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Corinthians usa o Palmeiras para negociar naming rights na Arena com a Caixa
23 Abr 2026 | 10:27
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22 Jul 2025 | 12:14 |
O Corinthians voltou a ser alvo de críticas por sua gestão financeira após atrasar o pagamento de parcelas referentes à venda do atacante Felipe Augusto, revelado nas categorias de base do alvinegro. Atualmente foi vendido para o Trabzonspor, clube da Turquia. O jogador ainda possui 10% de seus direitos econômicos vinculados ao Timão, que se comprometeu a pagar R$ 1,2 milhão em cinco parcelas. No entanto, apenas uma foi quitada até o momento, e três estão em atraso desde setembro de 2024, com a última prevista para daqui a dois meses.
O Filho do Terrão foi negociado para o Cercle Brugge, da Bélgica, em 2023, por 3 milhões de euros (cerca de R$ 16 milhões na cotação da época). O valor referente à participação do Corinthians na transação deveria ter sido pago de forma escalonada, mas o clube não conseguiu cumprir o cronograma afirmado entre as partes. O montante atual da dívida, sem correção de juros, gira em torno de 197 mil euros, o que equivale a aproximadamente R$ 1,2 milhão.
A situação preocupa não apenas pela inadimplência, mas também pelo risco de sanções esportivas. Caso o Corinthians não regularize o débito, pode ser acionado na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), o que poderia resultar em punições como um possível transfer ban, impedindo o registro de novos atletas por até seis meses.
Felipe Augusto, que se destacou na base corintiana e teve passagem pelo profissional, é mais um exemplo de talento formado no clube que gerou receita, mas também expôs falhas administrativas. A recorrência de dívidas com jogadores formados no terrão levanta questionamentos sobre o planejamento financeiro e a capacidade do Corinthians de honrar compromissos assumidos.
A diretoria tenta contornar a crise com antecipação de receitas e acordos comerciais, mas a pressão aumenta com a proximidade da janela de transferências e a necessidade de reforçar o elenco. A torcida, já impaciente com os resultados em campo, cobra mais responsabilidade e transparência nos bastidores do clube.
Documento precisou ser votado para que conselheiros do Parque São Jorge concordassem com a situação financeira do clube paulista
28 Abr 2026 | 17:03 |
O Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou na última segunda (27), as contas referentes ao exercício de 2025, que registraram déficit de R$ 143,4 milhões. A votação aconteceu no Parque São Jorge e contou com a presença de 178 conselheiros, sendo 106 favoráveis e 68 contrários. Apesar da aprovação, tanto o Conselho Fiscal quanto o Conselho de Orientação haviam emitido pareceres com ressalvas, apontando preocupações sobre a situação financeira do clube.
O balanço apresentado pela gestão de Osmar Stabile mostrou receita operacional líquida de R$ 810 milhões, enquanto as despesas operacionais alcançaram R$ 885 milhões. O resultado negativo inclui custos administrativos, amortizações e depreciações.
Outro ponto relevante é a dívida bruta, que atingiu R$ 2,7 bilhões em dezembro de 2025, reforçando a necessidade de ajustes internos e medidas de contenção de gastos. Importante lembrar que conseguiu a aprovação do Conselho de Orientação, mas auditoria apontou ressalvas.
Durante a sessão, houve discussão sobre a possibilidade de reprovação integral das contas, mas a proposta não avançou. A maioria simples garantiu a aprovação, permitindo que a diretoria siga com o planejamento para os próximos exercícios. Em nota oficial, o clube destacou que o processo seguiu todos os trâmites estatutários e que a gestão trabalha para implementar estratégias que reduzam o impacto financeiro e tragam maior estabilidade.
