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23 Abr 2025 | 11:03 |
Augusto Melo foi o convidado do 'Flow Podcast' da última terça-feira à noite (22) e dentre muitos assuntos discutidos durante o programa, o presidente do Corinthians comentou sobre o aumento da dívida do clube, após o balanço financeiro ter sido divulgado na última sexta-feira. Confira o que o mandatário disse.
Presidente do Corinthians explica aumento da dívida do Timão, após balanço financeiro de 2024
"Se você for analisar, quando assumi, o Corinthians tinha 40 meses de fundo de garantia atrasados, 11 meses de direito de imagem atrasados. Coloquei tudo em ordem. Paguei dívidas. Assumi o Corinthians com um juros de R$ 300 milhões ao ano. Ou seja: se a minha dívida já era R$ 2 bilhões quando peguei, ela automaticamente já vai para R$ 2,3 bilhões."
"E aí tem 191 milhões que ficaram da direção passada e ficou para nós. Isso está provado pelo nosso financeiro, por auditoria e com perito assinando. O balanço está aberto para quem quiser ver. Se você for analisar, eu cresci 20% a receita do Corinthians, com o time sem credibilidade, beirando a segunda divisão."
"Falam que eu aumentei 500 e poucos milhões (de dívida). Eu aumentei! Mas foram 200 milhões que não são nossos, 300 milhões de juros. E eu tive que gastar muito ano passado. Tive que pagar transfer ban, juros, fundo de garantia, direitos de imagem... Só que esse ano o Corinthians é o único time grande que não gastou um centavo em atletas. Ou seja: tiver que gastar quase 160 milhões para formar um time de futebol."
"Tivemos um gasto mal gerido no primeiro semestre, mas no segundo a gente acertou. Gastei 125 milhões no primeiro e 33 no segundo. E agora não gastei um real e estamos com um elenco competitivo. E todos esses contratos que fechei ano passado, começam a vigorar agora. É a partir desse ano que começa a entrar uma receita melhor. E aí você começa a não precisa gastar e entrar receita. E aí sim começar a já pagar dívidas."
"Por isso que teve esse gasto. A gente pegou uma estrutura realmente complicada e eu tive que fazer investimentos. Tive que pagar dívidas deles, tive que contratar atletas. É uma estrutura forte que estamos contruindo para que o Corinthians comece a entrar nos trilhos."
Nomes que estavam desde outubro à frente de projeto do clube do Parque São Jorge optaram em sair da instituição obrigando presidente a reestruturar comitê
02 Mai 2026 | 17:08 |
Dois coordenadores do Comitê de Reestruturação do Corinthians, André Recoder e Gabriel Diniz Abrão, deixaram seus cargos por insatisfação com a gestão do presidente Osmar Stabile. A saída ocorreu após divergências sobre medidas financeiras e desalinhamento com a diretoria.
O comitê havia sido criado em outubro de 2025 para auxiliar na reestruturação financeira e no planejamento estratégico do clube. A ideia era implementar cortes de custos e buscar aumento de receitas com base em análises técnicas de mercado. No entanto, os coordenadores entenderam que as decisões vinham sendo conduzidas com viés político e populista, sem aplicação prática das recomendações apresentadas.
Logo nas primeiras semanas de trabalho, André e Gabriel elaboraram um relatório que sugeria medidas drásticas, como redução significativa da folha salarial e venda de jogadores para equilibrar as contas. O documento não foi colocado em prática, e a insatisfação cresceu diante da falta de ações concretas. Atualmente, o departamento de futebol do Corinthians possui uma folha de aproximadamente R$ 38 milhões mensais, incluindo atletas e funcionários.
A saída dos coordenadores aconteceu antes da votação do balanço financeiro de 2025, que registrou déficit de R$ 143,4 milhões. A preocupação maior era com os números de 2026, já que o orçamento previa superávit de R$ 12 milhões, mas o primeiro bimestre terminou com déficit de R$ 93,6 milhões. Além de André Recoder e Gabriel Diniz Abrão, outros membros do comitê, como Carlos Roberto de Mello e Heleno Haddad Maluf, também se desligaram.
