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27 Mai 2025 | 10:23 |
Na noite da última segunda-feira (26), o Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou, o afastamento cautelar de Augusto Melo da presidência. A decisão foi tomada com 176 votos favoráveis e 57 contrários, além de uma abstenção e uma ausência entre os 236 conselheiros presentes.
Presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Romeu Tuma Jr lamenta processo de Augusto Melo
Após a decisão contra o agora afastado Augusto Melo, o presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Romeu Tuma Jr, explicou os próximos passos do clube do Parque São Jorge.
"Não é um momento feliz para o Corinthians, mas é o que está no Estatuto. O andamento do processo foi como tem que ser nos termos da legislação. A reunião não foi uma reunião feliz obviamente, mas é o que tem que ser. A defesa teve oportunidade de se manifestar, a Comissão de Ética, e o Conselho deliberou nos termos do artigo 107. O presidente foi destituído e é uma destituição cautelar. Temos que aguardar a assembleia geral de sócios. O primeiro vice-presidente já tomou posse e assinou o termo até por questões legais, para ter acesso aos bancos e para o clube não vai parar. Agora, vida que segue. Vamos tirar o clube das páginas que não nos interessam e evidentemente recolocar nas páginas esportivas."
"O presidente que assumiu terá seu planejamento. Temos que lembrar que o sócio elegeu uma chapa, essa chapa continua no poder. O vice-presidente assumiu. O que foi destituído foi o presidente eleito na chapa, mas o primeiro vice assumiu como o Estatuto. Temos cinco dias para convocar a assembleia dos associados, e vida que segue. O presidente, enquanto estiver interinamente no cargo, tem liberdade para tomar decisões. A diretoria é demissionária. O novo presidente tem que convocar a nova direção."
"Os diretores são demissionários no afastamento cautelar. Para não ter o constrangimento, os cargos ficam livres para que ele (novo presidente) possa fazer o que for. Se ele quiser reconduzir algum diretor que for conselheiro, teremos que fazer um estudo. Vai depender do presidente."
"Se efetivamente a Assembleia Geral ratificar a decisão do Conselho, nós temos uma nova eleição dentro do Conselho. É o que a gente chama, e que vocês estão acostumados a chamar de eleição indireta. O Conselho foi eleito pelo associado, então, associado, pelo Estatuto, dá liberdade para quando há vacância no cargo, definitiva, o Conselho Deliberativo, através dos seus representantes, representantes dos sócios, elejam o novo presidente se faltar mais de seis meses para terminar o mandato. É o conselho, os candidatos são do Conselho e o Conselho vota no candidato que se apresentar no momento oportuno, e é eleito o presidente que vai seguir até o fim do mandato."
Clube paulista ainda não realizou os pagamentos para nomes importantes do Timão que aguardam que a situação seja resolvida o quanto antes pela diretoria
08 Mai 2026 | 17:45 |
O Corinthians enfrenta um momento delicado fora de campo com o atraso no pagamento dos salários do elenco profissional e da comissão técnica. A situação foi confirmada nesta sexta-feira pelo jornalista Fábio Lázaro, do UOL Esporte e envolve vencimentos referentes ao mês de abril, que ainda não foram quitados.
A diretoria reconhece o problema e trabalha para regularizar os valores na segunda-feira (11). O clube passa por dificuldades financeiras, agravadas por compromissos acumulados como RCE, CNRD e da Fazenda Nacional. Além disso, o Time do Povo passa pela necessidade de manter equilíbrio nas contas em meio a investimentos recentes no elenco. A diretoria optou em fazer o pagamento dos salários dos funcionários do alvinegro paulista.
Internamente, a situação gera preocupação, mas a comissão técnica busca manter o foco dos jogadores na preparação para os jogos decisivos. Fernando Diniz e sua equipe têm trabalhado intensamente no CT Joaquim Grava, com treinos voltados para transições rápidas e finalizações, visando corrigir problemas ofensivos apresentados nas últimas partidas.
O atraso salarial não é inédito no clube, que já enfrentou episódios semelhantes em temporadas anteriores. A diretoria reforça que está empenhada em resolver a questão e evitar que o problema se prolongue, preservando o ambiente interno e a confiança do grupo.
O Corinthians vive um mês de maio considerado decisivo, com compromissos pelo Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil. A estabilidade financeira e administrativa é vista como fundamental para que o elenco mantenha concentração total dentro de campo e traga os resultados desejados.
