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16 Abr 2026 | 11:38 |
O Ministério Público de São Paulo denunciou os ex-dirigentes financeiros Matías Romano Ávila, Wesley Melo e Roberto Gavioli, além do ex-chefe de segurança João Odair de Souza, conhecido como Caveira. A acusação envolve retiradas milionárias em espécie dos cofres do Corinthians entre 2018 e 2023 nas administrações de Andrés Sanchez e Duílio Monteiro Alves, sem comprovação da destinação dos valores.
De acordo com a investigação, João Odair teria recebido mais de R$ 3,4 milhões em dinheiro vivo, sem apresentar documentos que justificassem o uso dos recursos. Parte da quantia foi para a conta pessoal de Caveira e outra para a da sua empresa. Essa ação é considerada pelo Ministério Público como desvio de finalidade de recursos.
O MP afirma que houve apropriação indevida e pede que os valores sejam devolvidos ao clube. Além disso, solicita que os ex-Corinthians sejam responsabilizados por omissão, já que ocupavam cargos de poder durante o período em que as movimentações ocorreram.
O MP ainda está analisando a participação de Sanchez e Monteiro Alves nesse caso. Isso porque os ex-mandatários do Timão estavam no cargo no período em que essa quantia saiu do clube. Além disso, o dinheiro era classificado como “adiantamento para a presidência”, o que pode evidenciar o envolvimento deles.
Enquanto isso, dentro de campo, o Corinthians vive fase positiva sob o comando de Fernando Diniz. O time venceu o Independiente Santa Fe por 2 a 0 na Libertadores, assumiu a liderança do Grupo E e encerrou um jejum de vitórias na Neo Química Arena. O próximo desafio será contra o Vitória, pelo Campeonato Brasileiro, no Barradão, em Salvador, no sábado (18), às 20h (de Brasília).
Clube paulista ainda não realizou os pagamentos para nomes importantes do Timão que aguardam que a situação seja resolvida o quanto antes pela diretoria
08 Mai 2026 | 17:45 |
O Corinthians enfrenta um momento delicado fora de campo com o atraso no pagamento dos salários do elenco profissional e da comissão técnica. A situação foi confirmada nesta sexta-feira pelo jornalista Fábio Lázaro, do UOL Esporte e envolve vencimentos referentes ao mês de abril, que ainda não foram quitados.
A diretoria reconhece o problema e trabalha para regularizar os valores na segunda-feira (11). O clube passa por dificuldades financeiras, agravadas por compromissos acumulados como RCE, CNRD e da Fazenda Nacional. Além disso, o Time do Povo passa pela necessidade de manter equilíbrio nas contas em meio a investimentos recentes no elenco. A diretoria optou em fazer o pagamento dos salários dos funcionários do alvinegro paulista.
Internamente, a situação gera preocupação, mas a comissão técnica busca manter o foco dos jogadores na preparação para os jogos decisivos. Fernando Diniz e sua equipe têm trabalhado intensamente no CT Joaquim Grava, com treinos voltados para transições rápidas e finalizações, visando corrigir problemas ofensivos apresentados nas últimas partidas.
O atraso salarial não é inédito no clube, que já enfrentou episódios semelhantes em temporadas anteriores. A diretoria reforça que está empenhada em resolver a questão e evitar que o problema se prolongue, preservando o ambiente interno e a confiança do grupo.
O Corinthians vive um mês de maio considerado decisivo, com compromissos pelo Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil. A estabilidade financeira e administrativa é vista como fundamental para que o elenco mantenha concentração total dentro de campo e traga os resultados desejados.
Filho do Terrão se machucou gravemente dentro de campo quando defendia o clube do Parque São Jorge nas categorias de base e com isso, pediu os seus direitos
07 Mai 2026 | 12:34 |
O Corinthians foi condenado pela Justiça do Trabalho a pagar mais de R$ 3 milhões (cerca de R$ 3,5 milhões) ao ex-lateral Daniel Marcos, que se aposentou precocemente aos 23 anos. A decisão foi publicada nesta semana e envolve valores referentes a direitos trabalhistas não quitados.
