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13 Mai 2026 | 14:27 |
O Ministério Público de São Paulo abriu investigação sobre uma suposta contratação irregular de empresa de segurança pelo Corinthians, cujo nome seria Mega Assessoria e teria como dono, um funcionário do clube, Fernando José da Silva. Atualmente, ele é gerente operacional do clube social e do CT Joaquim Grava.
O caso envolve a prestação de serviços em jogos realizados na Neo Química Arena e em eventos ligados ao clube, com suspeitas de descumprimento de normas legais e possíveis favorecimentos em processos de contratação. No total, o Timão teria desembolsado R$ 676,6 mil para pagar a essa empresa.
De acordo com informações divulgadas pelo portal GE, a apuração busca esclarecer se houve irregularidades na escolha da empresa responsável pela segurança, incluindo possíveis vínculos com dirigentes e ausência de licitação adequada. O MP pretende analisar contratos, valores pagos e documentos internos para verificar se o clube seguiu os procedimentos exigidos pela legislação.
Ao que tudo indica, a Mega Assessoria não teria autorização da Polícia Federal para prestar serviços de segurança privada. Além disso, a exigência de uma assinatura de contrato formal não teria ocorrido entre as partes já na gestão do atual presidente, Osmar Stabile.
O promotor, Cássio Roberto Conserino aponta irregularidades como retorno do dinheiro sacado, notas fiscais frias e até o mesmo o endereço da empresa. Hoje ela estaria localizada em uma fachada de uma residência comum em São Paulo.
A investigação ocorre em um momento delicado para o Corinthians, que já enfrenta dificuldades financeiras e busca reorganizar suas contas por meio do Regime Centralizado de Execuções (RCE). A possibilidade de novas pendências jurídicas preocupa, já que pode gerar bloqueios de receitas ou comprometer acordos em andamento.
Diretoria do Parque São Jorge tenta diminuir valores milionário em que a instituição precisa quitar, no entanto, pendências não param de crescer
13 Mai 2026 | 11:56 |
O Corinthians iniciou o pagamento do Regime Centralizado de Execuções (RCE), mecanismo criado para organizar dívidas trabalhistas e cíveis de clubes brasileiros. Apesar do avanço, o valor total devido pelo Timão subiu para R$ 2,249 milhões, segundo dados atualizados divulgados nesta semana. O montante engloba compromissos com credores diversos e reforça o tamanho do desafio financeiro enfrentado pela diretoria.
O RCE funciona como uma espécie de recuperação judicial, permitindo que o clube concentre suas dívidas em um único processo e realize pagamentos mensais de acordo com a arrecadação. No caso do Corinthians, o percentual estabelecido é de até 6% das receitas correntes, o que garante fluxo contínuo para reduzir gradualmente o passivo. O primeiro depósito já foi efetuado, representando um marco importante na tentativa de reorganização financeira.
Entre os maiores credores estão bancos, fornecedores e ex-jogadores que acionaram a Justiça por valores não pagos. O levantamento mostra que instituições financeiras concentram parte significativa da dívida, enquanto ações trabalhistas também representam parcela relevante. A transparência do processo permite que todos os credores acompanhem os pagamentos e a evolução do saldo devedor.
O Corinthians se prontificou em quitar essa dívida nos próximos 10 anos com o objetivo de se livrar dos diversos bloqueios existentes em suas contas bancárias. O não pagamento, originou no bloqueio delas. Livre das quantias, o Timão poderá focar em sua reestruturação financeira que atualmente conta com R$ 2,7 bilhões em pendências.
Em meio a tantas contas para pagar, mais uma que pode gerar um novo transfer ban. O New York City, clube que pertence ao Grupo City cobra R$ 12 milhões ao alvinegro paulista. O motivo é o não pagamento do empréstimo e da não opção de compra de Talles Magno, que já retornou ao Estados Unidos.
