos na tabela, aumentando a necessidade de reação imediata. O clássico contra o Santos ganha ainda mais importância, não apenas pelos pontos em disputa, mas também pela necessidade de resposta diante da cobrança externa. A preparação segue intensa, com foco em ajustes táticos e psicológicos para tentar encerrar a sequência negativa.
Na derrota da última quarta (11), a torcida presente na Neo Química Arena protestou com as seguintes falas: "ou joga por amor ou joga por terror" e "honra a camisa, de vagabundo o Corinthians não precisa."
Órgão foi ao clube do Parque São Jorge por meio de representantes para poder dar continuidade à investigação que está sendo conduzida
13 Mar 2026 | 01:15 |
O Corinthians entregou ao Ministério Público de São Paulo documentos referentes às gestões de Andrés Sanchez e Duílio Monteiro Alves, em cumprimento à solicitação feita dentro do inquérito que apura irregularidades na administração do clube. A medida foi realizada pelo atual presidente Osmar Stabile, que determinou a entrega dos materiais como parte do processo de transparência da atual gestão.
Os documentos enviados dizem respeito ao período em que Andrés Sanchez e Duílio Monteiro Alves estiveram à frente do Corinthians, abrangendo movimentações financeiras e contratos firmados durante suas administrações. O Ministério Público havia solicitado acesso a essas informações para dar continuidade às investigações relacionadas ao uso de cartões corporativos e outras despesas do clube.
Cássio Conserino fez um balanço do encontro que aconteceu na última quinta (12): “Reunião muito produtiva, nós conseguimos delinear uma linha de raciocínio para exteriorizar as provas necessárias para a demonstração da materialidade delituosa.”
Promotor do caso ainda prosseguiu: “Convencionamos de fazer uma remessa da documentação que dizia respeito às planilhas que davam a entender sobre adiantamento de despesas em espécie.”
Clube paulista teria entrado em um acordo: “O Corinthians se comprometeu em abrir o sigilo fiscal e bancário e entregar ao Ministério Público a documentação que revela a retirada do dinheiro em consonância com a planilha que já foi exteriorizada na investigação, que denota, no mandato do ex-presidente Andrés Sanchez, a retirada de R$ 3,5 milhões em pecúnia.”
As três últimas administrações do Corinthians têm a Polícia envolvida. Os ex-presidentes respondem aos gastos do uso indevido do cartão corporativo, emissão de notas frias e obstrução da investigação. O MP havia pedido o uso de tornozeleira eletrônica em Andrés Sanchez.
Na noite de segunda-feira (09), o presidente do Corinthians, Osmar Stabile e mandatário do Conselho Deliberativo do Timão, Romeu Tuma Jr. se desentenderam
11 Mar 2026 | 11:40 |
Na última segunda-feira (09), estava marcada para acontecer no Parque São Jorge, a votação da reforma estatutária do Corinthians, porém, após um desentendimento entre o presidente do alvinegro paulista, Osmar Stabile, e o mandatário do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, a sessão acabou sendo adiada. Principal torcida organizada do Timão, a Gaviões da Fiel criticou a reunião do clube.
A Gaviões da Fiel publicou em suas redes sociais, uma nota repudiando a sessão da última segunda-feira, depois de ter sido adiada a votação da reforma estatutária do Corinthians. Romeu Tuma Júnuor e Osmar Stabile tiveram um desentendimento, após o discurso feito pelo mandatário corinthiano.
Gaviões da Fiel se pronuncia após a votação da reforma do Corinthians ter sido adiada: "lamentamos o espetáculo de acusações e irresponsabilidade."
Nota oficial da Gaviões da Fiel. "O Gaviões da Fiel Torcida lamenta que uma reunião com 191 conselheiros, que tinha como principal pauta a votação da reforma do Estatuto, fundamental para o futuro do Sport Club Corinthians Paulista, tenha se transformado em um espetáculo de acusações e irresponsabilidade.
Tanto o presidente do Conselho Deliberativo quanto o presidente do Clube contribuíram para um ambiente caótico, expondo a incapacidade de conduzir um processo decisivo para o Corinthians. Mais uma vez, o ponto central, o direito ao voto do Fiel Torcedor, foi tratado com desprezo.
O Corinthians pertence ao povo. É sustentado por milhões que lotam estádios, consomem produtos e mantêm viva a estrutura do clube. Negar o voto ao Fiel Torcedor é negar a essência do Corinthians. Estaremos atentos ao andamento da reforma estatutária e não iremos recuar. A inclusão do voto do Fiel Torcedor precisa avançar, e não vamos descansar enquanto essa pauta não sair do papel.
O Gaviões da Fiel não aceitará manobras, tumultos fabricados ou tentativas de esvaziar a participação da torcida. O Corinthians precisa romper com práticas que destruíram sua credibilidade. O futuro passa por democracia, transparência e coragem para mudar, ouvindo quem carrega o clube todos os dias: sua torcida."
Ainda não se sabe quando o Corinthians retomará novamente a sessão, sobre a reforma estatutária, no Parque São Jorge, pauta importante para o clube alvinegro e fundamental para a Fiel torcida.