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Ex-diretor do Corinthians apresentou projeto inspirado em time da NFL para Gaviões da Fiel

Proposta discutida com a Gaviões da Fiel prevê cotas para torcedores com direito a voto, colegiado no futebol e destinação da arrecadação para pagar dívidas

Fiel Manchete - Notícias Corinthians
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10 Jun 2025 | 16:52 |

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O ex-diretor jurídico do Corinthians, Vinicius Cascone, participou de uma reunião com o Conselho da Gaviões da Fiel nesta segunda-feira (9) para apresentar um modelo alternativo de gestão para o clube. O convite partiu do presidente da torcida organizada, Alexandre Domênico, o Alê, após uma conversa informal no dia do afastamento de Augusto Melo. A proposta busca discutir caminhos diferentes para a administração do futebol corintiano, num momento de incerteza institucional.


A ideia apresentada por Cascone é baseada no modelo de governança do Green Bay Packers, franquia da NFL, em que torcedores compram cotas e se tornam sócios com direito a voto. No caso do Corinthians, os cotistas não fariam parte da estrutura social tradicional do clube e não teriam acesso ao Parque São Jorge, mas sim a um núcleo exclusivo do futebol. O objetivo seria criar uma nova camada de sócios, responsáveis por decisões e fiscalização da diretoria do futebol.


Segundo o esboço apresentado, as cotas teriam valor aproximado de R$ 2 mil, com possibilidade de financiamento bancário. Caso 500 mil cotas fossem adquiridas, a arrecadação poderia atingir R$ 1 bilhão, com 10% destinado à sede social e o restante ao pagamento de dívidas do clube. O valor anual para manter a cota ativa seria de R$ 120,00. O plano segue os moldes do projeto “Doe Arena”, elaborado pela própria Gaviões em parceria com a Caixa Econômica para o pagamento da Neo Química Arena.


A gestão do futebol ficaria a cargo de um colegiado formado por 21 integrantes, dos quais dez seriam eleitos pelos cotistas e onze pelos sócios do clube. As chapas concorrentes entre os sócios teriam o número de cadeiras definido proporcionalmente ao número de votos recebidos, como ocorre na Câmara dos Deputados. Esse colegiado elegeria três nomes para compor o comitê gestor do futebol, sendo um deles responsável por decisões operacionais, com autonomia limitada pelo orçamento e pelas normas internas.

Além de poder votar, o torcedor que adquirisse a cota também teria direito a se candidatar a uma das vagas no colegiado. O presidente do clube continuaria existindo, mas com funções restritas à gestão social e institucional do Parque São Jorge. Ele não teria mais influência sobre o departamento de futebol, que passaria a ser administrado de forma independente, por meio do colegiado eleito. O projeto propõe ainda reuniões mensais e mecanismos de controle para fiscalizar os atos da diretoria do futebol.


A proposta está em estágio inicial e ainda precisa ser discutida em profundidade dentro do Conselho Deliberativo. A adesão da torcida é considerada essencial para que o modelo avance, especialmente em um momento de crise administrativa e financeira. Para Cascone e outros envolvidos, o clube precisa buscar novas alternativas diante do cenário atual, com foco em sustentabilidade e participação direta da torcida no processo de decisão.


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Coordenadores do Corinthians deixam cargo – Saiba o motivo

Nomes que estavam desde outubro à frente de projeto do clube do Parque São Jorge optaram em sair da instituição obrigando presidente a reestruturar comitê

Alvinegro paulista vê coordenadores deixando os seus cargos na instituição e novos nomes devem substituí-los - Foto: Agência Corinthians
Alvinegro paulista vê coordenadores deixando os seus cargos na instituição e novos nomes devem substituí-los - Foto: Agência Corinthians

02 Mai 2026 | 17:08 |

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Dois coordenadores do Comitê de Reestruturação do Corinthians, André Recoder e Gabriel Diniz Abrão, deixaram seus cargos por insatisfação com a gestão do presidente Osmar Stabile. A saída ocorreu após divergências sobre medidas financeiras e desalinhamento com a diretoria.


Objetivo era reduzir gastos no Corinthians


O comitê havia sido criado em outubro de 2025 para auxiliar na reestruturação financeira e no planejamento estratégico do clube. A ideia era implementar cortes de custos e buscar aumento de receitas com base em análises técnicas de mercado. No entanto, os coordenadores entenderam que as decisões vinham sendo conduzidas com viés político e populista, sem aplicação prática das recomendações apresentadas.


Coordenadores perceberam que sugestões não foram acatadas

Logo nas primeiras semanas de trabalho, André e Gabriel elaboraram um relatório que sugeria medidas drásticas, como redução significativa da folha salarial e venda de jogadores para equilibrar as contas. O documento não foi colocado em prática, e a insatisfação cresceu diante da falta de ações concretas. Atualmente, o departamento de futebol do Corinthians possui uma folha de aproximadamente R$ 38 milhões mensais, incluindo atletas e funcionários.


