Clube
18 Abr 2025 | 14:00 |
A diretoria do Corinthians voltou a descumprir o prazo acordado para a entrega das demonstrações financeiras de 2024 ao Conselho de Orientação (CORI), marcando o terceiro atraso consecutivo. O balanço, que deveria ter sido entregue em 31 de março, foi substituído por prévias enviadas por e-mail, sem a documentação completa e sem o parecer dos auditores independentes, conforme exigido pelo estatuto do clube.
O CORI reagiu com firmeza, alegando que a entrega incompleta compromete sua imparcialidade e independência fiscalizadora. O órgão também apontou divergências nas versões apresentadas pela diretoria, especialmente em relação à comunicação sobre reuniões e à entrega de documentos. O clima de desconfiança se agravou com a divulgação antecipada de dados financeiros pela diretoria, que, segundo o CORI, podem não refletir a realidade contábil do clube.
A situação financeira do Corinthians é alarmante. O clube informou à Justiça que sua dívida total alcançou R$ 2,4 bilhões, um aumento de R$ 100 milhões em relação ao valor divulgado anteriormente. Desse montante, aproximadamente R$ 704 milhões referem-se ao financiamento da Neo Química Arena com a Caixa Econômica Federal. O alto endividamento tem provocado um "fluxo de caixa estrangulado", dificultando o cumprimento de obrigações de curto prazo, como folha salarial e compromissos operacionais.
A diretoria, liderada por Augusto Melo, afirma estar tomando medidas para reestruturar as finanças do clube, incluindo a adesão ao Regime Centralizado de Execuções (RCE) e renegociações tributárias. No entanto, a falta de transparência e o descumprimento de prazos comprometem a credibilidade dessas ações e aumentam a pressão por mudanças na gestão.
A crise de transparência no Corinthians evidencia a necessidade urgente de uma gestão mais responsável e comprometida com a prestação de contas. A relação conflituosa entre a diretoria e os órgãos de fiscalização interna não apenas compromete a governança do clube, mas também coloca em risco sua estabilidade financeira e institucional.
Clube paulista tinha conseguido reverter suspensão, mas está ameaçado de não poder contar com sua torcida já no início da temporada
09 Jan 2026 | 20:36 |
A presença da Fiel torcida do Corinthians está sob risco para a estreia do Paulistão contra a Ponte Preta, no domingo (11), às 16h na Neo Química Arena. Isso porque o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) está tentando derrubar a decisão do TJD-SP (Tribunal de Justiça Desportiva).
O tribunal do Rio do Janeiro quer derrubar a liminar que permite o Timão ter portões abertos na estreia do Campeonato Paulista. Anteriormente, o clube do Parque São Jorge estava sendo punido pela confusão que aconteceu na final do Paulistão de 2025 contra o Palmeiras. Recentemente, o departamento jurídico do Corinthians conseguiu reverter a punição relacionada à torcida como também a suspensão de Rodrigo Garro e José Martínez.
A briga entre as equipes teve denúncia no STJD que condenou e indeferiu um recurso pedido posteriormente. Diante da negativa, o alvinegro paulista chegou com solicitação ao TJD que aceitou e colocou apenas uma multa tanto para os jogadores quanto para a questão de não ter torcida nas primeiras partidas.
No entanto, o STJD entende que esse caso não pode ser resolvido pelo TJD, já que o processo inteiro está sendo julgado em outro órgão. Nesta sexta (09), mandou um ofício alegando que o TJD não tem competência para esse julgamento.
A diretoria ficou espantada pois não esperava esse revés, além do mais já tinha iniciado a venda de ingressos para duelo contra a Macaca. Independente da decisão judicial, o Coringão vai seguir em busca da vitória em sua estreia na temporada.
Dorival Júnior não vai poder contar com seis jogadores no primeiro jogo do ano do Corinthians. Memphis Depay, Raniele, José Martínez, Rodrigo Garro e Yuri Alberto não estarão disponíveis para domingo, o camisa 9 retornou da Itália e treina com a equipe. Pedro Raul provavelmente será a referência no ataque do alvinegro paulista.
Diretoria do Timão pagou ao Santos Laguna a dívida proveniente da compra do zagueiro Félix Torres que está sendo negociado para jogar no Internacional
09 Jan 2026 | 17:51 |
Boa notícia Fiel. Nesta sexta (09), a FIFA oficializou a revogação do transfer ban que limitava o Corinthians no mercado de transferências. O bloqueio havia sido imposto em razão da pendência financeira relacionada a negociações de Félix Torres com o Santos Laguna. Após quitação das dívidas e apresentação de documentação, o clube conseguiu reverter a situação e está liberado para inscrever novos jogadores.
