Clube
Gaviões da Fiel convoca torcida do Corinthians para acompanhar julgamento de Andrés Sanchez
22 Mai 2026 | 16:40
Clube
25 Jul 2025 | 23:00 |
O presidente do Corinthians, Augusto Melo, vive um momento conturbado à frente do clube. Após ser afastado em maio de 2025 pelo Conselho Deliberativo, que aprovou seu impeachment por supostas irregularidades financeiras, Melo enfrenta uma forte pressão interna para deixar o cargo. No entanto, ele descartou a possibilidade de renunciar e reafirmou que pretende cumprir seu mandato até o fim.
O afastamento de Melo decorreu de investigações envolvendo contratos suspeitos, como o acordo com a casa de apostas Vai de Bet, que resultaram em seu indiciamento por crimes como associação criminosa, furto qualificado e lavagem de dinheiro. Apesar disso, o presidente nega as acusações e afirma ser vítima de perseguição política. Ele tenta reverter judicialmente a decisão, mas até o momento não obteve sucesso.
Além dos problemas judiciais, o Conselho Deliberativo também rejeitou as contas do clube referentes a 2024, o que aumenta a pressão sobre a gestão. A reprovação das contas pode acarretar novas medidas legais contra Melo, com base na Lei Geral do Esporte, que trata da gestão temerária em entidades esportivas. A crise política no clube está longe de terminar.
Enquanto isso, torcedores organizados intensificam protestos pedindo a saída do presidente, que ainda busca apoio entre os sócios para tentar retornar ao comando do Corinthians. Melo tem mantido uma postura firme e desafiadora, afirmando publicamente que não vai renunciar e que confia na justiça para resolver o impasse.
O futuro de Augusto Melo no Corinthians depende agora das decisões judiciais e das ações do Conselho Deliberativo. O desfecho dessa crise poderá definir os rumos do clube nos próximos meses, em meio a um cenário de incertezas e forte divisão interna.
Caso que ficou conhecido como um dos maiores escândalos do futebol brasileiro e foi intitulado com o nome de ‘Máfia do Apito’ ainda gera polêmica no esporte
26 Mai 2026 | 19:11 |
O Internacional protocolou nesta terça-feira (26), um pedido oficial à CBF para ser reconhecido como campeão brasileiro de 2005. O clube gaúcho relaciona a solicitação aos efeitos da “Máfia do Apito”, mas afirma não contestar o título homologado ao Corinthians, tratando o pleito como uma reparação histórica.
O documento foi entregue ao presidente da CBF, Samir Xaud, em reunião que contou com dirigentes do Inter, representantes da Federação Gaúcha de Futebol e ex-presidentes do clube. O material reúne argumentos jurídicos, históricos e esportivos, além de pareceres técnicos e declarações públicas de personagens ligados ao caso. O objetivo é obter reconhecimento institucional do título de 2005, sem retirar ou revogar a conquista registrada para o Corinthians.
O escândalo foi descoberto em 2005, quando os árbitros Edílson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon foram acusados de manipular resultados em troca de dinheiro, beneficiando apostadores. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva determinou a anulação de 11 partidas apitadas por Edílson, que foram disputadas novamente.
O Corinthians, que havia perdido os dois jogos anulados contra Santos e São Paulo, somou quatro pontos nos novos confrontos e terminou campeão com três pontos de vantagem sobre o Internacional. Se os resultados originais fossem mantidos, o clube gaúcho teria conquistado o título com um ponto a mais.
O pedido do Inter busca reparar o que considera um prejuízo esportivo causado pelas decisões tomadas à época. A solicitação não altera o título oficial do Corinthians, mas pretende abrir espaço para reconhecimento paralelo, semelhante a outros casos já homologados pela CBF em competições passadas. Dentro das quatro linhas, as equipes se reencontrarão na Copa do Brasil brigando pela vaga na próxima fase da competição.
