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02 Mai 2026 | 16:27 |
O Corinthians iniciou um processo de corte de gastos com o objetivo de reduzir a folha salarial mensal, que atualmente gira em torno de R$ 38 milhões, para menos de R$ 30 milhões. A medida faz parte de um plano estratégico da diretoria comandada por Omar Stabile, que busca equilibrar as finanças do clube e garantir maior sustentabilidade a longo prazo.
O presidente do Corinthians determinou que o ajuste não se limite apenas ao elenco profissional, mas também alcance setores internos considerados estratégicos. A meta é encerrar o ano de 2026 com despesas salariais controladas, evitando que os custos comprometam o futuro financeiro da instituição. Nesse contexto, jogadores com vencimentos elevados podem ser negociados, e novas contratações serão avaliadas com cautela para não aumentar os gastos.
Marcelo Paz, diretor executivo de futebol, foi orientado a priorizar reforços que não impactem significativamente a folha. Além disso, há uma valorização maior dos atletas formados nas categorias de base, que devem ganhar espaço no elenco principal como forma de reduzir despesas e manter competitividade.
Outro ponto do plano é a renegociação de contratos, com ajustes salariais e revisão de cláusulas para diminuir o impacto financeiro. Empresas parceiras também podem ser envolvidas em acordos comerciais que ajudem a aliviar parte dos custos com jogadores.
Apesar da necessidade de cortes, existe preocupação interna de que áreas como scout e núcleo de saúde e performance sofram impacto. Esses departamentos são considerados fundamentais para identificar talentos e garantir a condição física dos atletas, e qualquer redução pode afetar diretamente o rendimento da equipe.
Presidente do Timão concedeu entrevista ao 'GE' e justificou a parceria de três meses com uma empresa de segurança, que está na mira do Ministério Público
14 Mai 2026 | 11:00 |
Recheado de problemas financeiros, o Corinthians teve mais um problema para resolver recentemente, que foi a respeito da contratação de uma empresa irregular, para fazer um serviço de segurança por três meses. Em contato com o 'GE', o presidente da equipe do Parque São Jorge explicou o motivo para o erro na gestão e prometeu afastar o diretor administrativo, Fábio Soares.
Na mira do Ministério Público, por conta de uma investigação para apurar o pagamento de R$ 676 mil a uma empresa criada em nome de um funcionário do Corinthians, a empresa Mega Assessoria Operacional Ltda., não tinha autorização da Polícia Civil para prestar serviço de segurança privada, e o presidente do Timão, Osmar Stabile, fez questão de chamar alguns veículos de imprensa, na última quarta-feira (13), para esclarecer a situação.
Osmar Stabile assume erro em contratação feita pelo Corinthians: "no dia da invasão, ele (Fernando) foi o cara que ficou comigo o tempo todo, segurou, deu pernada."
Osmar Stabile explicou o motivo contratação da empresa se segurança. "No dia da invasão, ele (Fernando) foi o cara que ficou comigo o tempo todo, segurou, deu pernada. Naquele momento eu estava inseguro, estava correndo risco de vida aqui. Os seguranças lá embaixo não me atendiam mais. Liguei para eles para autorizar algumas pessoas a subirem e eles disseram que só atenderiam o Augusto Melo. Foi colocado isso."
Fernando José da Silva, que se apresenta como gerente operacional no clube, estava responsável por capitanear a troca da equipe de segurança após a invasão do andar da presidência por apoiadores do ex-presidente Augusto Melo, em 31 de maio de 2025. Osmar Stabile mostrou um ofício de 26 de maio que dava plenos poderes a Fernando para atuar em nome do Corinthians nas "esferas administrativas operacionais", com acesso ao Parque São Jorge, à Neo Química Arena e ao CT Joaquim Grava, por sete dias
Completou ainda o presidente do Corinthians. "Não tinha esse conhecimento. Tanto é que, quando foram pagar as notas, contrataram outra empresa e deixaram essa de lado. Foi isso, provavelmente. Não sei ainda, porque estamos levantando as informações. Se o Ministério Público o chamou para uma oitiva, acho que fica tranquilo ele se afastar momentaneamente. Faz a oitiva, verifica o que aconteceu e, depois, se precisar, assume. Se não precisar, não assume."
