Clube
Reforma estatutária do Corinthians expõe rixas entre Osmar Stabile e Romeu Tuma Júnior
10 Mar 2026 | 13:05
Clube
06 Jun 2025 | 17:05 |
Aliados do presidente afastado Augusto Melo, entraram com uma ação judicial na Vara Cível do Foro Regional VIII do Tatuapé, em São Paulo, buscando validar um ato realizado no Parque São Jorge. O grupo, que é composto por conselheiros como Mario Mello, Ronaldo Fernandez Tomé, Maria Ângela de Sousa Ocampos e Peterson Ruan Aiello do Couto Ramos, moveu um processo contra Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, o presidente interino do Corinthians, Osmar Stabile, e o próprio clube.
A ação tem como objetivo confirmar a "vigência imediata" da decisão da Comissão de Ética e Disciplina, que teria afastado Romeu Tuma da presidência do Conselho Deliberativo no dia 9 de abril. Com isso, os aliados de Augusto Melo defendem que Maria Ângela seja empossada como presidente interina do órgão.
No último dia 31 de maio, Augusto Melo tentou reassumir a presidência do Corinthians por meio de um documento assinado por Maria Ângela, que se declarou presidente interina do Conselho Deliberativo. Ela alegou que Romeu Tuma deveria estar afastado e que seu sucessor imediato, Roberson de Medeiros, conhecido pelo apelido de "Dunga", estava de licença médica. Com isso, Maria Ângela anulou todos os atos conduzidos por Tuma desde o dia 9 de abril, incluindo a votação que aprovou o impeachment de Augusto Melo pelo caso VaideBet.
Os aliados de Augusto Melo fundamentam sua ação nos artigos 28, letras D e E, e 30 do estatuto do Corinthians. No entanto, especialistas apontam que esses artigos se aplicam aos associados do clube social, e não aos conselheiros eleitos. Além disso, Rodrigo Bittar, membro da Comissão de Ética, expôs irregularidades no ato liderado por Augusto Melo e votou contra o afastamento de Tuma na reunião de abril.
Osmar Stabile, atual presidente interino do Corinthians, não reconheceu o documento apresentado por Augusto Melo e se recusou a deixar o cargo. Ele esteve presente no treino da equipe no CT Dr. Joaquim Grava e conversou brevemente com a imprensa sobre o caso.
O imbróglio jurídico continua, e a Justiça deverá decidir sobre a validade das ações tomadas pelos aliados de Augusto Melo. Enquanto isso, o Corinthians segue administrando a crise política que envolve sua diretoria e Conselho Deliberativo.
Timão não tem vencido há quatro jogos e situação na tabela de campeonato nacional tem gerado preocupação e revolta por parte da torcida
13 Mar 2026 | 14:31 |
Na manhã desta sexta-feira (13), representantes de torcidas organizadas do Corinthians foram ao CT Joaquim Grava para cobrar o elenco e a comissão técnica após uma sequência de quatro jogos sem vitória. O encontro ocorreu logo depois do treino, que foi o penúltimo antes do clássico contra o Santos, marcado para domingo na Vila Belmiro.
Cerca de 15 líderes das principais organizadas tiveram acesso ao centro de treinamento e se reuniram com jogadores e membros da comissão técnica. A conversa foi marcada por exigências de maior comprometimento e resultados imediatos, diante da insatisfação com o desempenho recente da equipe. O atacante Yuri Alberto participou normalmente das atividades e esteve presente no momento da cobrança.
O Corinthians não vence desde 19 de fevereiro, quando derrotou o Athletico-PR fora de casa com gol de Rodrigo Garro. Desde então, acumulou empates contra Portuguesa e Cruzeiro e derrotas diante de Novorizontino e Coritiba. A derrota por 2 a 0 para o Coxa, na última rodada, intensificou a pressão e motivou a visita das torcidas ao CT.
A situação atual coloca o clube em posição intermediária na décima posição e somando sete pontos na tabela, aumentando a necessidade de reação imediata. O clássico contra o Santos ganha ainda mais importância, não apenas pelos pontos em disputa, mas também pela necessidade de resposta diante da cobrança externa. A preparação segue intensa, com foco em ajustes táticos e psicológicos para tentar encerrar a sequência negativa.
Na derrota da última quarta (11), a torcida presente na Neo Química Arena protestou com as seguintes falas: "ou joga por amor ou joga por terror" e "honra a camisa, de vagabundo o Corinthians não precisa."
