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Votação do Corinthians é adiada – Saiba o motivo

Projeto a ser decidido é sobre a reforma estatutária do clube do Parque São Jorge que se for aprovada, poderá mudar a gestão do alvinegro paulista

Votação da reforma do estatuto do Corinthians foi adiada após pedido do Cori por revisão legal - Foto: Gustavo Vasco/Agência Corinthians
Votação da reforma do estatuto do Corinthians foi adiada após pedido do Cori por revisão legal - Foto: Gustavo Vasco/Agência Corinthians

24 Nov 2025 | 20:37 |

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A votação do anteprojeto de reforma do Estatuto do Corinthians, inicialmente marcada para esta segunda (24), foi adiada após solicitação do Conselho de Orientação (Cori), que apontou a necessidade de maior análise sobre pontos considerados irregulares no processo.


CORI já era contra a reunião


O encontro estava previsto para acontecer no Conselho Deliberativo, mas o Cori divulgou nota oficial pedindo o cancelamento da reunião. O órgão destacou que, embora seja favorável à modernização do estatuto, identificou ilegalidades que precisam ser revisadas antes da apreciação.


Entre os temas em debate está a possibilidade de transformação do clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), assunto que, segundo o Cori, deve ser discutido em encontros específicos com os responsáveis pelas propostas.

Romeu Tuma Júnior não concorda com Conselho de Orientação


O presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, lamentou a decisão e afirmou que a reforma estatutária é uma meta definida desde fevereiro de 2024, com aprovação unânime do colegiado. Ele ressaltou que o processo foi aberto para participação de todos os associados e que o Cori não apresentou sugestões durante o período de elaboração, manifestando-se apenas às vésperas da votação.

O anteprojeto do Corinthians inclui mudanças relevantes, como:

Direito de voto para membros do programa Fiel Torcedor.

Eleições presidenciais em dois turnos.

Votação individual para conselheiros.

Proibição da contratação de parentes de conselheiros.

Além disso, a proposta prevê que qualquer eventual SAF mantenha o controle acionário nas mãos do clube, o que gerou debates sobre a viabilidade de atrair investidores nacionais e internacionais que buscam fazer negócio com o alvinegro.

Assembleia de dezembro pode ser influenciada

A assembleia geral dos associados, que estava prevista para 20 de dezembro de 2025, também poderá ser impactada pelo adiamento, já que depende da aprovação prévia no Conselho Deliberativo. O cronograma, portanto, deverá ser revisto para que haja tempo suficiente de análise e ajustes no texto.

Com isso, o Corinthians segue em processo de discussão interna sobre o futuro de sua estrutura administrativa, buscando adequações que atendam às exigências legais e às demandas de modernização.



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Presidente do Conselho do Corinthians recusa ajuda financeira da SAFiel

Romeu Tuma Júnior respondeu a proposta que o projeto fez ao clube do Parque São Jorge, na última terça-feira (08), onde prometeu um aporte milionário

O Corinthians por meio de Romeu Tuma Júnior, respondeu a oferta da SAFiel, para quitar o transfer ban - Foto: Iúri Medeiros/Itatiaia Esporte
O Corinthians por meio de Romeu Tuma Júnior, respondeu a oferta da SAFiel, para quitar o transfer ban - Foto: Iúri Medeiros/Itatiaia Esporte

08 Jan 2026 | 17:05 |

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Na tarde da última terça-feira (06), a SAFiel apresentou uma proposta ao Corinthians, envolvendo um aporte financeiro gigante. Com diversos problemas financeiros, os idealizadores do projeto prometeram pagar um adiantamento de R$ 585 milhões aos cofres alvinegros, com o intuito de pagar as dívidas referentes a Neo Química Arena e também em relação ao transfer ban. Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo recusou a oferta.


Presidente do Conselho do Corinthians recusa ajuda financeira da SAFiel


O portal 'Meu Timão' teve acesso a carta enviada pelo presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Romeu Tuma Júnior, na qual o dirigente recusou a oferta da SAFiel e explicou os motivos para a tal decisão, onde aponta "algumas contradições internas e inconsistências" na proposta do projeto.


Presidente do Conselho do Corinthians, Romeu Tuma Júnior recusa ajuda financeira da SAFiel: "Reputo necessário registrar algumas inconsistências e contradições internas."

Romeu Tuma Júnior envia carta em resposta a ajuda financeira da SAFiel: "Após análise técnica preliminar do documento, reputo necessário registrar algumas inconsistências e contradições internas que impedem, neste momento, qualquer deliberação por parte deste Conselho Deliberativo, especialmente considerando a complexidade institucional, jurídica e financeira envolvida em eventual constituição de Sociedade Anônima do Futebol vinculada ao Sport Club Corinthians Paulista.


O item 4 da Carta sustenta a necessidade de aportes imediatos para viabilizar o funcionamento regular da instituição. Contudo, o item 4.2 condiciona o suposto aporte à (i) conclusão de auditoria sem riscos obstrutivos e, sobretudo, à (ii) aprovação prévia da SAFIEL pelos órgãos competentes do SCCP.

Trata-se de condicionante que, na prática, esvazia a própria ideia de imediatidade, uma vez que tanto a conclusão de auditoria quanto a aprovação pelos órgãos estatutários são, por definição, processos complexos, técnicos e sequenciais, que demandam tempo, acesso a informações, análises aprofundadas e deliberações colegiadas, não se compatibilizando com a noção de aporte imediato tal como sugerida no item 4 da Carta.