Clube paulista ainda não realizou os pagamentos para nomes importantes do Timão que aguardam que a situação seja resolvida o quanto antes pela diretoria
08 Mai 2026 | 17:45 |
O Corinthians enfrenta um momento delicado fora de campo com o atraso no pagamento dos salários do elenco profissional e da comissão técnica. A situação foi confirmada nesta sexta-feira pelo jornalista Fábio Lázaro, do UOL Esporte e envolve vencimentos referentes ao mês de abril, que ainda não foram quitados.
A diretoria reconhece o problema e trabalha para regularizar os valores na segunda-feira (11). O clube passa por dificuldades financeiras, agravadas por compromissos acumulados como RCE, CNRD e da Fazenda Nacional. Além disso, o Time do Povo passa pela necessidade de manter equilíbrio nas contas em meio a investimentos recentes no elenco. A diretoria optou em fazer o pagamento dos salários dos funcionários do alvinegro paulista.
Internamente, a situação gera preocupação, mas a comissão técnica busca manter o foco dos jogadores na preparação para os jogos decisivos. Fernando Diniz e sua equipe têm trabalhado intensamente no CT Joaquim Grava, com treinos voltados para transições rápidas e finalizações, visando corrigir problemas ofensivos apresentados nas últimas partidas.
O atraso salarial não é inédito no clube, que já enfrentou episódios semelhantes em temporadas anteriores. A diretoria reforça que está empenhada em resolver a questão e evitar que o problema se prolongue, preservando o ambiente interno e a confiança do grupo.
O Corinthians vive um mês de maio considerado decisivo, com compromissos pelo Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil. A estabilidade financeira e administrativa é vista como fundamental para que o elenco mantenha concentração total dentro de campo e traga os resultados desejados.
Filho do Terrão se machucou gravemente dentro de campo quando defendia o clube do Parque São Jorge nas categorias de base e com isso, pediu os seus direitos
07 Mai 2026 | 12:34 |
O Corinthians foi condenado pela Justiça do Trabalho a pagar mais de R$ 3 milhões (cerca de R$ 3,5 milhões) ao ex-lateral Daniel Marcos, que se aposentou precocemente aos 23 anos. A decisão foi publicada nesta semana e envolve valores referentes a direitos trabalhistas não quitados.
Daniel Marcos chegou ao Corinthians em 2018 para atuar nas categorias de base e chegou a disputar partidas pelo time sub-20. No entanto, machucou gravemente o seu joelho direito na partida contra o Grêmio e desde então, não conseguiu jogar em alto nível. Foi emprestado para equipes como Cianorte e Resende, mas encerrou a carreira cedo demais em 2025.

Daniel Marcos não conseguiu se recuperar da lesão em seu joelho - Foto: Agência Corinthians
Dois anos antes da lesão que obrigou a sua aposentadoria precoce, o ex-Corinthians tinha assinado um acordo profissional. O problema físico fez com que ele continuasse vinculado com o clube do Parque São Jorge até o fim de dezembro de 2024 recebendo R$ 17 mil mensais.
Daniel realizou a primeira intervenção ainda no Corinthians, no entanto, quando foi emprestado para o Cianorte, clube do Paraná, machucou novamente o mesmo joelho. O ex-jogador precisou recorrer à mesa de cirurgia em 2022 sob a responsabilidade do Timão.
A recuperação não foi fácil, segundo o seu advogado, Filipe Rino, as dores impediam que o seu cliente avançasse na transição. Em 2023, foi emprestado para o Ferroviário que entendeu que o lateral não teria condições de jogar e devolveu ao alvinegro 30 dias depois. Em junho do mesmo ano, mais uma cirurgia.
Já em março de 2024, o Corinthians resolveu rescindir o seu contrato pagando R$ 131 mil proveniente de verbas rescisórias. Daniel chegou a fazer acordo com o Resende, mas não conseguiu atuar e preferiu se aposentar.
Com a decisão na Justiça, a diretoria do Time do Povo foi procurada pelo GE que afirmou recorrer. A alegação é de que como a condenação aconteceu em primeira instância, o clube paulista pode tentar reverter a sua situação.