Clube
14 Fev 2026 | 15:56 |
O Corinthians informou ao Regime de Centralização de Execuções (RCE) que pode ter uma perda superior a R$ 30 milhões em ação movida pela Sports Agency Marketing (SMA), empresa de Carla Dualib, neta do ex-presidente Alberto Dualib. O processo está relacionado a contratos de patrocínio firmados entre 2003 e 2006, período em que o clube mantinha parceria com a MSI, do empresário Kia Joorabchian.
De acordo com os documentos apresentados, o valor considerado como “perda provável” é de R$ 31.984.075,79, resultado de condenações já estabelecidas em instâncias anteriores. O caso envolve comissões e repasses que, segundo a acusação, não foram devidamente quitados pelo clube durante a gestão de Alberto Dualib.
Segundo a neta do ex-Corinthians, o descumprimento do acordo engloba remunerações referentes à antigos patrocinadores como Samsung, Nike e outros. No entanto, se forem incluídos juros com correção monetária, a quantia poderia ultrapassar os R$ 200 milhões.
O contrato com a empresa de Carla Dualib foi alvo de polêmicas na época e considerado um dos símbolos da crise administrativa vivida pelo Corinthians no início dos anos 2000. A parceria com a MSI trouxe jogadores de renome internacional, mas também gerou dívidas e processos que ainda impactam as finanças do clube duas décadas depois.
O processo segue na Justiça desde 2009 e está parado atualmente após o Corinthians ser contra um julgamento remoto. Em janeiro, foram trocados os relatores e até então, nenhuma data prevista para a audiência. Essa é mais uma das dívidas em que o Timão está devendo.
A estimativa é de que cerca de R$ 700 milhões serão pagos decorrentes de ‘perdas ‘prováveis’ por cobranças feitas ao longo dos anos. Recentemente, Osmar Stabile viajou para a Argentina tentar solucionar mais um problema e evitar outro transfer ban.
Clube do Parque São Jorge é cenário de investigação feita pelo Ministério Público que apura gestões anteriores de ex-presidentes e a procedência da instituição
30 Mar 2026 | 16:00 |
O Corinthians ainda não enviou ao Ministério Público de São Paulo todos os documentos solicitados sobre o uso de cartões corporativos em gestões anteriores. A informação foi divulgada pela Itatiaia, que detalhou quais itens permanecem pendentes e reforçou que o clube corre risco de responder por desobediência caso não cumpra a exigência.
• Relatórios da Ernst & Young da gestão de Augusto Melo;
• Ata da reunião que afastou Romeu Tuma Júnior da presidência do Conselho Deliberativo do Corinthians.
O Ministério Público abriu procedimento para apurar possíveis irregularidades no uso dos cartões corporativos do clube. As gestões de Andrés Sánchez, Duílio Monteiro Alves e o início da administração de Augusto Melo estão incluídas na investigação. O objetivo é verificar se houve utilização indevida dos recursos e falta de transparência nos registros financeiros.
O promotor Cássio Conserino compareceu ao Parque São Jorge para retirar documentos que serão investigados no processo. Ele pretende apurar as gestões de Duilio Monteiro Alves e Andrés Sanchez que estão sendo investigados pelos crimes de uso de cartões de crédito do clube e de apropriação indébita. O Corinthians havia entregado na última quarta (25), mais registros, no entanto ainda faltam alguns solicitados pelo MP.
Timão com briga interna
Além dos problemas que estão sendo analisados das administrações dos ex-presidentes, o alvinegro paulista vive sob tensão. Romeu Tuma Júnior não reconhece o seu afastamento e ainda acusa Osmar Stabile de ter mentido sobre sua atitude com o influenciador conhecido como Caveira. Além disso, ele pede que o Ministério Público abra investigação sobre o ocorrido.
Enquanto o Corinthians aparece nas páginas policiais, a diretoria busca recursos para pagar as dívidas originadas das negociações de Rodrigo Garro e Maycon. Talleres e Shakhat Donetsk, pedem os valores acordados anteriormente com o reajuste devido.
