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Corinthians divulga nota oficial após Justiça pedir explicações sobre valor de R$ 150 milhões
26 Mar 2026 | 13:13
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09 Mar 2025 | 11:43 |
Em entrevista realizada para o portal UOL, o presidente do Cuiabá Cristiano Dresch voltou a criticar a instituição Corinthians. O dirigente reclamou principalmente do do plano de pagamento apresentado pelo clube à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) responsável por lidar com conflitos financeiros entre os clubes, federações, jogadores e empresários brasileiros.
Em um primeiro momento, Dresch destacou que CNRD auxilia clubes a darem calotes em outros clubes, chamando a situação de ‘piada’. “ É uma piada. A CNRD é um fomentador de calote. Falo isso faz tempo. Fomenta clubes sem responsabilidade financeira a acumularem dívidas e sugerirem esse plano de pagamento coletivo que é absurdo do início ao fim dele”, destacou.
Em outro momento, o presidente lembrou das faturas do Corinthians e os altos valores que o clube paga aos seus atletas. “O Corinthians fatura R$1 bilhão por ano. Paga para um atleta, com encargos, tudo que o Memphis dá de despesa, gira em torno de R$4,5 milhões por mês. Como querem pagar aos credores R$1 milhão por semestre?", comentou.
Na sequência, o dirigente destacou que a CNRD não pode aceitar a forma como o Corinthians pretende pagar o Cuiabá, comentando também que, caso aceite, a instituição age contra o que acontece no futebol. “A CNRD não deveria nem aceitar isso. Ou ela é alheia ao futebol?", completou.
Não foi a primeira vez que o dirigente fez ataques ou reclamações com relação ao Corinthians. No mês passado, o Cuiabá já havia realizado pedidos para que o Corinthians pagasse os valores referentes a compra de Raniele em 2024. Além do Timão, outros clubes também estiveram no meio desses ataques, como o Santos, por exemplo.
Diretor não estava entrando em consenso com mandatário do clube paulista e decidiu sair depois de já ter colocado o seu antigo cargo à disposição
29 Mar 2026 | 22:49 |
O Corinthians oficializou neste domingo (29), a saída de Marco Polo Lopes Pinheiro, diretor do departamento de esportes terrestres. O dirigente anunciou sua decisão por meio das redes sociais, após divergências com o presidente Osmar Stabile, encerrando sua passagem pela diretoria alvinegra.
A saída ocorre em um momento delicado para o Corinthians, que enfrenta instabilidade política e administrativa, além de dificuldades esportivas. O clube agora precisa reorganizar sua estrutura e avaliar novos nomes para assumir o cargo, garantindo continuidade às atividades do setor.
Marco Polo Lopes Pinheiro vinha participando ativamente das decisões estratégicas relacionadas aos esportes terrestres e tinha papel relevante em reuniões internas. No entanto, as divergências se intensificaram nos últimos meses, tornando insustentável sua permanência.
Obrigado Corinthians.
Durante o tempo em que estive à frente do departamento, procurei conduzir minha atuação com dedicação, responsabilidade e espírito de colaboração, sempre pautado por critérios técnicos e por uma gestão profissional, voltada ao fortalecimento, desenvolvimento e valorização das modalidades que integram os esportes terrestres do clube.
Tive a oportunidade de trabalhar ao lado de profissionais, atletas e colaboradores comprometidos, com os quais buscamos construir um ambiente de trabalho baseado no diálogo, na cooperação e na busca constante por evolução e resultados. Acredito que, ao longo dessa jornada, foi possível contribuir de forma positiva para o crescimento das modalidades e para a consolidação de projetos importantes para o departamento.
Encerro este ciclo com a tranquilidade de ter atuado com seriedade, dedicação e respeito à instituição, deixando um conjunto de iniciativas, conquistas e avanços que refletem o esforço coletivo de todos que participaram dessa trajetória.
Agradeço pela oportunidade de servir como Diretor do Departamento de Esportes Terrestres e desejo que o Sport Club Corinthians Paulista, siga alcançando grandes resultados e mantendo sua relevância e tradição no cenário esportivo.