Daniel Marcos chegou ao Corinthians em 2018 para atuar nas categorias de base e chegou a disputar partidas pelo time sub-20. No entanto, machucou gravemente o seu joelho direito na partida contra o Grêmio e desde então, não conseguiu jogar em alto nível. Foi emprestado para equipes como Cianorte e Resende, mas encerrou a carreira cedo demais em 2025.

Daniel Marcos não conseguiu se recuperar da lesão em seu joelho - Foto: Agência Corinthians
Dois anos antes da lesão que obrigou a sua aposentadoria precoce, o ex-Corinthians tinha assinado um acordo profissional. O problema físico fez com que ele continuasse vinculado com o clube do Parque São Jorge até o fim de dezembro de 2024 recebendo R$ 17 mil mensais.
Daniel realizou a primeira intervenção ainda no Corinthians, no entanto, quando foi emprestado para o Cianorte, clube do Paraná, machucou novamente o mesmo joelho. O ex-jogador precisou recorrer à mesa de cirurgia em 2022 sob a responsabilidade do Timão.
A recuperação não foi fácil, segundo o seu advogado, Filipe Rino, as dores impediam que o seu cliente avançasse na transição. Em 2023, foi emprestado para o Ferroviário que entendeu que o lateral não teria condições de jogar e devolveu ao alvinegro 30 dias depois. Em junho do mesmo ano, mais uma cirurgia.
Já em março de 2024, o Corinthians resolveu rescindir o seu contrato pagando R$ 131 mil proveniente de verbas rescisórias. Daniel chegou a fazer acordo com o Resende, mas não conseguiu atuar e preferiu se aposentar.
Com a decisão na Justiça, a diretoria do Time do Povo foi procurada pelo GE que afirmou recorrer. A alegação é de que como a condenação aconteceu em primeira instância, o clube paulista pode tentar reverter a sua situação.
Nomes que estavam desde outubro à frente de projeto do clube do Parque São Jorge optaram em sair da instituição obrigando presidente a reestruturar comitê
02 Mai 2026 | 17:08 |
Dois coordenadores do Comitê de Reestruturação do Corinthians, André Recoder e Gabriel Diniz Abrão, deixaram seus cargos por insatisfação com a gestão do presidente Osmar Stabile. A saída ocorreu após divergências sobre medidas financeiras e desalinhamento com a diretoria.
O comitê havia sido criado em outubro de 2025 para auxiliar na reestruturação financeira e no planejamento estratégico do clube. A ideia era implementar cortes de custos e buscar aumento de receitas com base em análises técnicas de mercado. No entanto, os coordenadores entenderam que as decisões vinham sendo conduzidas com viés político e populista, sem aplicação prática das recomendações apresentadas.
Logo nas primeiras semanas de trabalho, André e Gabriel elaboraram um relatório que sugeria medidas drásticas, como redução significativa da folha salarial e venda de jogadores para equilibrar as contas. O documento não foi colocado em prática, e a insatisfação cresceu diante da falta de ações concretas. Atualmente, o departamento de futebol do Corinthians possui uma folha de aproximadamente R$ 38 milhões mensais, incluindo atletas e funcionários.
A saída dos coordenadores aconteceu antes da votação do balanço financeiro de 2025, que registrou déficit de R$ 143,4 milhões. A preocupação maior era com os números de 2026, já que o orçamento previa superávit de R$ 12 milhões, mas o primeiro bimestre terminou com déficit de R$ 93,6 milhões. Além de André Recoder e Gabriel Diniz Abrão, outros membros do comitê, como Carlos Roberto de Mello e Heleno Haddad Maluf, também se desligaram.
O Corinthians informou ao GE que Osmar Stabile pretende reestruturar o comitê com novos nomes, mantendo o objetivo de auxiliar a diretoria financeira na busca por soluções para reduzir despesas e aumentar receitas.