Órgão foi ao clube do Parque São Jorge por meio de representantes para poder dar continuidade à investigação que está sendo conduzida
13 Mar 2026 | 01:15 |
O Corinthians entregou ao Ministério Público de São Paulo documentos referentes às gestões de Andrés Sanchez e Duílio Monteiro Alves, em cumprimento à solicitação feita dentro do inquérito que apura irregularidades na administração do clube. A medida foi realizada pelo atual presidente Osmar Stabile, que determinou a entrega dos materiais como parte do processo de transparência da atual gestão.
Os documentos enviados dizem respeito ao período em que Andrés Sanchez e Duílio Monteiro Alves estiveram à frente do Corinthians, abrangendo movimentações financeiras e contratos firmados durante suas administrações. O Ministério Público havia solicitado acesso a essas informações para dar continuidade às investigações relacionadas ao uso de cartões corporativos e outras despesas do clube.
Cássio Conserino fez um balanço do encontro que aconteceu na última quinta (12): “Reunião muito produtiva, nós conseguimos delinear uma linha de raciocínio para exteriorizar as provas necessárias para a demonstração da materialidade delituosa.”
Promotor do caso ainda prosseguiu: “Convencionamos de fazer uma remessa da documentação que dizia respeito às planilhas que davam a entender sobre adiantamento de despesas em espécie.”
Clube paulista teria entrado em um acordo: “O Corinthians se comprometeu em abrir o sigilo fiscal e bancário e entregar ao Ministério Público a documentação que revela a retirada do dinheiro em consonância com a planilha que já foi exteriorizada na investigação, que denota, no mandato do ex-presidente Andrés Sanchez, a retirada de R$ 3,5 milhões em pecúnia.”
As três últimas administrações do Corinthians têm a Polícia envolvida. Os ex-presidentes respondem aos gastos do uso indevido do cartão corporativo, emissão de notas frias e obstrução da investigação. O MP havia pedido o uso de tornozeleira eletrônica em Andrés Sanchez.
Na noite de segunda-feira (09), o presidente do Corinthians, Osmar Stabile e mandatário do Conselho Deliberativo do Timão, Romeu Tuma Jr. se desentenderam
11 Mar 2026 | 11:40 |
Na última segunda-feira (09), estava marcada para acontecer no Parque São Jorge, a votação da reforma estatutária do Corinthians, porém, após um desentendimento entre o presidente do alvinegro paulista, Osmar Stabile, e o mandatário do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, a sessão acabou sendo adiada. Principal torcida organizada do Timão, a Gaviões da Fiel criticou a reunião do clube.
A Gaviões da Fiel publicou em suas redes sociais, uma nota repudiando a sessão da última segunda-feira, depois de ter sido adiada a votação da reforma estatutária do Corinthians. Romeu Tuma Júnuor e Osmar Stabile tiveram um desentendimento, após o discurso feito pelo mandatário corinthiano.
Gaviões da Fiel se pronuncia após a votação da reforma do Corinthians ter sido adiada: "lamentamos o espetáculo de acusações e irresponsabilidade."
Nota oficial da Gaviões da Fiel. "O Gaviões da Fiel Torcida lamenta que uma reunião com 191 conselheiros, que tinha como principal pauta a votação da reforma do Estatuto, fundamental para o futuro do Sport Club Corinthians Paulista, tenha se transformado em um espetáculo de acusações e irresponsabilidade.
Tanto o presidente do Conselho Deliberativo quanto o presidente do Clube contribuíram para um ambiente caótico, expondo a incapacidade de conduzir um processo decisivo para o Corinthians. Mais uma vez, o ponto central, o direito ao voto do Fiel Torcedor, foi tratado com desprezo.
O Corinthians pertence ao povo. É sustentado por milhões que lotam estádios, consomem produtos e mantêm viva a estrutura do clube. Negar o voto ao Fiel Torcedor é negar a essência do Corinthians. Estaremos atentos ao andamento da reforma estatutária e não iremos recuar. A inclusão do voto do Fiel Torcedor precisa avançar, e não vamos descansar enquanto essa pauta não sair do papel.
O Gaviões da Fiel não aceitará manobras, tumultos fabricados ou tentativas de esvaziar a participação da torcida. O Corinthians precisa romper com práticas que destruíram sua credibilidade. O futuro passa por democracia, transparência e coragem para mudar, ouvindo quem carrega o clube todos os dias: sua torcida."
Ainda não se sabe quando o Corinthians retomará novamente a sessão, sobre a reforma estatutária, no Parque São Jorge, pauta importante para o clube alvinegro e fundamental para a Fiel torcida.