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MP marca data para depoimento de ex-presidentes do Corinthians

Nomes investigados são acusados de desvio de dinheiro e uso indevido do cartão corporativo do clube paulista e agora Justiça quer entender toda a movimentação

Ex-presidentes do Corinthians, Andrés Sanchez e Duílio Monteiro Alves, vão depor no MP - Foto: Reprodução
Ex-presidentes do Corinthians, Andrés Sanchez e Duílio Monteiro Alves, vão depor no MP - Foto: Reprodução

28 Mar 2026 | 11:37 |

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O Ministério Público de São Paulo avançou na investigação sobre movimentações financeiras do Corinthians e marcou depoimentos de ex-presidentes e dirigentes para esclarecer repasses em espécie realizados entre 2018 e 2023. Nesse período, foram retirados dos cofres do clube mais de R$ 3,4 milhões em dinheiro vivo, valor que corrigido pela inflação chega a aproximadamente R$ 7,3 milhões.


Ex-presidentes do Corinthians tiveram o mesmo chefe de segurança


Segundo a apuração, os montantes foram entregues a João Odair de Souza, conhecido como Caveira, que atuava como chefe da segurança nas gestões de Andrés Sanchez e Duílio Monteiro Alves. O Ministério Público busca entender a origem dos recursos, a justificativa para os pagamentos e se houve irregularidades na forma como foram realizados.


MP marcou depoimento para o próximo mês

Os depoimentos estão agendados para o dia 9 de abril de 2026 e incluem não apenas Andrés e Duílio, mas também outros ex-diretores ligados às áreas administrativa e financeira. A intenção é ampliar o alcance da investigação e verificar se os repasses tinham respaldo documental, já que parte deles não apresentou notas fiscais ou recibos.


O caso ganhou força após denúncias internas e documentos que apontaram inconsistências nos registros. O MP já reuniu informações preliminares e agora pretende ouvir diretamente os envolvidos para confirmar ou descartar possíveis irregularidades.

Conflitos internos no Timão continuam

Esse avanço acontece em meio a um cenário político agitado dentro do Corinthians, marcado por disputas internas e debates sobre mudanças no estatuto. Romeu Tuma Jr. pediu também ao MP que abrisse um processo contra Osmar Stabile e William Tapara de Oliveira. A investigação pode impactar a imagem de dirigentes que tiveram papel importante na história recente do clube.


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Romeu Tuma Jr. pede que MP investigue presidente e diretor do Corinthians

Mandatário afastado do Conselho Deliberativo do clube do Parque São Jorge tem entrado em conflito com Osmar Stabile o que em deixado os bastidores sob tensão

Presidente afastado do Conselho, Romeu Tuma Jr. pede que MP investigue Stabile e diretor - Foto: José Manoel Idalgo/Agência Corinthians
Presidente afastado do Conselho, Romeu Tuma Jr. pede que MP investigue Stabile e diretor - Foto: José Manoel Idalgo/Agência Corinthians

28 Mar 2026 | 11:11 |

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O Romeu Tuma Júnior, presidente afastado do Conselho Deliberativo do Corinthians, pediu ao Ministério Público que abra uma investigação contra o presidente do clube, Osmar Stabile, e o diretor-adjunto jurídico William Tapara de Oliveira, conhecido como Índio. A denúncia aponta que os dois teriam pressionado um torcedor para prestar falso testemunho contra ele.


O contexto que Romeu Tuma Jr. questiona


De acordo com Tuma, a situação começou em 6 de março, dentro do Parque São Jorge, quando o influenciador Osni Fernando Luiz, chamado de Cicatriz, teria discutido com ele em uma pizzaria do clube. Dias depois, Stabile usou esse episódio para acusar Tuma de agressão e pedir seu afastamento. Cicatriz é conhecido por ter levado uma cabeça de porco a Neo Química Arena em agosto de 2025 no derby paulista.


Presidente afastado do Timão nega acusações

Na representação enviada ao MP, Tuma afirma que recebeu áudios do próprio Cicatriz relatando que sofreu pressão de pessoas ligadas a Índio para sustentar a versão de agressão. Como parte dessa suposta coação, o torcedor teria sido levado ao CT Joaquim Grava, onde recebeu uma camisa oficial autografada pelo elenco. Para Tuma, isso seria uma tentativa de manipulação e constrangimento ilegal.


Bastidores do Corinthians é marcado por disputas entre os dirigentes

O pedido de investigação aumenta ainda mais a tensão política dentro do Corinthians. O clube vive um momento de disputas internas, com debates sobre mudanças no estatuto e a possibilidade de incluir o Fiel Torcedor no processo eleitoral.

MP de São Paulo pode analisar e abrir investigação sobre o ocorrido

Agora, cabe ao Ministério Público decidir se abre uma investigação formal contra Stabile e Índio. A diretoria do Corinthians ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. O desfecho vai depender da análise do MP e de possíveis decisões da Justiça nos próximos dias.


