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30 Mai 2025 | 13:18 |
A oposição do Corinthians, pelo menos uma parte dela, entende que o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, teria infringido o estatuto do clube. A apuração feita pela Itatiaia relata que a convocação da Assembleia, deveria ter ocorrido cinco dias após o afastamento de Augusto Melo.
O motivo que os conselheiros comentam, é que assim evitaria uma insegurança política e jurídica dentro do clube paulista. Eles têm como base, o inciso h do artigo 107 do Corinthians:
‘Caso a Destituição seja aprovada pelo CD, deverá ser convocada em até 5 dias a Assembleia Geral de associados para, em última instância, votar a Destituição, ficando o processado afastado cautelarmente desde logo do exercício de suas funções até a proclamação do resultado final da Assembleia Geral.’
No entanto, por sua vez, Romeu Tuma Júnior afirma que o estatuto do Corinthians diz que a convocação seja em até cinco dias, mas não obrigatoriamente nesse prazo. A convocação para a reunião pode acontecer nesta sexta (30) ou sábado (31).
Dentre as alegações, a oposição diz que o cargo de presidente só fica disponível para outra pessoa após a Assembleia ter sido realizada. Por conta disso, existe alguns questionamentos em relação à legitimidade de Osmar Stabile, como o atual presidente interino do clube.
Eles argumentos que se Augusto Melo retornar como presidente, haveria instabilidade tanto política quanto administrativa porque os antigos diretores demitidos, seriam readmitidos.
‘Vagando-se o cargo de Presidente, por morte, renúncia ou cassação de mandato, assumirá o 1° Vice-Presidente da Diretoria ou, na sua ausência, o 2° Vice-presidente da Diretoria, devendo ser convocado o CD para eleição de novo Presidente até o término do mandato, salvo se faltar menos de seis meses para findar-se o referido mandato.
§1°: Ocorrendo a vacância do cargo de Presidente da Diretoria, os Diretores, os Diretores Adjuntos, e o Secretário Geral, serão considerados demissionários.’
Devido a toda essa situação, os conselheiros pretendem enviar um ofício para a Comissão de Ética e buscam explicações de Romeu Tuma Júnior.
Nomes que estavam desde outubro à frente de projeto do clube do Parque São Jorge optaram em sair da instituição obrigando presidente a reestruturar comitê
02 Mai 2026 | 17:08 |
Dois coordenadores do Comitê de Reestruturação do Corinthians, André Recoder e Gabriel Diniz Abrão, deixaram seus cargos por insatisfação com a gestão do presidente Osmar Stabile. A saída ocorreu após divergências sobre medidas financeiras e desalinhamento com a diretoria.
O comitê havia sido criado em outubro de 2025 para auxiliar na reestruturação financeira e no planejamento estratégico do clube. A ideia era implementar cortes de custos e buscar aumento de receitas com base em análises técnicas de mercado. No entanto, os coordenadores entenderam que as decisões vinham sendo conduzidas com viés político e populista, sem aplicação prática das recomendações apresentadas.
Logo nas primeiras semanas de trabalho, André e Gabriel elaboraram um relatório que sugeria medidas drásticas, como redução significativa da folha salarial e venda de jogadores para equilibrar as contas. O documento não foi colocado em prática, e a insatisfação cresceu diante da falta de ações concretas. Atualmente, o departamento de futebol do Corinthians possui uma folha de aproximadamente R$ 38 milhões mensais, incluindo atletas e funcionários.
A saída dos coordenadores aconteceu antes da votação do balanço financeiro de 2025, que registrou déficit de R$ 143,4 milhões. A preocupação maior era com os números de 2026, já que o orçamento previa superávit de R$ 12 milhões, mas o primeiro bimestre terminou com déficit de R$ 93,6 milhões. Além de André Recoder e Gabriel Diniz Abrão, outros membros do comitê, como Carlos Roberto de Mello e Heleno Haddad Maluf, também se desligaram.
