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Corinthians tem contas de 2025 aprovadas com ressalvas e auditoria aponta incertezas
24 Abr 2026 | 08:52
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12 Set 2025 | 15:00 |
A crise política no Corinthians ganhou novo capítulo. A Comissão de Ética recomendou ao Conselho Deliberativo a suspensão de Augusto Melo, ex-presidente afastado do clube, e de outros 12 conselheiros, por conta da confusão ocorrida no Parque São Jorge, em 31 de maio, quando Augusto tentou retomar a presidência após seu afastamento.
A recomendação é de 60 dias úteis de suspensão ou até o fim da investigação sobre os atos praticados naquela data. O Conselho Deliberativo do Corinthians será responsável por aprovar ou não o afastamento dos implicados.
Dois dos nomes — Mário Mello Júnior e Ronaldo Fernandez Tomé — fazem parte da própria Comissão de Ética. Por isso, foram substituídos por suplentes na votação, que terminou unanimemente a favor da recomendação.
O QUE ACONTECEU EM 31 DE MAIO
Naquele dia, Augusto Melo, acompanhado de aliados, foi ao Parque São Jorge tentando reassumir a presidência, apenas cinco dias após ter sido afastado pelo Conselho Deliberativo em processo de impeachment.
A conselheira Maria Angela de Souza Ocampos, apoiadora de Augusto, chegou a se declarar presidente do Conselho Deliberativo, alegando que a decisão se baseava em parecer da Comissão de Ética de abril, que afastava Romeu Tuma Júnior. Com isso, ela afirmou ter anulado os atos de Tuma desde então, incluindo a votação do impeachment. O movimento não prosperou. O presidente em exercício, Osmar Stabile, permaneceu no cargo e Tuma não reconheceu a troca de comando no Conselho.
A Comissão de Ética abriu instrução probatória para ouvir depoimentos, recolher provas, indicar testemunhas e avaliar individualmente a conduta dos conselheiros. O estatuto do Corinthians prevê três punições possíveis: advertência, suspensão ou expulsão.
Além dos conselheiros, associados também participaram dos atos de 31 de maio. Eles foram identificados por câmeras de monitoramento e agora são investigados em processo separado pela Comissão de Ética dos associados.
Romeu Tuma Júnior segue como alvo de críticas dentro do clube, acusado de parcialidade e de prejudicar a imagem do Corinthians em declarações públicas. Sua defesa, no entanto, alega que não há previsão estatutária para seu afastamento por decisão da Comissão de Ética — caberia ao plenário do Conselho Deliberativo deliberar sobre isso.
Clube do Parque São Jorge gastou mais do que arrecadou nesse ano e isso tem impactado na saúde financeira da instituição que tem dívidas em quase três bilhões
01 Mai 2026 | 15:16 |
O Corinthians iniciou o ano de 2026 com déficit significativo em suas contas. De acordo com o balanço financeiro divulgado pelo clube, o resultado negativo no primeiro bimestre chegou a quase R$ 100 milhões (R$ 93,667 milhões). O relatório mostra que as despesas superaram as receitas, refletindo os desafios econômicos enfrentados pela gestão alvinegra.
Entre janeiro e fevereiro, o Corinthians registrou arrecadação de aproximadamente R$ 152 milhões, enquanto os gastos ultrapassaram R$ 250 milhões. O principal fator para o desequilíbrio foi o aumento das despesas operacionais, incluindo folha salarial, encargos trabalhistas e custos administrativos. Além disso, o clube teve impacto com juros e amortizações de dívidas, que seguem pesando no orçamento.
O documento também detalha que as receitas de bilheteria e programas de sócio-torcedor não foram suficientes para equilibrar as contas, mesmo com a boa presença da torcida nos jogos da Libertadores e do Campeonato Paulista. Patrocínios e direitos de transmissão continuam sendo fontes importantes de receita, mas ainda não compensam o volume de despesas acumuladas.
A diretoria destacou que parte do déficit está relacionada a investimentos feitos para reforçar o elenco e manter competitividade nas principais competições da temporada. O clube aposta que a continuidade na Libertadores e o desempenho no Campeonato Brasileiro possam gerar aumento de arrecadação nos próximos meses, ajudando a reduzir o impacto negativo.
