
Clube
08 Jul 2025 | 18:00 |
O Corinthians comemorou a marca de 80 mil biometrias faciais cadastradas no programa Fiel Torcedor, conforme anunciado nas redes sociais do clube. Esse número representa o dobro da parcial anterior, divulgada há uma semana, quando apenas 40 mil cadastros haviam sido realizados. O cadastramento da biometria facial é indispensável para a compra de ingressos para os jogos do Timão na Neo Química Arena.
A implementação da biometria facial no estádio é uma exigência da Lei Geral do Esporte, que obriga todos os estádios com capacidade superior a 20 mil lugares a adotarem essa tecnologia. O Corinthians era o único clube da Série A do Campeonato Brasileiro que ainda não havia aderido a essa exigência. A nova tecnologia foi implementada recentemente no estádio, a tempo de as autoridades aprovarem que o Corinthians seguisse utilizando a capacidade máxima de seu estádio em Itaquera.
Para realizar o cadastro, os torcedores devem acessar o site do Fiel Torcedor e atualizar seus dados pessoais. É necessário enviar uma foto centralizada do rosto e com boa iluminação para que o sistema identifique os dados contidos na imagem. O atacante Yuri Alberto serviu de modelo para a campanha criada pelo Alvinegro.
Vale lembrar que, desde o último dia 14, é obrigatório no Brasil que todo estádio com mais de 20 mil lugares de capacidade tenha biometria facial implementada. Caso o clube não consiga cumprir o prazo, estará sujeito a ser multado e ter o estádio interditado pelo poder público.
O próximo jogo do Corinthians como mandante será contra o Red Bull Bragantino, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, no dia 13 de julho, às 19h. Os ingressos para essa partida estarão disponíveis para compra apenas para os torcedores que tiverem a biometria facial cadastrada no programa Fiel Torcedor.
Tentativa do clube de suspender processo é rejeitada pelo Supremo, agravando problemas financeiros em meio a transfer ban e dívidas internacionais
30 Ago 2025 | 18:00 |
O Corinthians sofreu mais um revés fora de campo ao ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pagar mais de R$ 8 milhões ao atacante Gustavo Mosquito, referente à rescisão contratual. A decisão foi tomada no plenário virtual da 1ª Turma e teve placar de 4 a 0, encerrando todas as chances do clube de reverter o processo.
O voto de destaque veio do ministro Alexandre de Moraes, conhecido torcedor corintiano, que acompanhou o relator Cristiano Zanin, assim como os ministros Cármen Lúcia e Flávio Dino, contrariando os interesses do Timão. O STF rejeitou os argumentos do departamento jurídico alvinegro e manteve a condenação.
O imbróglio começou em julho de 2024, quando Mosquito entrou com ação na Justiça do Trabalho alegando atrasos recorrentes no FGTS e no pagamento de direitos de imagem. Após recurso do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, a quebra contratual foi reconhecida, incluindo salários, 13º e férias proporcionais que não haviam sido pagos até o fim do contrato, previsto para junho de 2026.
O Corinthians ainda tentou suspender o processo no STF, argumentando que Mosquito recebia parte de seus vencimentos via empresa própria e que o caso deveria se enquadrar na discussão sobre pejotização. O relator Cristiano Zanin, entretanto, descartou essa interpretação, classificando a tentativa como um uso inadequado do recurso.
Atualmente com 27 anos, Mosquito soma 176 jogos e 18 gols pelo Corinthians e tenta reerguer a carreira no Júbilo Iwata, do Japão, após passagem pelo Vitória. Enquanto isso, o Timão enfrenta mais uma dificuldade financeira em uma temporada já conturbada, somando-se ao desafio de resolver o transfer ban por conta da dívida com o Santos Laguna, do México.