O Corinthians informou ao GE que Osmar Stabile pretende reestruturar o comitê com novos nomes, mantendo o objetivo de auxiliar a diretoria financeira na busca por soluções para reduzir despesas e aumentar receitas.
Diretoria do Time do Povo entende que valores estão acima da possibilidade do clube paulista que possui dívida bilionária para ser quitada
02 Mai 2026 | 16:27 |
O Corinthians iniciou um processo de corte de gastos com o objetivo de reduzir a folha salarial mensal, que atualmente gira em torno de R$ 38 milhões, para menos de R$ 30 milhões. A medida faz parte de um plano estratégico da diretoria comandada por Omar Stabile, que busca equilibrar as finanças do clube e garantir maior sustentabilidade a longo prazo.
O presidente do Corinthians determinou que o ajuste não se limite apenas ao elenco profissional, mas também alcance setores internos considerados estratégicos. A meta é encerrar o ano de 2026 com despesas salariais controladas, evitando que os custos comprometam o futuro financeiro da instituição. Nesse contexto, jogadores com vencimentos elevados podem ser negociados, e novas contratações serão avaliadas com cautela para não aumentar os gastos.
Marcelo Paz, diretor executivo de futebol, foi orientado a priorizar reforços que não impactem significativamente a folha. Além disso, há uma valorização maior dos atletas formados nas categorias de base, que devem ganhar espaço no elenco principal como forma de reduzir despesas e manter competitividade.
Outro ponto do plano é a renegociação de contratos, com ajustes salariais e revisão de cláusulas para diminuir o impacto financeiro. Empresas parceiras também podem ser envolvidas em acordos comerciais que ajudem a aliviar parte dos custos com jogadores.
Apesar da necessidade de cortes, existe preocupação interna de que áreas como scout e núcleo de saúde e performance sofram impacto. Esses departamentos são considerados fundamentais para identificar talentos e garantir a condição física dos atletas, e qualquer redução pode afetar diretamente o rendimento da equipe.
Clube do Parque São Jorge gastou mais do que arrecadou nesse ano e isso tem impactado na saúde financeira da instituição que tem dívidas em quase três bilhões
01 Mai 2026 | 15:16 |
O Corinthians iniciou o ano de 2026 com déficit significativo em suas contas. De acordo com o balanço financeiro divulgado pelo clube, o resultado negativo no primeiro bimestre chegou a quase R$ 100 milhões (R$ 93,667 milhões). O relatório mostra que as despesas superaram as receitas, refletindo os desafios econômicos enfrentados pela gestão alvinegra.
Entre janeiro e fevereiro, o Corinthians registrou arrecadação de aproximadamente R$ 152 milhões, enquanto os gastos ultrapassaram R$ 250 milhões. O principal fator para o desequilíbrio foi o aumento das despesas operacionais, incluindo folha salarial, encargos trabalhistas e custos administrativos. Além disso, o clube teve impacto com juros e amortizações de dívidas, que seguem pesando no orçamento.
O documento também detalha que as receitas de bilheteria e programas de sócio-torcedor não foram suficientes para equilibrar as contas, mesmo com a boa presença da torcida nos jogos da Libertadores e do Campeonato Paulista. Patrocínios e direitos de transmissão continuam sendo fontes importantes de receita, mas ainda não compensam o volume de despesas acumuladas.
A diretoria destacou que parte do déficit está relacionada a investimentos feitos para reforçar o elenco e manter competitividade nas principais competições da temporada. O clube aposta que a continuidade na Libertadores e o desempenho no Campeonato Brasileiro possam gerar aumento de arrecadação nos próximos meses, ajudando a reduzir o impacto negativo.
O Corinthians divulgou que fará revisão do orçamento em meados de 2026, conforme previsto no estatuto. O planejamento aprovado pelo Conselho Deliberativo no fim do ano passado projetava superávit de R$ 12 milhões. Já o balanço de 2025 foi aprovado na última semana, mesmo registrando déficit de R$ 143,4 milhões e apontamentos de auditoria independente, Conselho Fiscal e Cori.