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Corinthians usa o Palmeiras para negociar naming rights na Arena com a Caixa
23 Abr 2026 | 10:27
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14 Abr 2025 | 08:34 |
A Polícia Civil de São Paulo está prestes a encerrar a investigação envolvendo o contrato firmado entre o Corinthians e a casa de apostas VaideBet. A expectativa é que o inquérito seja finalizado até a primeira semana de maio, após quase um ano de diligências, coleta de provas e depoimentos. Conforme apurado, o presidente do clube, Augusto Melo, e os ex-dirigentes Sérgio Moura, Marcelo Mariano e Yun Ki Lee estão próximos de serem indiciados formalmente.
Na última semana, a Justiça autorizou o acesso completo aos autos do processo para os investigados e seus advogados, incluindo materiais que estavam sob sigilo. Com isso, os envolvidos puderam tomar ciência das provas reunidas até o momento, que já constam nos autos da investigação conduzida pela Polícia Civil.
Segundo a Gazeta Esportiva, o delegado Tiago Fernando Correia, do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), que atua em casos de lavagem de dinheiro, já se manifestou nos autos afirmando possuir elementos suficientes para o indiciamento dos três dirigentes por crimes como associação criminosa (antiga formação de quadrilha) e lavagem de dinheiro. A suspeita é de que receitas do próprio clube tenham sido desviadas para práticas ilícitas.
A investigação também envolve a empresa Rede Social Media Design LTDA, formalmente apresentada como intermediária no contrato com a VaideBet. No entanto, segundo os autos, a empresa, ligada a Alex Fernando André, conhecido como Alex Cassundé, não teria exercido qualquer papel de mediação. Para os investigadores, ela fazia parte do suposto esquema criminoso estimado em R$ 25,2 milhões ao longo de três anos.
Relatórios do COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) também complicam a situação dos dirigentes. Cruzamentos de dados, somados à quebra de sigilo bancário, apontam movimentações suspeitas, como transferências para empresas ligadas ao crime organizado e depósitos em espécie, especialmente em uma conta bancária de Augusto Melo, localizada em Santa Catarina, a partir de dezembro de 2023.
Caso os indiciamentos se concretizem, o inquérito será encaminhado ao Ministério Público, que analisará o material coletado. O promotor Juliano Carvalho Atoji, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), acompanha o caso desde o início e será responsável por decidir se oferece denúncia ou arquiva o processo.
Documento precisou ser votado para que conselheiros do Parque São Jorge concordassem com a situação financeira do clube paulista
28 Abr 2026 | 17:03 |
O Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou na última segunda (27), as contas referentes ao exercício de 2025, que registraram déficit de R$ 143,4 milhões. A votação aconteceu no Parque São Jorge e contou com a presença de 178 conselheiros, sendo 106 favoráveis e 68 contrários. Apesar da aprovação, tanto o Conselho Fiscal quanto o Conselho de Orientação haviam emitido pareceres com ressalvas, apontando preocupações sobre a situação financeira do clube.
O balanço apresentado pela gestão de Osmar Stabile mostrou receita operacional líquida de R$ 810 milhões, enquanto as despesas operacionais alcançaram R$ 885 milhões. O resultado negativo inclui custos administrativos, amortizações e depreciações.
Outro ponto relevante é a dívida bruta, que atingiu R$ 2,7 bilhões em dezembro de 2025, reforçando a necessidade de ajustes internos e medidas de contenção de gastos. Importante lembrar que conseguiu a aprovação do Conselho de Orientação, mas auditoria apontou ressalvas.
Durante a sessão, houve discussão sobre a possibilidade de reprovação integral das contas, mas a proposta não avançou. A maioria simples garantiu a aprovação, permitindo que a diretoria siga com o planejamento para os próximos exercícios. Em nota oficial, o clube destacou que o processo seguiu todos os trâmites estatutários e que a gestão trabalha para implementar estratégias que reduzam o impacto financeiro e tragam maior estabilidade.
