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14 Abr 2025 | 17:00 |
O advogado Ricardo Cury, representante de Augusto Melo, presidente do Corinthians, solicitou o adiamento do depoimento de seu cliente no caso VaideBet, inicialmente agendado para quarta-feira (16), às 14h. A justificativa apresentada é a falta de acesso integral ao inquérito policial, o que, segundo Cury, impede uma preparação adequada para a oitiva.
Cury argumenta que, sem a análise completa dos documentos, não é possível orientar devidamente seu cliente para esclarecer os pontos da investigação. Ele ressaltou que o pedido de acesso ao inquérito está sob análise da juíza responsável pelo caso, e a expectativa é que a decisão seja tomada após o feriado de Páscoa.
O delegado Tiago Fernando Correia, responsável pela investigação, confirmou o recebimento do pedido de adiamento. A defesa de Augusto Melo expressou preocupações adicionais sobre possíveis vazamentos de informações e o uso político da investigação dentro do clube.
O caso VaideBet investiga supostas irregularidades no contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas VaideBet, firmado em janeiro de 2024 e rescindido unilateralmente em junho do mesmo ano. A investigação está a cargo do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) e da 3ª Delegacia, especializada em casos de lavagem de dinheiro.
Além de Augusto Melo, outros ex-dirigentes do Corinthians, como Marcelo Mariano e Sérgio Moura, também estão convocados para prestar depoimento. A expectativa é que os depoimentos contribuam para o avanço das investigações e esclareçam os detalhes sobre a intermediação do contrato com a VaideBet.
Nome que já foi mandatário do clube do Parque São Jorge em dois momentos distintos da instituição tem sofrido pressão dentro do alvinegro e na Justiça
26 Abr 2026 | 12:23 |
O parecer que embasa o pedido foi elaborado pelo presidente da Comissão de Ética, Leonardo Pantaleão, e aprovado de forma unânime pelos integrantes do órgão. O documento aponta que Andrés teria utilizado o cartão corporativo do Corinthians para despesas pessoais sem apresentar a devida prestação de contas. Agora, caberá ao Conselho Deliberativo analisar o requerimento e decidir se acata ou não a recomendação de expulsão.
O movimento já organizou abaixo-assinados, campanhas digitais e manifestações presenciais no Parque São Jorge e na Neo Química Arena, reforçando a pressão sobre os conselheiros. A mobilização também pede a expulsão de outros ex-presidentes, como Duílio Monteiro Alves e Augusto Melo, ampliando o alcance da iniciativa.
O cenário político do clube, no entanto, está marcado por impasses. O presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, foi afastado em uma sessão considerada irregular por parte dos conselheiros, o que gera dúvidas sobre a condução do processo. Mesmo assim, a expectativa é de que o caso de Andrés seja colocado em pauta nas próximas semanas, com grande repercussão entre os associados.
Paralelamente às investigações internas, Andrés Sanchez também responde a processos na Justiça. O Ministério Público denunciou o ex-presidente por apropriação indébita relacionada ao uso do cartão corporativo. Em outra ação, a Justiça rejeitou acusações de lavagem de dinheiro e crimes tributários, mas o MP recorreu da decisão.
Clube do Parque São Jorge vive com dívida bilionária e no último ano, foi apontado um déficit além de divergências entre as partes
24 Abr 2026 | 08:53 |
O Conselho de Orientação do Corinthians aprovou com ressalvas as contas de 2025, que registraram déficit de R$ 143,4 milhões. A auditoria independente apontou incertezas sobre a inclusão de um acordo tributário firmado apenas em janeiro de 2026, levantando dúvidas quanto à continuidade operacional do clube.
O balanço será votado pelo Conselho Deliberativo na próxima segunda-feira (27). O relatório da gestão de Osmar Stabile mostra que, ao longo de 2025, o Corinthians acumulou prejuízo expressivo, mesmo após renegociar dívidas com a União. O acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional reduziu o valor de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões, com desconto de 46,6%. Essa renegociação diminuiu a dívida bruta total para R$ 2,723 bilhões em dezembro, abaixo dos R$ 2,8 bilhões registrados em novembro.
A auditoria destacou que a assinatura ocorreu apenas em 2026, o que tecnicamente inviabilizaria a inclusão do acordo nas contas de 2025. Segundo os auditores, isso gerou superavaliação de patrimônio líquido e resultado do exercício em R$ 593,3 milhões. O relatório também alertou para risco de descontinuidade operacional, indicando que a sustentabilidade financeira depende da execução de medidas estratégicas.
Para justificar a inclusão do acordo nas demonstrações de 2025, a diretoria elaborou defesa técnica contábil com apoio jurídico externo. O argumento é que, embora a assinatura tenha ocorrido em janeiro, o acerto já estava encaminhado em dezembro, com trocas de e-mails entre o clube e a PGFN confirmando os termos.
As contas refletem cinco meses da administração de Augusto Melo, que sofreu impeachment, e sete meses sob comando de Osmar Stabile, que assumiu a presidência provisoriamente em maio e de forma definitiva em agosto. O resultado da votação no Conselho Deliberativo será decisivo para validar ou não a estratégia financeira adotada pela atual gestão.
Segundo as informações do jornalista Samir Carvalho, do portal UOL Esporte, a direção corinthiana traça plano para negociar com o banco estatal
23 Abr 2026 | 10:30 |
O Corinthians está há meses negociando com a Caixa Econômica Federal, para encerrar de vez a dívida pela Neo Química Arena, que ultrapassa a casa dos R$ 650 milhões e uma das alternativas, seria terminar o acordo com a atual patrocinadora do estádio corinthiano e acertar com o banco estatal, para patrocinar a casa do Timão.
Segundo as informações do jornalista Samir Carvalho, do portal UOL Esporte, o Corinthians negocia um acordo com a Caixa Econômica Federal, para seguir os moldes que o Palmeiras usou para fechar com a Nubank, que será responsável pelo naming rights do Estádio Allianz Parque, que mudará de nome em breve.
Corinthians usa o Palmeiras para negociar naming rights na Arena com a Caixa: "o Timão está disposto a fazer um contrato de 10 anos."
Samir Carvalho explicou durante o programa De Primeira, do canal UOL Esporte, como estão as negociações entre Corinthians e Caixa. "O Corinthians tem conversado com a Caixa desde o início do mandato do Osmar Stabile e eles têm uma reunião marcada para a próxima semana."
O Corinthians entende que o valor de mercado do Palmeiras, que fechou com a Nubank, é cerca de R$ 52, R$ 53 milhões por ano. Esse é o valor que o Corinthians quer apresentar para a Caixa, para que a Caixa fique com os naming rights e aí o Corinthians quitaria a dívida."
Completou ainda o setorista do Corinthians. "O Corinthians está disposto, inclusive, a fazer um contrato de 10 anos, que seria ideal, ficaria entre R$ 520 ou R$ 530 milhões. A dívida hoje está em R$ 660 milhões. O Corinthians também aceitaria e pretende apresentar à Caixa fazer esse valor anual de 52 milhões por 15 anos, e aí ficaria elas por elas."