Timão no vermelho

A saída dos coordenadores aconteceu antes da votação do balanço financeiro de 2025, que registrou déficit de R$ 143,4 milhões. A preocupação maior era com os números de 2026, já que o orçamento previa superávit de R$ 12 milhões, mas o primeiro bimestre terminou com déficit de R$ 93,6 milhões. Além de André Recoder e Gabriel Diniz Abrão, outros membros do comitê, como Carlos Roberto de Mello e Heleno Haddad Maluf, também se desligaram.

O Corinthians informou ao GE que Osmar Stabile pretende reestruturar o comitê com novos nomes, mantendo o objetivo de auxiliar a diretoria financeira na busca por soluções para reduzir despesas e aumentar receitas.


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Corinthians avalia corte de gastos – Entenda

Diretoria do Time do Povo entende que valores estão acima da possibilidade do clube paulista que possui dívida bilionária para ser quitada

Presidente do Corinthians, Osmar Stabile analisa em quais áreas do clube possa fazer redução de gastos - Foto: Reprodução
Presidente do Corinthians, Osmar Stabile analisa em quais áreas do clube possa fazer redução de gastos - Foto: Reprodução

02 Mai 2026 | 16:27 |

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O Corinthians iniciou um processo de corte de gastos com o objetivo de reduzir a folha salarial mensal, que atualmente gira em torno de R$ 38 milhões, para menos de R$ 30 milhões. A medida faz parte de um plano estratégico da diretoria comandada por Omar Stabile, que busca equilibrar as finanças do clube e garantir maior sustentabilidade a longo prazo.


Cortes deverão acontecer em vários setores


O presidente do Corinthians determinou que o ajuste não se limite apenas ao elenco profissional, mas também alcance setores internos considerados estratégicos. A meta é encerrar o ano de 2026 com despesas salariais controladas, evitando que os custos comprometam o futuro financeiro da instituição. Nesse contexto, jogadores com vencimentos elevados podem ser negociados, e novas contratações serão avaliadas com cautela para não aumentar os gastos.


Corinthians vai contratar jogadores que não gerem altos custos

Marcelo Paz, diretor executivo de futebol, foi orientado a priorizar reforços que não impactem significativamente a folha. Além disso, há uma valorização maior dos atletas formados nas categorias de base, que devem ganhar espaço no elenco principal como forma de reduzir despesas e manter competitividade.


Timão analisa alternativas

Outro ponto do plano é a renegociação de contratos, com ajustes salariais e revisão de cláusulas para diminuir o impacto financeiro. Empresas parceiras também podem ser envolvidas em acordos comerciais que ajudem a aliviar parte dos custos com jogadores.

Preocupação para não interferir em áreas sensíveis do clube

Apesar da necessidade de cortes, existe preocupação interna de que áreas como scout e núcleo de saúde e performance sofram impacto. Esses departamentos são considerados fundamentais para identificar talentos e garantir a condição física dos atletas, e qualquer redução pode afetar diretamente o rendimento da equipe.


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Corinthians apresenta déficit milionário em 2026

Clube do Parque São Jorge gastou mais do que arrecadou nesse ano e isso tem impactado na saúde financeira da instituição que tem dívidas em quase três bilhões

Documento aponta em déficit milionário nos primeiros dois meses do alvinegro paulista - Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Documento aponta em déficit milionário nos primeiros dois meses do alvinegro paulista - Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

01 Mai 2026 | 15:16 |

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O Corinthians iniciou o ano de 2026 com déficit significativo em suas contas. De acordo com o balanço financeiro divulgado pelo clube, o resultado negativo no primeiro bimestre chegou a quase R$ 100 milhões (R$ 93,667 milhões). O relatório mostra que as despesas superaram as receitas, refletindo os desafios econômicos enfrentados pela gestão alvinegra.


Entre janeiro e fevereiro, o Corinthians registrou arrecadação de aproximadamente R$ 152 milhões, enquanto os gastos ultrapassaram R$ 250 milhões. O principal fator para o desequilíbrio foi o aumento das despesas operacionais, incluindo folha salarial, encargos trabalhistas e custos administrativos. Além disso, o clube teve impacto com juros e amortizações de dívidas, que seguem pesando no orçamento.


Corinthians está com dívidas acumuladas


O documento também detalha que as receitas de bilheteria e programas de sócio-torcedor não foram suficientes para equilibrar as contas, mesmo com a boa presença da torcida nos jogos da Libertadores e do Campeonato Paulista. Patrocínios e direitos de transmissão continuam sendo fontes importantes de receita, mas ainda não compensam o volume de despesas acumuladas.

A diretoria destacou que parte do déficit está relacionada a investimentos feitos para reforçar o elenco e manter competitividade nas principais competições da temporada. O clube aposta que a continuidade na Libertadores e o desempenho no Campeonato Brasileiro possam gerar aumento de arrecadação nos próximos meses, ajudando a reduzir o impacto negativo.


Revisão sobre as contas ainda nesse ano

O Corinthians divulgou que fará revisão do orçamento em meados de 2026, conforme previsto no estatuto. O planejamento aprovado pelo Conselho Deliberativo no fim do ano passado projetava superávit de R$ 12 milhões. Já o balanço de 2025 foi aprovado na última semana, mesmo registrando déficit de R$ 143,4 milhões e apontamentos de auditoria independente, Conselho Fiscal e Cori.


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