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14 Abr 2025 | 08:34 |
A Polícia Civil de São Paulo está prestes a encerrar a investigação envolvendo o contrato firmado entre o Corinthians e a casa de apostas VaideBet. A expectativa é que o inquérito seja finalizado até a primeira semana de maio, após quase um ano de diligências, coleta de provas e depoimentos. Conforme apurado, o presidente do clube, Augusto Melo, e os ex-dirigentes Sérgio Moura, Marcelo Mariano e Yun Ki Lee estão próximos de serem indiciados formalmente.
Na última semana, a Justiça autorizou o acesso completo aos autos do processo para os investigados e seus advogados, incluindo materiais que estavam sob sigilo. Com isso, os envolvidos puderam tomar ciência das provas reunidas até o momento, que já constam nos autos da investigação conduzida pela Polícia Civil.
Segundo a Gazeta Esportiva, o delegado Tiago Fernando Correia, do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), que atua em casos de lavagem de dinheiro, já se manifestou nos autos afirmando possuir elementos suficientes para o indiciamento dos três dirigentes por crimes como associação criminosa (antiga formação de quadrilha) e lavagem de dinheiro. A suspeita é de que receitas do próprio clube tenham sido desviadas para práticas ilícitas.
A investigação também envolve a empresa Rede Social Media Design LTDA, formalmente apresentada como intermediária no contrato com a VaideBet. No entanto, segundo os autos, a empresa, ligada a Alex Fernando André, conhecido como Alex Cassundé, não teria exercido qualquer papel de mediação. Para os investigadores, ela fazia parte do suposto esquema criminoso estimado em R$ 25,2 milhões ao longo de três anos.
Relatórios do COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) também complicam a situação dos dirigentes. Cruzamentos de dados, somados à quebra de sigilo bancário, apontam movimentações suspeitas, como transferências para empresas ligadas ao crime organizado e depósitos em espécie, especialmente em uma conta bancária de Augusto Melo, localizada em Santa Catarina, a partir de dezembro de 2023.
Caso os indiciamentos se concretizem, o inquérito será encaminhado ao Ministério Público, que analisará o material coletado. O promotor Juliano Carvalho Atoji, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), acompanha o caso desde o início e será responsável por decidir se oferece denúncia ou arquiva o processo.
Nome que está fortemente ligado ao clube paulista, tem sido um dos alvos da promotoria em acusações relacionadas à sua gestão quando era mandatário
14 Mar 2026 | 20:20 |
A Justiça de São Paulo rejeitou a denúncia apresentada contra o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, em processo que investigava suposta prática de lavagem de dinheiro. A decisão também vale para o ex-diretor financeiro do Timão, Roberto Gavioli.
De acordo com informações do Ministério Público, a acusação estava relacionada a movimentações financeiras que teriam ocorrido durante o período em que Sanchez esteve à frente do clube. No entanto, a juíza Márcia Mayumi Okoda Oshida, responsável pelo caso, entendeu que não havia elementos suficientes para dar continuidade à ação penal.
Já o crime tributário, a juíza entendeu em seu parecer de que só poderá ser analisado quando ocorrer a conclusão do processo administrativo fiscal. Essa é uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).
A rejeição da denúncia significa que o ex-presidente não será processado por esse episódio específico. A decisão reforça que, para a abertura de um processo criminal, é necessário que existam provas consistentes que sustentem a acusação. No entanto, o promotor já recorreu da decisão.
O GE entrou em contato com Cássio Conserino que confirmou a ação da promotoria. Vale lembrar que Sanchez também é acusado por apropriação indébita pelo uso indevido dos cartões corporativos do Corinthians.
O ex-presidente está respondendo a um processo administrativo interno no clube paulista na Comissão de Ética e Disciplina. Conserino havia pedido anteriormente o uso de tornozeleira eletrônica no ex-mandatário do alvinegro.
