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Conselho autoriza a volta das apurações contra ex-presidentes do Corinthians
13 Fev 2026 | 21:02
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23 Jul 2025 | 13:32 |
O Corinthians enfrenta um cenário delicado nos bastidores, com potenciais prejuízos financeiros e esportivos caso o presidente afastado Augusto Melo retorne ao comando do clube. A Assembleia Geral marcada para o dia 9 de agosto decidirá se Melo será definitivamente destituído ou reassumirá o cargo no Parque São Jorge. A possibilidade de seu retorno preocupa patrocinadores e o atacante Memphis Depay, devido às cláusulas anticorrupção presentes nos contratos.
Melo foi indiciado por associação criminosa, furto qualificado e lavagem de dinheiro no caso VaideBet, tornando-se réu junto a outros ex-dirigentes do clube. Os contratos de Memphis e dos patrocinadores incluem cláusulas que permitem a rescisão unilateral em caso de envolvimento da diretoria em práticas ilegais. Se ativadas, o Corinthians poderá ser obrigado a pagar cerca de R$ 70 milhões ao jogador holandês, incluindo salários, direitos trabalhistas e adicionais previstos até junho de 2026.
Além disso, empresas parceiras como a Ambev já demonstraram preocupação com os desdobramentos do caso. Após o indiciamento de Melo, houve pressão para que as marcas não fossem expostas em eventos ligados ao ex-presidente. Em uma coletiva recente, a assessoria de Melo cobriu logotipos e desligou o telão da sala de imprensa, evidenciando o desconforto dos patrocinadores.
A cláusula anticorrupção também está presente nos contratos comerciais do clube, o que pode levar à rescisão imediata por parte das empresas, sem penalidades. O risco jurídico e financeiro é elevado, e a diretoria interina liderada por Osmar Stábile tenta manter a estabilidade institucional enquanto aguarda a decisão dos sócios.
O retorno de Melo pode representar não apenas um abalo na imagem do Corinthians, mas também comprometer o planejamento esportivo e financeiro da temporada. A permanência de Memphis, peça-chave no elenco, e a continuidade dos patrocínios estão diretamente ligadas ao desfecho político do clube ainda este ano. A torcida e os conselheiros observam atentos, cientes de que o futuro do Timão pode ser drasticamente impactado por essa decisão.
Depois do impeachment de Augusto Melo no ano passado, Osmar Stabile assumiu o clube do Parque São Jorge e cumprirá o mandato até o final deste ano
17 Fev 2026 | 17:30 |
Conselheira vitalícia do Corinthians, Miriam Athie concedeu entrevista exclusiva ao portal Lance e comentou sobre a possibilidade de se tornar presidente do clube do Parque São Jorge, na qual seria apenas a segunda mulher na história do Time do Povo a estar no cargo máximo da instituição.
Depois dos últimos acontecimentos envolvendo ex-presidentes do Corinthians, sendo três deles investigados pelo Ministério Público de São Paulo, casos de Augusto Melo, Duílio Monteiro Alves e Andrés Sanchez, Miriam Athie revela que seria uma honra presidir o alvinegro paulista, mas não garante a sua candidatura.
Conselheira vitalícia do Corinthians avalia candidatura à presidência: "se o meu nome estiver lá para ser aprovado, eu o farei com muita galhardia e autoridade."
Em entrevista ao Lance, Miriam Athie revelou que seria uma honra estar na presidência do Corinthians. "Há muita especulação com relação ao meu nome para que eu possa ser a presidente do Corinthians. Para mim seria uma honra, porque eu seria a segunda mulher. A primeira foi Marlene Matheus. Seria muito bom se eu pudesse ser, mas não significa que eu serei."
Osmar Stabile vai cumprir o seu mandato como presidente do Corinthians até o final desta temporada. "Primeiro, depende de uma série de fatores. Há muitos candidatos potenciais no Corinthians. Mas, se o meu nome estiver lá para ser aprovado e Deus me der essa honra de poder presidir o Corinthians, eu o farei com muita galhardia e autoridade, porque a gente precisa mudar o Corinthians de vez."