Enquanto lida com questões administrativas, o Corinthians mantém o foco dentro de campo. O próximo compromisso será pela Copa Libertadores, contra o Peñarol, na Neo Química Arena, na quinta (30), às 21h (horário de Brasília). Em seguida, o Timão enfrenta o Mirassol, fora de casa, pelo Campeonato Brasileiro, e depois encara o Santa Fe, na Colômbia, novamente pela competição continental.
Nome que já foi mandatário do clube do Parque São Jorge em dois momentos distintos da instituição tem sofrido pressão dentro do alvinegro e na Justiça
26 Abr 2026 | 12:23 |
O parecer que embasa o pedido foi elaborado pelo presidente da Comissão de Ética, Leonardo Pantaleão, e aprovado de forma unânime pelos integrantes do órgão. O documento aponta que Andrés teria utilizado o cartão corporativo do Corinthians para despesas pessoais sem apresentar a devida prestação de contas. Agora, caberá ao Conselho Deliberativo analisar o requerimento e decidir se acata ou não a recomendação de expulsão.
O movimento já organizou abaixo-assinados, campanhas digitais e manifestações presenciais no Parque São Jorge e na Neo Química Arena, reforçando a pressão sobre os conselheiros. A mobilização também pede a expulsão de outros ex-presidentes, como Duílio Monteiro Alves e Augusto Melo, ampliando o alcance da iniciativa.
O cenário político do clube, no entanto, está marcado por impasses. O presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, foi afastado em uma sessão considerada irregular por parte dos conselheiros, o que gera dúvidas sobre a condução do processo. Mesmo assim, a expectativa é de que o caso de Andrés seja colocado em pauta nas próximas semanas, com grande repercussão entre os associados.
Paralelamente às investigações internas, Andrés Sanchez também responde a processos na Justiça. O Ministério Público denunciou o ex-presidente por apropriação indébita relacionada ao uso do cartão corporativo. Em outra ação, a Justiça rejeitou acusações de lavagem de dinheiro e crimes tributários, mas o MP recorreu da decisão.
Clube do Parque São Jorge vive com dívida bilionária e no último ano, foi apontado um déficit além de divergências entre as partes
24 Abr 2026 | 08:53 |
O Conselho de Orientação do Corinthians aprovou com ressalvas as contas de 2025, que registraram déficit de R$ 143,4 milhões. A auditoria independente apontou incertezas sobre a inclusão de um acordo tributário firmado apenas em janeiro de 2026, levantando dúvidas quanto à continuidade operacional do clube.
O balanço será votado pelo Conselho Deliberativo na próxima segunda-feira (27). O relatório da gestão de Osmar Stabile mostra que, ao longo de 2025, o Corinthians acumulou prejuízo expressivo, mesmo após renegociar dívidas com a União. O acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional reduziu o valor de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões, com desconto de 46,6%. Essa renegociação diminuiu a dívida bruta total para R$ 2,723 bilhões em dezembro, abaixo dos R$ 2,8 bilhões registrados em novembro.
A auditoria destacou que a assinatura ocorreu apenas em 2026, o que tecnicamente inviabilizaria a inclusão do acordo nas contas de 2025. Segundo os auditores, isso gerou superavaliação de patrimônio líquido e resultado do exercício em R$ 593,3 milhões. O relatório também alertou para risco de descontinuidade operacional, indicando que a sustentabilidade financeira depende da execução de medidas estratégicas.
Para justificar a inclusão do acordo nas demonstrações de 2025, a diretoria elaborou defesa técnica contábil com apoio jurídico externo. O argumento é que, embora a assinatura tenha ocorrido em janeiro, o acerto já estava encaminhado em dezembro, com trocas de e-mails entre o clube e a PGFN confirmando os termos.
As contas refletem cinco meses da administração de Augusto Melo, que sofreu impeachment, e sete meses sob comando de Osmar Stabile, que assumiu a presidência provisoriamente em maio e de forma definitiva em agosto. O resultado da votação no Conselho Deliberativo será decisivo para validar ou não a estratégia financeira adotada pela atual gestão.