O Corinthians divulgou que fará revisão do orçamento em meados de 2026, conforme previsto no estatuto. O planejamento aprovado pelo Conselho Deliberativo no fim do ano passado projetava superávit de R$ 12 milhões. Já o balanço de 2025 foi aprovado na última semana, mesmo registrando déficit de R$ 143,4 milhões e apontamentos de auditoria independente, Conselho Fiscal e Cori.
Documento precisou ser votado para que conselheiros do Parque São Jorge concordassem com a situação financeira do clube paulista
28 Abr 2026 | 17:03 |
O Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou na última segunda (27), as contas referentes ao exercício de 2025, que registraram déficit de R$ 143,4 milhões. A votação aconteceu no Parque São Jorge e contou com a presença de 178 conselheiros, sendo 106 favoráveis e 68 contrários. Apesar da aprovação, tanto o Conselho Fiscal quanto o Conselho de Orientação haviam emitido pareceres com ressalvas, apontando preocupações sobre a situação financeira do clube.
O balanço apresentado pela gestão de Osmar Stabile mostrou receita operacional líquida de R$ 810 milhões, enquanto as despesas operacionais alcançaram R$ 885 milhões. O resultado negativo inclui custos administrativos, amortizações e depreciações.
Outro ponto relevante é a dívida bruta, que atingiu R$ 2,7 bilhões em dezembro de 2025, reforçando a necessidade de ajustes internos e medidas de contenção de gastos. Importante lembrar que conseguiu a aprovação do Conselho de Orientação, mas auditoria apontou ressalvas.
Durante a sessão, houve discussão sobre a possibilidade de reprovação integral das contas, mas a proposta não avançou. A maioria simples garantiu a aprovação, permitindo que a diretoria siga com o planejamento para os próximos exercícios. Em nota oficial, o clube destacou que o processo seguiu todos os trâmites estatutários e que a gestão trabalha para implementar estratégias que reduzam o impacto financeiro e tragam maior estabilidade.
Enquanto lida com questões administrativas, o Corinthians mantém o foco dentro de campo. O próximo compromisso será pela Copa Libertadores, contra o Peñarol, na Neo Química Arena, na quinta (30), às 21h (horário de Brasília). Em seguida, o Timão enfrenta o Mirassol, fora de casa, pelo Campeonato Brasileiro, e depois encara o Santa Fe, na Colômbia, novamente pela competição continental.
Nome que já foi mandatário do clube do Parque São Jorge em dois momentos distintos da instituição tem sofrido pressão dentro do alvinegro e na Justiça
26 Abr 2026 | 12:23 |
O parecer que embasa o pedido foi elaborado pelo presidente da Comissão de Ética, Leonardo Pantaleão, e aprovado de forma unânime pelos integrantes do órgão. O documento aponta que Andrés teria utilizado o cartão corporativo do Corinthians para despesas pessoais sem apresentar a devida prestação de contas. Agora, caberá ao Conselho Deliberativo analisar o requerimento e decidir se acata ou não a recomendação de expulsão.
O movimento já organizou abaixo-assinados, campanhas digitais e manifestações presenciais no Parque São Jorge e na Neo Química Arena, reforçando a pressão sobre os conselheiros. A mobilização também pede a expulsão de outros ex-presidentes, como Duílio Monteiro Alves e Augusto Melo, ampliando o alcance da iniciativa.
O cenário político do clube, no entanto, está marcado por impasses. O presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, foi afastado em uma sessão considerada irregular por parte dos conselheiros, o que gera dúvidas sobre a condução do processo. Mesmo assim, a expectativa é de que o caso de Andrés seja colocado em pauta nas próximas semanas, com grande repercussão entre os associados.
Paralelamente às investigações internas, Andrés Sanchez também responde a processos na Justiça. O Ministério Público denunciou o ex-presidente por apropriação indébita relacionada ao uso do cartão corporativo. Em outra ação, a Justiça rejeitou acusações de lavagem de dinheiro e crimes tributários, mas o MP recorreu da decisão.