Nome forte da história do alvinegro paulista foi expulso do quadro associativo do clube e ainda enfrenta investigações do Ministério Público de São Paulo
26 Mai 2026 | 11:49 |
Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, voltou a ser assunto após sua expulsão do Parque São Jorge durante uma reunião do Conselho Deliberativo. O episódio ocorreu na última segunda (25), e gerou grande repercussão entre conselheiros e torcedores. Após o ocorrido, Andrés declarou que deseja se afastar definitivamente do futebol e pediu para ser “esquecido” nesse ambiente.
Ex-Corinthians, Andrés Sanchez revela: “Quero distância...”
Procurado pela equipe da ESPN, ex-mandatário do Timão se mostrou bastante irritado, mas revelou o que deseja: "Me esqueçam. Não quero (voltar). Aliás, quero distância. Futebol está caro, chato e perigoso."
Ex-presidente do Corinthians ainda falou sobre o uso dos cartões e como quer ser mencionado no clube: "Amigo, já foi. R$ 9 mil reais no final de ano no cartão, bêbado. Vida que segue. É a vida. (Lembrem) Como quiserem, não é problema meu."
A Comissão de Ética do Corinthians concluiu que Andrés cometeu conduta incompatível com os deveres previstos no estatuto do clube. O relatório apontou que o ex-presidente utilizou o cartão corporativo para gastos particulares durante parte de seu segundo mandato, entre agosto de 2018 e fevereiro de 2021. O Ministério Público de São Paulo também investiga o caso, reforçando a gravidade da acusação. O valor apontado pelas investigações chega a cerca de R$ 480 mil corrigidos.
Na defesa apresentada, Andrés alegou que não havia política interna clara para regulamentar o uso do cartão corporativo e que parte dos gastos estava ligada a compromissos institucionais. Ele também afirmou ter ressarcido parte das despesas. Mesmo assim, o Conselho considerou que as justificativas não eram suficientes para evitar a expulsão.
Reunião do Conselho Deliberativo do clube do Parque São Jorge aconteceu na noite desta segunda (25), e decidiram pela saída do ex-mandatário do Timão
25 Mai 2026 | 20:49 |
Um dia histórico para o Sport Club Corinthians Paulista. Andrés Sanchez uma das figuras mais importantes e históricas do alvinegro paulista, está expulso do quadro associativo do clube. A medida ocorreu após votação aberta e nominal no Parque São Jorge, seguindo recomendação da Comissão de Ética, que apontou irregularidades no uso do cartão corporativo do clube durante sua gestão.
A investigação interna concluiu que Sanchez utilizou o cartão corporativo do Corinthians para despesas pessoais entre agosto de 2018 e fevereiro de 2021. O relatório apontou valores que chegam a R$ 480.169,60, já corrigidos com juros e atualização monetária.
O parecer elaborado pelo presidente em exercício do Conselho, Leonardo Pantaleão, destacou que os fatos não poderiam ser tratados como simples irregularidade burocrática, pois comprometeram a credibilidade institucional do clube.
Na defesa apresentada, Andrés alegou que não havia política interna específica para regulamentar o uso do cartão corporativo e sustentou que parte dos gastos estava relacionada a compromissos institucionais.
Ele também afirmou que houve confusão entre despesas pessoais e corporativas, já que os cartões eram do mesmo banco, e que parte dos valores foi ressarcida ao clube. Apesar disso, os conselheiros entenderam que não houve comprovação suficiente para justificar as despesas contestadas.
Além do processo administrativo dentro do Corinthians, Sanchez responde a ações na Justiça após denúncias do Ministério Público de São Paulo. Entre elas, há acusações de apropriação indébita, enquanto outras denúncias relacionadas a lavagem de dinheiro e crime tributário foram inicialmente rejeitadas.
O episódio ocorre em meio a um cenário político movimentado no Corinthians, que vive debates intensos sobre gestão e futuro administrativo. A saída de Andrés Sanchez do quadro associativo representa um marco, já que ele foi protagonista em conquistas importantes, como a Libertadores 2012 e o Mundial de Clubes, além de ter liderado o processo de construção da Neo Química Arena.