Mais grave ainda, a referência genérica à "aprovação da SAFIEL", tal como formulada no Memorando, que impõe a vinculação da maioria das ações da futura sociedade aos investidores, sem que estejam previamente definidos elementos essenciais como valuation do Clube."

O que é SAFiel?

A SAFiel prevê a transformação do Corinthians em SAF, com gestão profissional do futebol, mas administrada não por um dono, e sim pelos torcedores, que poderiam comprar ações a preços populares e votar nos conselhos. Integrantes das torcidas organizadas teriam cadeira reservada no Conselho de Fiscalização.


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Corinthians recebe empréstimo para suspender transfer bans – Entenda

Diretoria do Timão tem resolvido pendências financeiras que tem impossibilitado no registro de jogadores; clube procura reforços no mercado

Osmar Stabile corre para pagar dívidas do Corinthians; objetivo é voltar a contratar reforços para 2026 - Foto: Marcos Ribolli
Osmar Stabile corre para pagar dívidas do Corinthians; objetivo é voltar a contratar reforços para 2026 - Foto: Marcos Ribolli

07 Jan 2026 | 21:25 |

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O Corinthians obteve um empréstimo no valor de R$ 70 milhões destinado a resolver pendências financeiras que resultaram em bloqueios de transferências. A quantia foi repassada pela Liga Forte União (LFU), referente às cotas de transmissão.


O que foi pago pelo Corinthians?


O dinheiro já está sendo usado. Ele serviu para antecipar a terceira parcela da CNRD, órgão ligado à CBF que aplicou um transfer ban após o não pagamento da compra de Raniele que jogava pelo Cuiabá. A punição foi suspensa.


A quantia também vai ser servir para quitar a dívida com o Santos Laguna. O Corinthians conversou nesta quarta (07) com a diretoria mexicana e ainda conseguiu reduzir de R$ 40 para R$ 33,43 milhões. Pagamento deve ser feito em breve.

Evitando mais problemas


Uma parte da premiação da Copa do Brasil foi destinada para quitar a pendência de Matías Rojas. Com isso, evitou a possibilidade da aplicação de um terceiro transfer ban, que colocaria o Timão em uma situação bastante complicada.

Gabriel Paulista a um passo do Parque São Jorge

Quando a última punição contra o alvinegro paulista for suspensa, o Corinthians vai poder anunciar o seu primeiro reforço para a temporada de 2026. Trata-se de Gabriel Paulista que está livre no mercado após uma rescisão amigável com o Besiktas, da Turquia.

Outros nomes podem chegar

Além do zagueiro, a diretoria do Timão procura um novo volante. Após a saída de Maycon que está prestes a assinar contrato com o Atlético-MG e deixará uma vaga no Time do Povo. O camisa 7 além de ser titular, era também líder da equipe. Por este motivo, o Corinthians segue monitorando a contratação de Lucas Mandaca. O volante é formado nas categorias de base do clube paulista e foi destaque do Juventude em 2025.


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MP pede à Polícia Federal para investigar irregularidades no fundo gestor da arena do Corinthians

O promotor Cássio Conserino, que está a frente das investigações dos ex-presidentes do clube, quer a PF investigando a Reag, citada na Operação Carbono Oculto

O promotor Cássio Conserino segue a frente das investigações relacionadas aos ex-presidentes do Corinthians - Foto: André Udlis/Agência Corinthians
O promotor Cássio Conserino segue a frente das investigações relacionadas aos ex-presidentes do Corinthians - Foto: André Udlis/Agência Corinthians

06 Jan 2026 | 22:15 |

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Na noite desta terça-feira (06), o Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio do promotor Cássio Conserino, pediu para a Polícia Federal investigar a contratação e atuação da Reag, atualmente chamada Arandu, como gestora do fundo financeiro para administração da dívida da Neo Química Arena, segundo as informações do jornalista Gabriel Oliveira, do 'GE'.


MP pede à Polícia Federal para investigar irregularidades no fundo gestor da arena do Corinthians


No pedido feito pelo promotor Cássio Conserino, é citado que a Reag é alvo da operação "Carbono Oculto", que investiga possíveis fraudes, crimes financeiros e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, em um esquema com ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).


A Reag assumiu a gestão do fundo que administra a dívida do Corinthians com a Caixa Econômica Federal pela construção da Neo Química Arena em 2022, depois de uma renegociação assinada pelo ex-presidente Duílio Monteiro Alves, investigado pelo Ministério Público pelo uso indevido do cartão corporativo, entre outras acusações.

Como parte do ofício enviado à Polícia Federal, Cássio Conserino apontou que: "Esses fatos são, em tese, graves e demonstram um eventual risco sistêmico financeiro. Referida investigação não se confunde com gestão esportiva ou administrativa do clube, mas incide sobre fluxos financeiros, governança de fundo e eventual infiltração criminosa nesse cenário."


A promotoria do Ministério Público destaca os seguintes pontos para a investigação:
  • Cópias dos contratos a respeito da entrada da REAG no Fundo Arena;
  • Identificação de administradores, beneficiários e responsáveis pelo fundo e pelos pagamentos;
  • Obtenção, após autorização judicial, de extratos bancários completos;
  • Verificação formal de inadimplência do Corinthians e suspeitas no Controle de Atividades Financeiras (Coaf);
  • Cruzamento de dados com a Operação Carbono Oculto.


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