Clube verá equipe principal, da base, basquete e futsal disputando as suas partidas com um único objetivo: vencer para continuar sonhando com títulos
30 Mar 2026 | 13:06 |
O Corinthians retomou o calendário depois da pausa da Data Fifa e terá uma semana bastante movimentada, com nove compromissos envolvendo o time principal, as categorias de base e o futebol feminino. A sequência começa no dia 1º de abril e se estende até 9 de abril, marcando um período de grande intensidade para o clube.
O elenco profissional abre a maratona enfrentando o Fluminense no Maracanã, pelo Brasileirão, no dia 1º. Em seguida, recebe o Internacional na Neo Química Arena, no dia 5, e viaja para a Argentina, onde encara o Platense no dia 9, pela fase de grupos da Libertadores.
Esses três jogos são considerados fundamentais para o desempenho da equipe nas principais competições da temporada. As Brabas por outro lado, entram em campo na próxima sexta 03, contra o Red Bull Bragantino em duelo sem local definido.
As categorias de base também terão compromissos importantes. O Sub-20 enfrenta o Fortaleza no dia 01, pelo Campeonato Brasileiro. O futebol feminino completa a agenda com duas partidas pelo Brasileirão. No dia 02, o Corinthians viaja para encarar o Taubaté, e no dia 05 enfrenta o Tarumã em casa, na Fazendinha.
O Timão ainda terá compromissos no basquete pelo NBB. O primeiro será no dia 02 em casa contra o Rio Claro, fora de casa. A equipe de Fernando Malafaia busca recuperação na LNF e tem um clássico na segunda rodada da competição. Seu adversário será o Magnus no Ginásio Wlamir Marques na próxima sexta 03.
Com nove jogos em apenas uma semana, o clube precisa administrar bem o elenco e manter o ritmo competitivo em todas as frentes. A comissão técnica do time principal trabalha para ajustar a preparação dos atletas após a pausa, enquanto os departamentos de base e feminino seguem suas rotinas de competições.
Atual presidente do clube paulista, nome não agrada a todos e tem passado por momentos de divergências com alguns membros da diretoria
30 Mar 2026 | 11:49 |
AA possível candidatura de Osmar Stabile para a presidência do Corinthians em 2026 tem movimentado os bastidores do clube e gerado debates sobre a interpretação do estatuto. O dirigente assumiu o cargo em maio de 2025, após o impeachment de Augusto Melo, e venceu eleição indireta em agosto do mesmo ano, superando André Castro e Antonio Roque Citadini para concluir o mandato.
O estatuto do Corinthians, em seu artigo 103, proíbe reeleição consecutiva, mas abre exceção em casos de vacância quando o período de gestão é inferior a 18 meses. O ponto de discussão é justamente a data considerada como início do mandato de Stabile.
Para a oposição, o mandato começou em maio de 2025, quando Melo foi afastado, o que completaria 18 meses em novembro de 2026, impedindo a candidatura. Já a situação defende que o início válido é agosto de 2025, após a eleição indireta, o que permitiria a participação de Stabile na disputa marcada para dezembro de 2026.
Nos bastidores, grupos opositores articulam estratégias para impugnar a candidatura, enquanto aliados trabalham para viabilizar a interpretação favorável. A decisão caberá à Comissão Eleitoral, mas há consenso de que o caso deve ser levado à Justiça, independentemente do resultado interno.
Uma assembleia está marcada para 18 de abril, com possibilidade de votação de mudanças no estatuto, incluindo pontos que podem impactar diretamente a elegibilidade de Stabile. Caso seja aprovado, o atual presidente poderá se candidatar.
O atual presidente evita confirmar se será candidato e afirma estar focado em resolver dívidas e ajustar as contas do clube. No início março, declarou que abrir campanha eleitoral neste momento atrapalharia o Corinthians, reforçando que sua prioridade é a gestão administrativa.