Miriam Athie falou sobre a responsabilidade que seria presidir o Corinthians. "Se um dia eu me tornasse a segunda presidente mulher da história do Corinthians, seria consequência de muito diálogo, construção e responsabilidade. O que me move é a pauta da representatividade. É um número que mostra o quanto ainda precisamos avançar na participação feminina dentro do esporte e, principalmente, em cargos de decisão."
Administração de ex-presidente está na mira de órgão que tem verificado problemas financeiros como notas frias que teriam sido geradas
14 Fev 2026 | 20:49 |
O Ministério Público de São Paulo abriu uma nova frente de investigação envolvendo o Corinthians. O promotor Cássio Conserino apura a liberação de aproximadamente R$ 1,278 milhão dos cofres do clube durante a gestão do ex-presidente Duílio Monteiro Alves, entre 2021 e 2023.
Os valores teriam sido solicitados por Denilson Grillo, conhecido como Carioca, que atuou como motorista de Duílio. A suspeita é de que os adiantamentos de despesas foram feitos sem documentação comprobatória adequada.
Segundo o MP, os repasses foram autorizados pelo departamento financeiro do clube e levantam dúvidas sobre a regularidade dos procedimentos. Além disso, dois nomes passaram a integrar formalmente o inquérito: Wesley Melo e Roberto Gavioli, investigados por possível envolvimento em notas frias ligadas às movimentações financeiras.
A apuração faz parte de um inquérito criminal mais amplo que analisa práticas administrativas da antiga gestão do Corinthians. O objetivo é verificar se houve irregularidades na liberação de recursos e se os valores foram utilizados de forma legítima. Cássio Conserino ainda incluiu dois nomes de empresários para o inquérito com suspeita dos mesmos crimes.
O MP tem apurado as gestões dos mandatários do clube do Parque São Jorge. Andrés Sanchez é investigado por crimes tributários, apropriação indébita e lavagem de dinheiro recorrentes do uso de cartões corporativos.
Duílio Monteiro Alves está sendo acusado dos mesmos crimes. As notas frias foram descobertas após um torcedor denunciar ao Ministério Público e o ‘GE’ fazer uma reportagem relatando os problemas, incluindo um estabelecimento fantasma por não estar no endereço divulgado. Os dois ex-presidentes afirmam que são inocentes dos crimes que seus nomes estão sendo envolvidos.
Diretoria do Parque São Jorge entende que pode perder causa na Justiça e teria que desembolsar quase o mesmo valor que deve ao Talleres
14 Fev 2026 | 15:56 |
O Corinthians informou ao Regime de Centralização de Execuções (RCE) que pode ter uma perda superior a R$ 30 milhões em ação movida pela Sports Agency Marketing (SMA), empresa de Carla Dualib, neta do ex-presidente Alberto Dualib. O processo está relacionado a contratos de patrocínio firmados entre 2003 e 2006, período em que o clube mantinha parceria com a MSI, do empresário Kia Joorabchian.
De acordo com os documentos apresentados, o valor considerado como “perda provável” é de R$ 31.984.075,79, resultado de condenações já estabelecidas em instâncias anteriores. O caso envolve comissões e repasses que, segundo a acusação, não foram devidamente quitados pelo clube durante a gestão de Alberto Dualib.
Segundo a neta do ex-Corinthians, o descumprimento do acordo engloba remunerações referentes à antigos patrocinadores como Samsung, Nike e outros. No entanto, se forem incluídos juros com correção monetária, a quantia poderia ultrapassar os R$ 200 milhões.
O contrato com a empresa de Carla Dualib foi alvo de polêmicas na época e considerado um dos símbolos da crise administrativa vivida pelo Corinthians no início dos anos 2000. A parceria com a MSI trouxe jogadores de renome internacional, mas também gerou dívidas e processos que ainda impactam as finanças do clube duas décadas depois.
O processo segue na Justiça desde 2009 e está parado atualmente após o Corinthians ser contra um julgamento remoto. Em janeiro, foram trocados os relatores e até então, nenhuma data prevista para a audiência. Essa é mais uma das dívidas em que o Timão está devendo.
A estimativa é de que cerca de R$ 700 milhões serão pagos decorrentes de ‘perdas ‘prováveis’ por cobranças feitas ao longo dos anos. Recentemente, Osmar Stabile viajou para a Argentina tentar solucionar mais um problema e evitar outro transfer ban.