"Provavelmente, ele (Fábio Soares, diretor administrativo do Corinthians) será afastado. Ou ele vai se demitir ou eu vou afastar, não tem jeito. A gente está lá com o Ministério Público, vai ter uma oitiva e não podemos deixá-lo aqui em virtude da oitiva. Eu acredito mais num erro administrativo do que propriamente uma questão de erro que cometeram por querer para ganhar dinheiro em cima. Nada disso, tenho certeza absoluta que não foi." Disse mais ainda o presidente do Corinthians.
Ministério Público quer apurar para descobrir se gestão de Osmar Stabile teria cometido algum crime ao contratar organização que não teria autorização
13 Mai 2026 | 14:27 |
O Ministério Público de São Paulo abriu investigação sobre uma suposta contratação irregular de empresa de segurança pelo Corinthians, cujo nome seria Mega Assessoria e teria como dono, um funcionário do clube, Fernando José da Silva. Atualmente, ele é gerente operacional do clube social e do CT Joaquim Grava.
O caso envolve a prestação de serviços em jogos realizados na Neo Química Arena e em eventos ligados ao clube, com suspeitas de descumprimento de normas legais e possíveis favorecimentos em processos de contratação. No total, o Timão teria desembolsado R$ 676,6 mil para pagar a essa empresa.
De acordo com informações divulgadas pelo portal GE, a apuração busca esclarecer se houve irregularidades na escolha da empresa responsável pela segurança, incluindo possíveis vínculos com dirigentes e ausência de licitação adequada. O MP pretende analisar contratos, valores pagos e documentos internos para verificar se o clube seguiu os procedimentos exigidos pela legislação.
Ao que tudo indica, a Mega Assessoria não teria autorização da Polícia Federal para prestar serviços de segurança privada. Além disso, a exigência de uma assinatura de contrato formal não teria ocorrido entre as partes já na gestão do atual presidente, Osmar Stabile.
O promotor, Cássio Roberto Conserino aponta irregularidades como retorno do dinheiro sacado, notas fiscais frias e até o mesmo o endereço da empresa. Hoje ela estaria localizada em uma fachada de uma residência comum em São Paulo.
A investigação ocorre em um momento delicado para o Corinthians, que já enfrenta dificuldades financeiras e busca reorganizar suas contas por meio do Regime Centralizado de Execuções (RCE). A possibilidade de novas pendências jurídicas preocupa, já que pode gerar bloqueios de receitas ou comprometer acordos em andamento.
Diretoria do Parque São Jorge tenta diminuir valores milionário em que a instituição precisa quitar, no entanto, pendências não param de crescer
13 Mai 2026 | 11:56 |
O Corinthians iniciou o pagamento do Regime Centralizado de Execuções (RCE), mecanismo criado para organizar dívidas trabalhistas e cíveis de clubes brasileiros. Apesar do avanço, o valor total devido pelo Timão subiu para R$ 2,249 milhões, segundo dados atualizados divulgados nesta semana. O montante engloba compromissos com credores diversos e reforça o tamanho do desafio financeiro enfrentado pela diretoria.
O RCE funciona como uma espécie de recuperação judicial, permitindo que o clube concentre suas dívidas em um único processo e realize pagamentos mensais de acordo com a arrecadação. No caso do Corinthians, o percentual estabelecido é de até 6% das receitas correntes, o que garante fluxo contínuo para reduzir gradualmente o passivo. O primeiro depósito já foi efetuado, representando um marco importante na tentativa de reorganização financeira.
Entre os maiores credores estão bancos, fornecedores e ex-jogadores que acionaram a Justiça por valores não pagos. O levantamento mostra que instituições financeiras concentram parte significativa da dívida, enquanto ações trabalhistas também representam parcela relevante. A transparência do processo permite que todos os credores acompanhem os pagamentos e a evolução do saldo devedor.
O Corinthians se prontificou em quitar essa dívida nos próximos 10 anos com o objetivo de se livrar dos diversos bloqueios existentes em suas contas bancárias. O não pagamento, originou no bloqueio delas. Livre das quantias, o Timão poderá focar em sua reestruturação financeira que atualmente conta com R$ 2,7 bilhões em pendências.
Em meio a tantas contas para pagar, mais uma que pode gerar um novo transfer ban. O New York City, clube que pertence ao Grupo City cobra R$ 12 milhões ao alvinegro paulista. O motivo é o não pagamento do empréstimo e da não opção de compra de Talles Magno, que já retornou ao Estados Unidos.