Com a liberação, o Timão pode retomar planos de reforçar o elenco. A diretoria já vinha monitorando nomes para diferentes posições, mas aguardava a decisão da entidade máxima do futebol para avançar nas tratativas.
Agora o anúncio de Gabriel Paulista poderá acontecer a qualquer momento. A revogação abre caminho para que o clube volte a competir em igualdade com os demais participantes do Campeonato Paulista e do Brasileirão.
Além disso, a medida traz alívio para o planejamento da temporada, já que o Corinthians enfrentava dificuldades para repor saídas e fortalecer setores estratégicos. Agora, a comissão técnica poderá contar com novas peças para ajustar o grupo e buscar melhores resultados em 2026.
A diretoria deve acelerar conversas com possíveis reforços e avaliar oportunidades no mercado nacional e internacional, na entrevista de apresentação, Marcelo Paz comentou sobre nomes no radar como Dieguinho e Luis Mandaca. A expectativa é que novos nomes possam ser anunciados em breve quando fecharem acordo, fortalecendo o elenco para as competições que se iniciam nas próximas semanas.
Livre para contratar, a equipe de futebol masculina do Corinthians está focada na sua estreia pelo Paulistão. A partida será neste domingo (11), às 16h, na Neo Química Arena, a expectativa é que o alvinegro paulista vença o duelo diante de um adversário com bastante problemas dentro e fora de campo.
Romeu Tuma Júnior respondeu a proposta que o projeto fez ao clube do Parque São Jorge, na última terça-feira (08), onde prometeu um aporte milionário
08 Jan 2026 | 17:05 |
Na tarde da última terça-feira (06), a SAFiel apresentou uma proposta ao Corinthians, envolvendo um aporte financeiro gigante. Com diversos problemas financeiros, os idealizadores do projeto prometeram pagar um adiantamento de R$ 585 milhões aos cofres alvinegros, com o intuito de pagar as dívidas referentes a Neo Química Arena e também em relação ao transfer ban. Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo recusou a oferta.
O portal 'Meu Timão' teve acesso a carta enviada pelo presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Romeu Tuma Júnior, na qual o dirigente recusou a oferta da SAFiel e explicou os motivos para a tal decisão, onde aponta "algumas contradições internas e inconsistências" na proposta do projeto.
Presidente do Conselho do Corinthians, Romeu Tuma Júnior recusa ajuda financeira da SAFiel: "Reputo necessário registrar algumas inconsistências e contradições internas."
Romeu Tuma Júnior envia carta em resposta a ajuda financeira da SAFiel: "Após análise técnica preliminar do documento, reputo necessário registrar algumas inconsistências e contradições internas que impedem, neste momento, qualquer deliberação por parte deste Conselho Deliberativo, especialmente considerando a complexidade institucional, jurídica e financeira envolvida em eventual constituição de Sociedade Anônima do Futebol vinculada ao Sport Club Corinthians Paulista.
O item 4 da Carta sustenta a necessidade de aportes imediatos para viabilizar o funcionamento regular da instituição. Contudo, o item 4.2 condiciona o suposto aporte à (i) conclusão de auditoria sem riscos obstrutivos e, sobretudo, à (ii) aprovação prévia da SAFIEL pelos órgãos competentes do SCCP.
Trata-se de condicionante que, na prática, esvazia a própria ideia de imediatidade, uma vez que tanto a conclusão de auditoria quanto a aprovação pelos órgãos estatutários são, por definição, processos complexos, técnicos e sequenciais, que demandam tempo, acesso a informações, análises aprofundadas e deliberações colegiadas, não se compatibilizando com a noção de aporte imediato tal como sugerida no item 4 da Carta.
Mais grave ainda, a referência genérica à "aprovação da SAFIEL", tal como formulada no Memorando, que impõe a vinculação da maioria das ações da futura sociedade aos investidores, sem que estejam previamente definidos elementos essenciais como valuation do Clube."
A SAFiel prevê a transformação do Corinthians em SAF, com gestão profissional do futebol, mas administrada não por um dono, e sim pelos torcedores, que poderiam comprar ações a preços populares e votar nos conselhos. Integrantes das torcidas organizadas teriam cadeira reservada no Conselho de Fiscalização.