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14 Abr 2025 | 17:00 |
O advogado Ricardo Cury, representante de Augusto Melo, presidente do Corinthians, solicitou o adiamento do depoimento de seu cliente no caso VaideBet, inicialmente agendado para quarta-feira (16), às 14h. A justificativa apresentada é a falta de acesso integral ao inquérito policial, o que, segundo Cury, impede uma preparação adequada para a oitiva.
Cury argumenta que, sem a análise completa dos documentos, não é possível orientar devidamente seu cliente para esclarecer os pontos da investigação. Ele ressaltou que o pedido de acesso ao inquérito está sob análise da juíza responsável pelo caso, e a expectativa é que a decisão seja tomada após o feriado de Páscoa.
O delegado Tiago Fernando Correia, responsável pela investigação, confirmou o recebimento do pedido de adiamento. A defesa de Augusto Melo expressou preocupações adicionais sobre possíveis vazamentos de informações e o uso político da investigação dentro do clube.
O caso VaideBet investiga supostas irregularidades no contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas VaideBet, firmado em janeiro de 2024 e rescindido unilateralmente em junho do mesmo ano. A investigação está a cargo do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) e da 3ª Delegacia, especializada em casos de lavagem de dinheiro.
Além de Augusto Melo, outros ex-dirigentes do Corinthians, como Marcelo Mariano e Sérgio Moura, também estão convocados para prestar depoimento. A expectativa é que os depoimentos contribuam para o avanço das investigações e esclareçam os detalhes sobre a intermediação do contrato com a VaideBet.
Nome que agora deixa a função no Parque São Jorge se retira após o Ministério Público de São Paulo abrir investigação em que ele pode estar envolvido
16 Mai 2026 | 11:00 |
O Corinthians confirmou nesta última sexta (15), a renúncia de Fábio Soares, diretor administrativo do clube. A saída acontece após o escândalo envolvendo a empresa de segurança Mega Assessoria Operacional Ltda., contratada para atuar na Neo Química Arena sem autorização da Polícia Federal e sem contrato formal. O episódio gerou forte repercussão política e levou o dirigente a comunicar sua decisão ao presidente Osmar Stábile, atual mandatário do clube.
A empresa de segurança foi constituída em julho de 2025 e tinha como responsável Fernando José da Silva, então gerente operacional do clube social. Entre setembro e outubro do mesmo ano, foram emitidas três notas fiscais que somaram R$ 676,6 mil, com descrições de serviços como “assessoria”, “consultoria econômica” e “vigilância”. As denúncias apontaram irregularidades nos pagamentos e abriram investigação do Ministério Público para apurar responsabilidades.
Fábio Soares justificou sua renúncia como forma de preservar a instituição em meio às acusações. Apesar de deixar o cargo na diretoria, seguirá como conselheiro do Timão, mantendo vínculo político dentro da estrutura alvinegra.
A nova investigação ligou o sinal de alerta dentro do Parque São Jorge. O Corinthians já reconheceu de que ocorreram falhas no processo de contratação e que medidas administrativas estão sendo tomadas para apontar onde estão os erros.
O alvinegro paulista tem colaborado com o Ministério Público e documentos já foram entregues, com o objetivo de colaborar nas apurações. Ainda na última sexta, um grupo de conselheiros e associados do clube paulista haviam protocolado um pedido para o afastamento cautelar de Fábio Soares, mas ele saiu antes da decisão ser tomada.
Presidente do Timão concedeu entrevista ao 'GE' e justificou a parceria de três meses com uma empresa de segurança, que está na mira do Ministério Público
14 Mai 2026 | 11:00 |
Recheado de problemas financeiros, o Corinthians teve mais um problema para resolver recentemente, que foi a respeito da contratação de uma empresa irregular, para fazer um serviço de segurança por três meses. Em contato com o 'GE', o presidente da equipe do Parque São Jorge explicou o motivo para o erro na gestão e prometeu afastar o diretor administrativo, Fábio Soares.
Na mira do Ministério Público, por conta de uma investigação para apurar o pagamento de R$ 676 mil a uma empresa criada em nome de um funcionário do Corinthians, a empresa Mega Assessoria Operacional Ltda., não tinha autorização da Polícia Civil para prestar serviço de segurança privada, e o presidente do Timão, Osmar Stabile, fez questão de chamar alguns veículos de imprensa, na última quarta-feira (13), para esclarecer a situação.