O Corinthians informou ao GE que Osmar Stabile pretende reestruturar o comitê com novos nomes, mantendo o objetivo de auxiliar a diretoria financeira na busca por soluções para reduzir despesas e aumentar receitas.
Diretoria do Time do Povo entende que valores estão acima da possibilidade do clube paulista que possui dívida bilionária para ser quitada
02 Mai 2026 | 16:27 |
O Corinthians iniciou um processo de corte de gastos com o objetivo de reduzir a folha salarial mensal, que atualmente gira em torno de R$ 38 milhões, para menos de R$ 30 milhões. A medida faz parte de um plano estratégico da diretoria comandada por Omar Stabile, que busca equilibrar as finanças do clube e garantir maior sustentabilidade a longo prazo.
O presidente do Corinthians determinou que o ajuste não se limite apenas ao elenco profissional, mas também alcance setores internos considerados estratégicos. A meta é encerrar o ano de 2026 com despesas salariais controladas, evitando que os custos comprometam o futuro financeiro da instituição. Nesse contexto, jogadores com vencimentos elevados podem ser negociados, e novas contratações serão avaliadas com cautela para não aumentar os gastos.
Marcelo Paz, diretor executivo de futebol, foi orientado a priorizar reforços que não impactem significativamente a folha. Além disso, há uma valorização maior dos atletas formados nas categorias de base, que devem ganhar espaço no elenco principal como forma de reduzir despesas e manter competitividade.
Outro ponto do plano é a renegociação de contratos, com ajustes salariais e revisão de cláusulas para diminuir o impacto financeiro. Empresas parceiras também podem ser envolvidas em acordos comerciais que ajudem a aliviar parte dos custos com jogadores.
Apesar da necessidade de cortes, existe preocupação interna de que áreas como scout e núcleo de saúde e performance sofram impacto. Esses departamentos são considerados fundamentais para identificar talentos e garantir a condição física dos atletas, e qualquer redução pode afetar diretamente o rendimento da equipe.
Clube do Parque São Jorge gastou mais do que arrecadou nesse ano e isso tem impactado na saúde financeira da instituição que tem dívidas em quase três bilhões
01 Mai 2026 | 15:16 |
O Corinthians iniciou o ano de 2026 com déficit significativo em suas contas. De acordo com o balanço financeiro divulgado pelo clube, o resultado negativo no primeiro bimestre chegou a quase R$ 100 milhões (R$ 93,667 milhões). O relatório mostra que as despesas superaram as receitas, refletindo os desafios econômicos enfrentados pela gestão alvinegra.
Entre janeiro e fevereiro, o Corinthians registrou arrecadação de aproximadamente R$ 152 milhões, enquanto os gastos ultrapassaram R$ 250 milhões. O principal fator para o desequilíbrio foi o aumento das despesas operacionais, incluindo folha salarial, encargos trabalhistas e custos administrativos. Além disso, o clube teve impacto com juros e amortizações de dívidas, que seguem pesando no orçamento.
O documento também detalha que as receitas de bilheteria e programas de sócio-torcedor não foram suficientes para equilibrar as contas, mesmo com a boa presença da torcida nos jogos da Libertadores e do Campeonato Paulista. Patrocínios e direitos de transmissão continuam sendo fontes importantes de receita, mas ainda não compensam o volume de despesas acumuladas.
A diretoria destacou que parte do déficit está relacionada a investimentos feitos para reforçar o elenco e manter competitividade nas principais competições da temporada. O clube aposta que a continuidade na Libertadores e o desempenho no Campeonato Brasileiro possam gerar aumento de arrecadação nos próximos meses, ajudando a reduzir o impacto negativo.
O Corinthians divulgou que fará revisão do orçamento em meados de 2026, conforme previsto no estatuto. O planejamento aprovado pelo Conselho Deliberativo no fim do ano passado projetava superávit de R$ 12 milhões. Já o balanço de 2025 foi aprovado na última semana, mesmo registrando déficit de R$ 143,4 milhões e apontamentos de auditoria independente, Conselho Fiscal e Cori.