Com déficit no clube social e esportes amadores, Timão encerra 1º trimestre em crise e busca revisão orçamentária para conter perdas
30 Ago 2025 | 12:50 |
O Corinthians vive um momento delicado em suas finanças. O endividamento do clube alcançou a marca de R$ 2,6 bilhões ao final do primeiro trimestre de 2025, segundo relatório da Laspro Consultores, administradora judicial responsável pelo Regime Centralizado de Execuções (RCE). O documento, anexado ao processo que aguarda homologação na Justiça, apresenta os dados oficiais mais recentes sobre a situação econômica do Timão, uma vez que a diretoria não divulga balancetes desde fevereiro.
De acordo com o relatório, o clube encerrou o primeiro trimestre com déficit de R$ 16,4 milhões. O levantamento mostra que o departamento de futebol conseguiu se manter com saldo positivo de R$ 15,5 milhões até março. No entanto, os esportes amadores e o clube social representaram um grande impacto negativo, acumulando déficit de R$ 31,9 milhões no período.
Os consultores destacam que o Índice de Endividamento Geral do Corinthians atingiu 120%. Isso significa que o montante das dívidas supera em 20% o total de ativos disponíveis, como bens, direitos e recebíveis. O cenário é classificado como “insatisfatório” pelos administradores, já que a condição ideal seria que as dívidas não ultrapassassem os ativos.
Em meio à crise, a diretoria corintiana promete finalizar em breve o balancete do primeiro semestre de 2025. O documento trará um panorama mais atualizado da situação financeira e deve embasar decisões estratégicas para tentar equilibrar as contas. Além disso, o clube prepara uma revisão orçamentária que será submetida ao Conselho Deliberativo para aprovação.
A diretoria alega que a demora na publicação dos números foi consequência da troca de gestão, após o impeachment do ex-presidente Augusto Melo. Agora, a nova administração busca reorganizar as finanças e apresentar soluções diante de um dos cenários mais graves da história econômica do clube.
Neo Química mantém prioridade de renovação, mas risco de rompimento cresce com ofertas de concorrentes, incluindo uma casa de apostas disposta
29 Ago 2025 | 09:00 |
O Corinthians iniciou conversas para renegociar os naming rights de sua arena, atualmente chamada Neo Química Arena. A diretoria projeta arrecadar cerca de R$ 700 milhões em um novo contrato, válido por dez anos, o que garantiria ao clube uma receita anual de aproximadamente R$ 70 milhões. O valor seria mais que o dobro do atual acordo com a Hypera Pharma, assinado em 2020 e avaliado em R$ 300 milhões no total.
De acordo com a apuração do UOL Esporte, três empresas já demonstraram interesse, entre elas uma casa de apostas, que se mostrou disposta a atender ao valor pretendido pelo Timão. O movimento reforça a entrada massiva desse setor no futebol brasileiro, principalmente em patrocínios e acordos de grande visibilidade.
Apesar das sondagens, a Neo Química mantém prioridade nas negociações. Pelo contrato vigente, a farmacêutica pode cobrir qualquer proposta feita por concorrentes e garantir a continuidade do vínculo. Essa cláusula fortalece a posição da atual parceira do clube, que investiu na arena em 2020 com a previsão de validade do contrato até 2040.
Caso o Corinthians opte por encerrar o acordo antes do prazo, terá de arcar com uma multa rescisória que varia entre R$ 50 milhões e R$ 70 milhões. Ainda assim, a diretoria acredita que a possibilidade de ampliar a receita compensa a reavaliação do contrato, em um momento em que o clube busca novas fontes de renda para equilibrar suas finanças.
A expectativa é de que as tratativas avancem ao longo de 2025, abrindo espaço para uma redefinição no nome do estádio já a partir da temporada de 2026. O desfecho dependerá tanto da postura da Neo Química em igualar as ofertas quanto da força da concorrência interessada em associar sua marca à casa do Timão.
Presidente do Corinthians detalha negociação para fim do transfer ban e aponta dívida ainda maior
26 Ago 2025 | 14:16