Osmar Stabile assume erro em contratação feita pelo Corinthians: "no dia da invasão, ele (Fernando) foi o cara que ficou comigo o tempo todo, segurou, deu pernada."
Osmar Stabile explicou o motivo contratação da empresa se segurança. "No dia da invasão, ele (Fernando) foi o cara que ficou comigo o tempo todo, segurou, deu pernada. Naquele momento eu estava inseguro, estava correndo risco de vida aqui. Os seguranças lá embaixo não me atendiam mais. Liguei para eles para autorizar algumas pessoas a subirem e eles disseram que só atenderiam o Augusto Melo. Foi colocado isso."
Fernando José da Silva, que se apresenta como gerente operacional no clube, estava responsável por capitanear a troca da equipe de segurança após a invasão do andar da presidência por apoiadores do ex-presidente Augusto Melo, em 31 de maio de 2025. Osmar Stabile mostrou um ofício de 26 de maio que dava plenos poderes a Fernando para atuar em nome do Corinthians nas "esferas administrativas operacionais", com acesso ao Parque São Jorge, à Neo Química Arena e ao CT Joaquim Grava, por sete dias
Completou ainda o presidente do Corinthians. "Não tinha esse conhecimento. Tanto é que, quando foram pagar as notas, contrataram outra empresa e deixaram essa de lado. Foi isso, provavelmente. Não sei ainda, porque estamos levantando as informações. Se o Ministério Público o chamou para uma oitiva, acho que fica tranquilo ele se afastar momentaneamente. Faz a oitiva, verifica o que aconteceu e, depois, se precisar, assume. Se não precisar, não assume."
"Provavelmente, ele (Fábio Soares, diretor administrativo do Corinthians) será afastado. Ou ele vai se demitir ou eu vou afastar, não tem jeito. A gente está lá com o Ministério Público, vai ter uma oitiva e não podemos deixá-lo aqui em virtude da oitiva. Eu acredito mais num erro administrativo do que propriamente uma questão de erro que cometeram por querer para ganhar dinheiro em cima. Nada disso, tenho certeza absoluta que não foi." Disse mais ainda o presidente do Corinthians.
Ministério Público quer apurar para descobrir se gestão de Osmar Stabile teria cometido algum crime ao contratar organização que não teria autorização
13 Mai 2026 | 14:27 |
O Ministério Público de São Paulo abriu investigação sobre uma suposta contratação irregular de empresa de segurança pelo Corinthians, cujo nome seria Mega Assessoria e teria como dono, um funcionário do clube, Fernando José da Silva. Atualmente, ele é gerente operacional do clube social e do CT Joaquim Grava.
O caso envolve a prestação de serviços em jogos realizados na Neo Química Arena e em eventos ligados ao clube, com suspeitas de descumprimento de normas legais e possíveis favorecimentos em processos de contratação. No total, o Timão teria desembolsado R$ 676,6 mil para pagar a essa empresa.
De acordo com informações divulgadas pelo portal GE, a apuração busca esclarecer se houve irregularidades na escolha da empresa responsável pela segurança, incluindo possíveis vínculos com dirigentes e ausência de licitação adequada. O MP pretende analisar contratos, valores pagos e documentos internos para verificar se o clube seguiu os procedimentos exigidos pela legislação.
Ao que tudo indica, a Mega Assessoria não teria autorização da Polícia Federal para prestar serviços de segurança privada. Além disso, a exigência de uma assinatura de contrato formal não teria ocorrido entre as partes já na gestão do atual presidente, Osmar Stabile.
O promotor, Cássio Roberto Conserino aponta irregularidades como retorno do dinheiro sacado, notas fiscais frias e até o mesmo o endereço da empresa. Hoje ela estaria localizada em uma fachada de uma residência comum em São Paulo.
A investigação ocorre em um momento delicado para o Corinthians, que já enfrenta dificuldades financeiras e busca reorganizar suas contas por meio do Regime Centralizado de Execuções (RCE). A possibilidade de novas pendências jurídicas preocupa, já que pode gerar bloqueios de receitas ou comprometer acordos em andamento.