Enquanto lida com questões administrativas, o Corinthians mantém o foco dentro de campo. O próximo compromisso será pela Copa Libertadores, contra o Peñarol, na Neo Química Arena, na quinta (30), às 21h (horário de Brasília). Em seguida, o Timão enfrenta o Mirassol, fora de casa, pelo Campeonato Brasileiro, e depois encara o Santa Fe, na Colômbia, novamente pela competição continental.
Nome que já foi mandatário do clube do Parque São Jorge em dois momentos distintos da instituição tem sofrido pressão dentro do alvinegro e na Justiça
26 Abr 2026 | 12:23 |
O parecer que embasa o pedido foi elaborado pelo presidente da Comissão de Ética, Leonardo Pantaleão, e aprovado de forma unânime pelos integrantes do órgão. O documento aponta que Andrés teria utilizado o cartão corporativo do Corinthians para despesas pessoais sem apresentar a devida prestação de contas. Agora, caberá ao Conselho Deliberativo analisar o requerimento e decidir se acata ou não a recomendação de expulsão.
O movimento já organizou abaixo-assinados, campanhas digitais e manifestações presenciais no Parque São Jorge e na Neo Química Arena, reforçando a pressão sobre os conselheiros. A mobilização também pede a expulsão de outros ex-presidentes, como Duílio Monteiro Alves e Augusto Melo, ampliando o alcance da iniciativa.
O cenário político do clube, no entanto, está marcado por impasses. O presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, foi afastado em uma sessão considerada irregular por parte dos conselheiros, o que gera dúvidas sobre a condução do processo. Mesmo assim, a expectativa é de que o caso de Andrés seja colocado em pauta nas próximas semanas, com grande repercussão entre os associados.
Paralelamente às investigações internas, Andrés Sanchez também responde a processos na Justiça. O Ministério Público denunciou o ex-presidente por apropriação indébita relacionada ao uso do cartão corporativo. Em outra ação, a Justiça rejeitou acusações de lavagem de dinheiro e crimes tributários, mas o MP recorreu da decisão.
Clube do Parque São Jorge vive com dívida bilionária e no último ano, foi apontado um déficit além de divergências entre as partes
24 Abr 2026 | 08:53 |
O Conselho de Orientação do Corinthians aprovou com ressalvas as contas de 2025, que registraram déficit de R$ 143,4 milhões. A auditoria independente apontou incertezas sobre a inclusão de um acordo tributário firmado apenas em janeiro de 2026, levantando dúvidas quanto à continuidade operacional do clube.
O balanço será votado pelo Conselho Deliberativo na próxima segunda-feira (27). O relatório da gestão de Osmar Stabile mostra que, ao longo de 2025, o Corinthians acumulou prejuízo expressivo, mesmo após renegociar dívidas com a União. O acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional reduziu o valor de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões, com desconto de 46,6%. Essa renegociação diminuiu a dívida bruta total para R$ 2,723 bilhões em dezembro, abaixo dos R$ 2,8 bilhões registrados em novembro.
A auditoria destacou que a assinatura ocorreu apenas em 2026, o que tecnicamente inviabilizaria a inclusão do acordo nas contas de 2025. Segundo os auditores, isso gerou superavaliação de patrimônio líquido e resultado do exercício em R$ 593,3 milhões. O relatório também alertou para risco de descontinuidade operacional, indicando que a sustentabilidade financeira depende da execução de medidas estratégicas.
Para justificar a inclusão do acordo nas demonstrações de 2025, a diretoria elaborou defesa técnica contábil com apoio jurídico externo. O argumento é que, embora a assinatura tenha ocorrido em janeiro, o acerto já estava encaminhado em dezembro, com trocas de e-mails entre o clube e a PGFN confirmando os termos.
As contas refletem cinco meses da administração de Augusto Melo, que sofreu impeachment, e sete meses sob comando de Osmar Stabile, que assumiu a presidência provisoriamente em maio e de forma definitiva em agosto. O resultado da votação no Conselho Deliberativo será decisivo para validar ou não a estratégia financeira adotada pela atual gestão.