Andrés Sanchez presidiu o Corinthians em diferentes mandatos e esteve à frente do clube em momentos marcantes, como a conquista da Libertadores e do Mundial de Clubes em 2012. Após deixar o cargo, continuou sendo figura influente nos bastidores do futebol brasileiro.
Nome apontou divergências com a presidência e preferiu deixar o cargo vago no clube do Parque São Jorge após desgastes que acontece há meses
14 Mar 2026 | 17:07 |
O Corinthians teve mais uma baixa na sua diretoria. Marco Polo Lopes Pinheiro, responsável pelo departamento de esportes terrestres, entregou o cargo depois de divergências com o atual presidente Osmar Stabile. Seu substituto será Ricardo Sena, adjunto do departamento.
De acordo com informações internas, Marco Polo decidiu sair por não concordar com algumas decisões da atual gestão. O clima nos bastidores já vinha sendo marcado por tensões e a saída do dirigente reforça a instabilidade política que o clube atravessa. A viagem da Super Copa Gramado de Futsal não contou com o diretor, o que mostrou as divergências.
Em novembro de 2025 aconteceu mais um desgaste. O anúncio do encerramento do basquete no clube paulista teria feito Gustavo Freitas, o Montanha, gerente da modalidade, colocar o sue cargo à disposição. No entanto, ele foi convencido a permanecer.
A mudança acontece em um momento de pressão dentro e fora de campo. O Corinthians busca recuperação no Campeonato Brasileiro e ainda enfrenta dificuldades financeiras, o que aumenta a necessidade de sintonia entre os dirigentes.
Em fevereiro, Carlos Roberto Auricchio, o Nenê do Posto deixou o cargo de liderança da base. O motivo eram as mudanças que estavam acontecendo na modalidade e que não estavam sendo comunicadas a ele. Atualmente Erasmo Damiani tem cumprido essa função.
Osmar Stabile segue à frente da presidência, mas a perda de mais um nome da diretoria levanta dúvidas sobre o futuro do projeto. A saída de Marco Polo é vista como reflexo das divergências acumuladas nos últimos meses e amplia a lista de alterações administrativas desde o início da nova gestão.
Timão não tem vencido há quatro jogos e situação na tabela de campeonato nacional tem gerado preocupação e revolta por parte da torcida
13 Mar 2026 | 14:31 |
Na manhã desta sexta-feira (13), representantes de torcidas organizadas do Corinthians foram ao CT Joaquim Grava para cobrar o elenco e a comissão técnica após uma sequência de quatro jogos sem vitória. O encontro ocorreu logo depois do treino, que foi o penúltimo antes do clássico contra o Santos, marcado para domingo na Vila Belmiro.
Cerca de 15 líderes das principais organizadas tiveram acesso ao centro de treinamento e se reuniram com jogadores e membros da comissão técnica. A conversa foi marcada por exigências de maior comprometimento e resultados imediatos, diante da insatisfação com o desempenho recente da equipe. O atacante Yuri Alberto participou normalmente das atividades e esteve presente no momento da cobrança.
O Corinthians não vence desde 19 de fevereiro, quando derrotou o Athletico-PR fora de casa com gol de Rodrigo Garro. Desde então, acumulou empates contra Portuguesa e Cruzeiro e derrotas diante de Novorizontino e Coritiba. A derrota por 2 a 0 para o Coxa, na última rodada, intensificou a pressão e motivou a visita das torcidas ao CT.
A situação atual coloca o clube em posição intermediária na décima posição e somando sete pontos na tabela, aumentando a necessidade de reação imediata. O clássico contra o Santos ganha ainda mais importância, não apenas pelos pontos em disputa, mas também pela necessidade de resposta diante da cobrança externa. A preparação segue intensa, com foco em ajustes táticos e psicológicos para tentar encerrar a sequência negativa.
Na derrota da última quarta (11), a torcida presente na Neo Química Arena protestou com as seguintes falas: "ou joga por amor ou joga por terror" e "honra a camisa, de vagabundo o Corinthians não precisa."