Clube
22 Mar 2025 | 21:00 |
As comissões de Justiça e Marketing do Conselho Deliberativo do Corinthians estão buscando uma reunião com os Gaviões da Fiel para apresentar os resultados de investigações sobre irregularidades no programa Fiel Torcedor, incluindo desvios de ingressos e práticas de cambismo.
Inicialmente, o presidente do Conselho Deliberativo dos Gaviões, Raimundo César Faustino, conhecido como Capá, solicitou o encontro para estabelecer um diálogo entre os conselheiros de ambas as entidades, visando abordar questões que afetam diretamente os torcedores, especialmente aqueles que frequentam o setor Norte da Neo Química Arena, área tradicionalmente ocupada pelas organizadas.
Em outubro de 2024, um relatório das comissões já havia destacado problemas no Fiel Torcedor, como a escassez de ingressos para setores específicos. Posteriormente, em dezembro, um ofício foi encaminhado à diretoria do clube solicitando esclarecimentos sobre denúncias de desvios de ingressos, aumento de cargas para camarotes e inclusão manual de não sócios na lista de compradores prioritários. Até o momento, não houve resposta oficial da diretoria.
Diante da ausência de respostas, as comissões do Conselho Deliberativo reforçam a importância de um diálogo transparente com os Gaviões da Fiel, buscando soluções conjuntas para as irregularidades apontadas e visando a integridade do programa Fiel Torcedor.
A expectativa é que a reunião seja agendada para os próximos dias, permitindo que as informações coletadas pelas comissões sejam compartilhadas e que medidas efetivas sejam discutidas para sanar os problemas identificados, garantindo assim a confiança dos torcedores no programa e na gestão do clube.
Ministério Público quer apurar para descobrir se gestão de Osmar Stabile teria cometido algum crime ao contratar organização que não teria autorização
13 Mai 2026 | 14:27 |
O Ministério Público de São Paulo abriu investigação sobre uma suposta contratação irregular de empresa de segurança pelo Corinthians, cujo nome seria Mega Assessoria e teria como dono, um funcionário do clube, Fernando José da Silva. Atualmente, ele é gerente operacional do clube social e do CT Joaquim Grava.
O caso envolve a prestação de serviços em jogos realizados na Neo Química Arena e em eventos ligados ao clube, com suspeitas de descumprimento de normas legais e possíveis favorecimentos em processos de contratação. No total, o Timão teria desembolsado R$ 676,6 mil para pagar a essa empresa.
De acordo com informações divulgadas pelo portal GE, a apuração busca esclarecer se houve irregularidades na escolha da empresa responsável pela segurança, incluindo possíveis vínculos com dirigentes e ausência de licitação adequada. O MP pretende analisar contratos, valores pagos e documentos internos para verificar se o clube seguiu os procedimentos exigidos pela legislação.
Ao que tudo indica, a Mega Assessoria não teria autorização da Polícia Federal para prestar serviços de segurança privada. Além disso, a exigência de uma assinatura de contrato formal não teria ocorrido entre as partes já na gestão do atual presidente, Osmar Stabile.
O promotor, Cássio Roberto Conserino aponta irregularidades como retorno do dinheiro sacado, notas fiscais frias e até o mesmo o endereço da empresa. Hoje ela estaria localizada em uma fachada de uma residência comum em São Paulo.
A investigação ocorre em um momento delicado para o Corinthians, que já enfrenta dificuldades financeiras e busca reorganizar suas contas por meio do Regime Centralizado de Execuções (RCE). A possibilidade de novas pendências jurídicas preocupa, já que pode gerar bloqueios de receitas ou comprometer acordos em andamento.
Diretoria do Parque São Jorge tenta diminuir valores milionário em que a instituição precisa quitar, no entanto, pendências não param de crescer
13 Mai 2026 | 11:56 |
O Corinthians iniciou o pagamento do Regime Centralizado de Execuções (RCE), mecanismo criado para organizar dívidas trabalhistas e cíveis de clubes brasileiros. Apesar do avanço, o valor total devido pelo Timão subiu para R$ 2,249 milhões, segundo dados atualizados divulgados nesta semana. O montante engloba compromissos com credores diversos e reforça o tamanho do desafio financeiro enfrentado pela diretoria.
O RCE funciona como uma espécie de recuperação judicial, permitindo que o clube concentre suas dívidas em um único processo e realize pagamentos mensais de acordo com a arrecadação. No caso do Corinthians, o percentual estabelecido é de até 6% das receitas correntes, o que garante fluxo contínuo para reduzir gradualmente o passivo. O primeiro depósito já foi efetuado, representando um marco importante na tentativa de reorganização financeira.
Entre os maiores credores estão bancos, fornecedores e ex-jogadores que acionaram a Justiça por valores não pagos. O levantamento mostra que instituições financeiras concentram parte significativa da dívida, enquanto ações trabalhistas também representam parcela relevante. A transparência do processo permite que todos os credores acompanhem os pagamentos e a evolução do saldo devedor.
O Corinthians se prontificou em quitar essa dívida nos próximos 10 anos com o objetivo de se livrar dos diversos bloqueios existentes em suas contas bancárias. O não pagamento, originou no bloqueio delas. Livre das quantias, o Timão poderá focar em sua reestruturação financeira que atualmente conta com R$ 2,7 bilhões em pendências.
Em meio a tantas contas para pagar, mais uma que pode gerar um novo transfer ban. O New York City, clube que pertence ao Grupo City cobra R$ 12 milhões ao alvinegro paulista. O motivo é o não pagamento do empréstimo e da não opção de compra de Talles Magno, que já retornou ao Estados Unidos.
Clube paulista ainda não realizou os pagamentos para nomes importantes do Timão que aguardam que a situação seja resolvida o quanto antes pela diretoria
08 Mai 2026 | 17:45 |
O Corinthians enfrenta um momento delicado fora de campo com o atraso no pagamento dos salários do elenco profissional e da comissão técnica. A situação foi confirmada nesta sexta-feira pelo jornalista Fábio Lázaro, do UOL Esporte e envolve vencimentos referentes ao mês de abril, que ainda não foram quitados.
A diretoria reconhece o problema e trabalha para regularizar os valores na segunda-feira (11). O clube passa por dificuldades financeiras, agravadas por compromissos acumulados como RCE, CNRD e da Fazenda Nacional. Além disso, o Time do Povo passa pela necessidade de manter equilíbrio nas contas em meio a investimentos recentes no elenco. A diretoria optou em fazer o pagamento dos salários dos funcionários do alvinegro paulista.
Internamente, a situação gera preocupação, mas a comissão técnica busca manter o foco dos jogadores na preparação para os jogos decisivos. Fernando Diniz e sua equipe têm trabalhado intensamente no CT Joaquim Grava, com treinos voltados para transições rápidas e finalizações, visando corrigir problemas ofensivos apresentados nas últimas partidas.
O atraso salarial não é inédito no clube, que já enfrentou episódios semelhantes em temporadas anteriores. A diretoria reforça que está empenhada em resolver a questão e evitar que o problema se prolongue, preservando o ambiente interno e a confiança do grupo.
O Corinthians vive um mês de maio considerado decisivo, com compromissos pelo Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil. A estabilidade financeira e administrativa é vista como fundamental para que o elenco mantenha concentração total dentro de campo e traga os resultados desejados.