Filho do Terrão se machucou gravemente dentro de campo quando defendia o clube do Parque São Jorge nas categorias de base e com isso, pediu os seus direitos
07 Mai 2026 | 12:34 |
O Corinthians foi condenado pela Justiça do Trabalho a pagar mais de R$ 3 milhões (cerca de R$ 3,5 milhões) ao ex-lateral Daniel Marcos, que se aposentou precocemente aos 23 anos. A decisão foi publicada nesta semana e envolve valores referentes a direitos trabalhistas não quitados.
Daniel Marcos chegou ao Corinthians em 2018 para atuar nas categorias de base e chegou a disputar partidas pelo time sub-20. No entanto, machucou gravemente o seu joelho direito na partida contra o Grêmio e desde então, não conseguiu jogar em alto nível. Foi emprestado para equipes como Cianorte e Resende, mas encerrou a carreira cedo demais em 2025.

Daniel Marcos não conseguiu se recuperar da lesão em seu joelho - Foto: Agência Corinthians
Dois anos antes da lesão que obrigou a sua aposentadoria precoce, o ex-Corinthians tinha assinado um acordo profissional. O problema físico fez com que ele continuasse vinculado com o clube do Parque São Jorge até o fim de dezembro de 2024 recebendo R$ 17 mil mensais.
Daniel realizou a primeira intervenção ainda no Corinthians, no entanto, quando foi emprestado para o Cianorte, clube do Paraná, machucou novamente o mesmo joelho. O ex-jogador precisou recorrer à mesa de cirurgia em 2022 sob a responsabilidade do Timão.
A recuperação não foi fácil, segundo o seu advogado, Filipe Rino, as dores impediam que o seu cliente avançasse na transição. Em 2023, foi emprestado para o Ferroviário que entendeu que o lateral não teria condições de jogar e devolveu ao alvinegro 30 dias depois. Em junho do mesmo ano, mais uma cirurgia.
Já em março de 2024, o Corinthians resolveu rescindir o seu contrato pagando R$ 131 mil proveniente de verbas rescisórias. Daniel chegou a fazer acordo com o Resende, mas não conseguiu atuar e preferiu se aposentar.
Com a decisão na Justiça, a diretoria do Time do Povo foi procurada pelo GE que afirmou recorrer. A alegação é de que como a condenação aconteceu em primeira instância, o clube paulista pode tentar reverter a sua situação.
Nomes que estavam desde outubro à frente de projeto do clube do Parque São Jorge optaram em sair da instituição obrigando presidente a reestruturar comitê
02 Mai 2026 | 17:08 |
Dois coordenadores do Comitê de Reestruturação do Corinthians, André Recoder e Gabriel Diniz Abrão, deixaram seus cargos por insatisfação com a gestão do presidente Osmar Stabile. A saída ocorreu após divergências sobre medidas financeiras e desalinhamento com a diretoria.
O comitê havia sido criado em outubro de 2025 para auxiliar na reestruturação financeira e no planejamento estratégico do clube. A ideia era implementar cortes de custos e buscar aumento de receitas com base em análises técnicas de mercado. No entanto, os coordenadores entenderam que as decisões vinham sendo conduzidas com viés político e populista, sem aplicação prática das recomendações apresentadas.
Logo nas primeiras semanas de trabalho, André e Gabriel elaboraram um relatório que sugeria medidas drásticas, como redução significativa da folha salarial e venda de jogadores para equilibrar as contas. O documento não foi colocado em prática, e a insatisfação cresceu diante da falta de ações concretas. Atualmente, o departamento de futebol do Corinthians possui uma folha de aproximadamente R$ 38 milhões mensais, incluindo atletas e funcionários.
A saída dos coordenadores aconteceu antes da votação do balanço financeiro de 2025, que registrou déficit de R$ 143,4 milhões. A preocupação maior era com os números de 2026, já que o orçamento previa superávit de R$ 12 milhões, mas o primeiro bimestre terminou com déficit de R$ 93,6 milhões. Além de André Recoder e Gabriel Diniz Abrão, outros membros do comitê, como Carlos Roberto de Mello e Heleno Haddad Maluf, também se desligaram.
O Corinthians informou ao GE que Osmar Stabile pretende reestruturar o comitê com novos nomes, mantendo o objetivo de auxiliar a diretoria financeira na busca por soluções para reduzir despesas e aumentar receitas.