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Corinthians divulga nota oficial após Justiça pedir explicações sobre valor de R$ 150 milhões

O clube do Parque São Jorge teria declarado dinheiro a menos e o juiz Guilherme Cavalcanti Lamêgo, ameaça colocar interventor judicial

O Corinthians teria declarado dinheiro a menos durante o processo no Regime de Centralização de Execuções - Foto: Gustavo Vasco/Agência Corinthians
O Corinthians teria declarado dinheiro a menos durante o processo no Regime de Centralização de Execuções - Foto: Gustavo Vasco/Agência Corinthians

26 Mar 2026 | 13:15 |

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Nesta quinta-feira (26), a Justiça de São Paulo, por meio do juiz Guilherme Cavalcanti Lamêgo, ameaçou colocar um interventor judicial, devido ao processo envolvendo o Corinthians e o pagamento realizado mensalmente, por meio de um acordo no Regime de Centralização de Execuções (RCE). O clube do Parque São Jorge teria declarado R$ 150 milhões a menos, no primeiro repasse ao órgão.


Corinthians divulga nota oficial após Justiça pedir explicações sobre valor de R$ 150 milhões


O juíz Guilherme Cavalcanti Lamêgo intimou o Corinthians em relação ao processo. "Intime-se o executado para manifestação quanto às inconsistências apontadas na declaração de receitas de fevereiro de 2026. Advirto, desde já, que a resistência no fornecimento de documentos e a apresentação de declarações de receitas inconsistentes acarretarão a nomeação de observador judicial ou interventor judicial, para garantir a efetividade e a lisura deste processo."


Nota oficial do Corinthians

Por meio de uma nota oficial, o Corinthians respondeu à Justiça de São Paulo, ainda na manhã desta quinta-feira. Confira a nota completa aqui.


"O Sport Club Corinthians Paulista informa que, no âmbito do Regime Centralizado de Execuções (Processo nº 1189761-87.2024.8.26.0100), foi proferida, em 25 de março de 2026 (às 17h57min), decisão judicial que, dentre outros pontos, determinou a intimação do Clube para prestar esclarecimentos acerca de supostas inconsistências relacionadas à declaração de receitas do mês de fevereiro de 2026, com advertência quanto à eventual nomeação de observador judicial ou interventor em caso de resistência ou inconsistências persistentes.

Contudo, é importante esclarecer que, em momento anterior à referida decisão, o Clube já havia apresentado, tempestiva e formalmente e nos autos do processo, todos os esclarecimentos solicitados pela Administração Judicial.

Com efeito, no dia 24 de março de 2026, às 21h41min, o Sport Club Corinthians Paulista protocolou petição nos autos (fls. 10.332/10.339), detalhando a composição das receitas apontadas e esclarecendo, de maneira técnica e fundamentada, as divergências identificadas, incluindo, entre outros pontos, a distinção entre receitas operacionais e não operacionais, movimentações internas entre contas, operações financeiras, antecipações de recebíveis e receitas provenientes de negociação de atletas." Revela parte da nota oficial do Corinthians.


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Familiar de ex-Corinthians pode ser investigado

Nome citado por clube paulista tem a possibilidade de ser acusado por estelionato; seu irmão também tem problemas na Justiça e já virou réu de um processo

Irmão de ex-Corinthians pode ser investigado pelo Ministério Público após pedido do clube paulista - Foto: Yago Rudá
Irmão de ex-Corinthians pode ser investigado pelo Ministério Público após pedido do clube paulista - Foto: Yago Rudá

24 Mar 2026 | 11:28 |

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O Corinthians pediu a abertura de um inquérito contra Adriano Monteiro Alves, irmão de Duílio Monteiro Alves, acusado de estelionato. A decisão foi tomada depois que o clube identificou movimentações suspeitas envolvendo o ex-dirigente, que já ocupou funções administrativas dentro da instituição.


O motivo do Corinthians pedir investigação


O departamento jurídico encaminhou o caso às autoridades para que seja investigado de forma detalhada. A denúncia aponta que Adriano teria usado documentos ligados ao Corinthians de maneira indevida, o que motivou o pedido de apuração oficial. O objetivo da diretoria é proteger o patrimônio do clube e garantir que qualquer irregularidade seja tratada com rigor.


O ex-Corinthians teria se aproveitado de ter feito parte da Comissão de Marketing do Conselho Deliberativo para fazer acordo com a Plug Financeira com duração de 36 meses. A empresa faria o serviço de integração do sistema de pagamento através do ecossistema digital do aplicativo Universo “SCCPP”, ligado ao sistema operacional do Fiel Torcedor.

No entanto, a Plug Financeira teria de fazer um pagamento adiantado no valor de R$ 750 mil, mas para a empresa Ervas da Amazônia que tem registro no nome da advogada Aldilene Francisca de Moraes, sendo os encontros de Adriano Monteiro Alves e a empresa no escritório dela.


A denúncia do Timão se dá por desconhecer o procedimento da transação e só descobriu quando representantes foram até ao Parque São Jorge procurar por Osmar Stabile. O objetivo deles era formalizar o acordo que havia sido feito pelo irmão de Duílio que nega as acusações.

Ex-Corinthians livre de acusações

Enquanto a família Monteiro encara mais um problema, Augusto Melo se livra de uma acusação. O Ministério Público entendeu que o ex-presidente do Corinthians não cometeu crime de uso indevido dos cartões do clube e pediu o seu arquivamento.


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