Nunca foi e nunca será apenas o Futebol.
Força, Foco e Fé...
Deus é bom o tempo todo.
At.te,
Marco Polo Lopes Pinheiro.
Nomes investigados são acusados de desvio de dinheiro e uso indevido do cartão corporativo do clube paulista e agora Justiça quer entender toda a movimentação
28 Mar 2026 | 11:37 |
O Ministério Público de São Paulo avançou na investigação sobre movimentações financeiras do Corinthians e marcou depoimentos de ex-presidentes e dirigentes para esclarecer repasses em espécie realizados entre 2018 e 2023. Nesse período, foram retirados dos cofres do clube mais de R$ 3,4 milhões em dinheiro vivo, valor que corrigido pela inflação chega a aproximadamente R$ 7,3 milhões.
Segundo a apuração, os montantes foram entregues a João Odair de Souza, conhecido como Caveira, que atuava como chefe da segurança nas gestões de Andrés Sanchez e Duílio Monteiro Alves. O Ministério Público busca entender a origem dos recursos, a justificativa para os pagamentos e se houve irregularidades na forma como foram realizados.
Os depoimentos estão agendados para o dia 9 de abril de 2026 e incluem não apenas Andrés e Duílio, mas também outros ex-diretores ligados às áreas administrativa e financeira. A intenção é ampliar o alcance da investigação e verificar se os repasses tinham respaldo documental, já que parte deles não apresentou notas fiscais ou recibos.
O caso ganhou força após denúncias internas e documentos que apontaram inconsistências nos registros. O MP já reuniu informações preliminares e agora pretende ouvir diretamente os envolvidos para confirmar ou descartar possíveis irregularidades.
Esse avanço acontece em meio a um cenário político agitado dentro do Corinthians, marcado por disputas internas e debates sobre mudanças no estatuto. Romeu Tuma Jr. pediu também ao MP que abrisse um processo contra Osmar Stabile e William Tapara de Oliveira. A investigação pode impactar a imagem de dirigentes que tiveram papel importante na história recente do clube.
Mandatário afastado do Conselho Deliberativo do clube do Parque São Jorge tem entrado em conflito com Osmar Stabile o que em deixado os bastidores sob tensão
28 Mar 2026 | 11:11 |
O Romeu Tuma Júnior, presidente afastado do Conselho Deliberativo do Corinthians, pediu ao Ministério Público que abra uma investigação contra o presidente do clube, Osmar Stabile, e o diretor-adjunto jurídico William Tapara de Oliveira, conhecido como Índio. A denúncia aponta que os dois teriam pressionado um torcedor para prestar falso testemunho contra ele.
De acordo com Tuma, a situação começou em 6 de março, dentro do Parque São Jorge, quando o influenciador Osni Fernando Luiz, chamado de Cicatriz, teria discutido com ele em uma pizzaria do clube. Dias depois, Stabile usou esse episódio para acusar Tuma de agressão e pedir seu afastamento. Cicatriz é conhecido por ter levado uma cabeça de porco a Neo Química Arena em agosto de 2025 no derby paulista.
Na representação enviada ao MP, Tuma afirma que recebeu áudios do próprio Cicatriz relatando que sofreu pressão de pessoas ligadas a Índio para sustentar a versão de agressão. Como parte dessa suposta coação, o torcedor teria sido levado ao CT Joaquim Grava, onde recebeu uma camisa oficial autografada pelo elenco. Para Tuma, isso seria uma tentativa de manipulação e constrangimento ilegal.
O pedido de investigação aumenta ainda mais a tensão política dentro do Corinthians. O clube vive um momento de disputas internas, com debates sobre mudanças no estatuto e a possibilidade de incluir o Fiel Torcedor no processo eleitoral.
Agora, cabe ao Ministério Público decidir se abre uma investigação formal contra Stabile e Índio. A diretoria do Corinthians ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. O desfecho vai depender da análise do MP e de possíveis decisões da Justiça nos próximos dias.