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07 Jun 2025 | 15:12 |
A gestão de Augusto Melo à frente do Timão foi marcada por uma série de contratações que chamaram a atenção da diretoria interina do clube do Parque São Jorge. Desde o início de seu mandato, o presidente afastado trouxe mais de 400 novos funcionários, incluindo cerca de 90 sócios do Corinthians, além de aproximadamente 100 empresas prestadoras de serviço.
Alguns desses cargos não detalham quais funções específicas cada funcionário deveria realizar. Existe também os ‘colaboradores da presidência’, ao todo são seis pessoas que recebem mais de 22 mil reais por mês.
Apesar de ter prometido uma administração focada na redução de custos, os números mostram um aumento significativo nas despesas do clube paulista. Os gastos com pessoal, incluindo salários e encargos sociais, chegaram a R$ 428,6 milhões, um acréscimo de R$ 30 milhões em relação ao último ano da gestão anterior de Duilio Monteiro.
Entre os contratados, destaca-se Renato Bandeira de Melo, sócio do clube e aliado de Augusto, que ocupava um cargo no departamento de futebol, mas, segundo apurações, passava a maior parte do tempo nas quadras de bocha do Parque São Jorge. Seu salário girava em torno de R$ 17.110,00 por mês, e sua atuação no clube gerou questionamentos.
A reportagem da ‘Gazet Esportiva’ entrou em contato com Renato que afirmou ter sido funcionário do Corinthians, porém teve sua transferência para a sede social do clube. Ele ainda comentou que sobre o valor de seu salário ele preferia não comentar, mas que não seria essa quantia que foi revelada.
Com a saída de Augusto Melo, a nova gestão, liderada por Osmar Stabile e Armando Mendonça, iniciou um processo de revisão das contratações e busca entender o impacto dessas decisões no orçamento do Timão. A diretoria interina pretende enxugar despesas e avaliar a real necessidade dos funcionários e empresas contratadas. Recentemente, o presidente afastado que ainda está em processo de impeachment, se defendeu das diversas acusações feitas contra ele e ainda afirmou que deu um título paulista para o Corinthians, enaltecendo a sua gestão.
O presidente afastado defendeu suas contratações, alegando que todas foram feitas com base nas necessidades do momento, incluindo reforços para as equipes de basquete feminino e categorias de base. Segundo ele, a competência dos profissionais foi o critério principal, independentemente de serem sócios ou não.
O atual mandatário do Timão, está no cargo desde agosto do ano passado, quando entrou para substituir Augusto Melo, que sofreu impeachment
15 Abr 2026 | 15:10 |
A política do Corinthians pode esquentar cada vez mais nas próximas semanas, isso porque, segundo as informações do portal UOL Esporte, um grupo de conselheiros e sócios do clube alvinegro, está se movimentando para buscar o afastamento do presidente Osmar Stabile e um um pedido de instauração imediata do processo de impeachment foi protocolado.
Em documento de 15 páginas, assinado por Marcelo Kahan Mandel, Antônio Roque Citadini, Fernando Perino, Yun Ki Lee, Peterson Ruan Aiello do Couto Ramos, José Augusto Mendes, Alexandre Germano, Wilson Canhedo Jr. e Cyrillo Cavalheiro Neto, conselheiros e sócios do Corinthians querem o impeachment de Osmar Stabile.
Conselheiros do Corinthians querem saída de Osmar Stabile da presidência: "ignora requerimentos formais e legítimos."
O que diz parte do documento, que apresenta possíveis irregularidades de Osmar Stabile, em sua gestão no Corinthians. "Graves violações estatutárias e legais, em especial à Lei Geral do Esporte, praticadas que comprometem a imagem, o patrimônio e a credibilidade do Clube. Condutas do Presidente, conforme detalhadas neste pedido, demonstram uma gestão que se afastou dos princípios de legalidade, transparência e responsabilidade, essenciais para a administração de uma instituição do porte e da importância do Sport Club Corinthians Paulista."
Parte do documento ainda diz que: "A oneração do Parque São Jorge, um dos bens mais valiosos e simbólicos do Clube, foi realizada sem a observância das formalidades legais e estatutárias. Tal conduta não apenas desrespeita as normas internas, mas também expõe o patrimônio a riscos inaceitáveis, em desrespeito ao artigo 50 do Código Civil (Lei nº 10.406/2002), que trata da desconsideração da personalidade jurídica em casos de desvio de finalidade ou confusão patrimonial, e aos princípios da Lei Geral do Esporte."
"A não divulgação dos balanços do Sport Club Corinthians Paulista dentro do prazo legal estabelecido, que se estende até o último dia de março para o exercício encerrado em 31 de dezembro, constitui uma grave falha de gestão. Esta omissão viola diretamente os princípios de transparência e boa governança, impede a fiscalização pelos associados e conselheiros, e contraria o disposto no artigo 67, inciso VI, da Lei Geral do Esporte." Diz parte do documento, em relação a gestão de Osmar Stabile no Corinthians.
Em nota oficial publicada na noite desta segunda-feira (13), o presidente fez esquentar ainda mais o clima político dentro do Parque São Jorge
13 Abr 2026 | 21:00 |
Na noite desta segunda-feira (13), o presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Romeu Tuma Júnior, divulgou uma nota oficial, comunicando que está se licenciando das funções do cargo e aproveitou para fazer ataques públicos ao mandatário do clube alvinegro, Osmar Stabile, com quem se desentendendo há algumas semanas, desde a reunião que tratou entre outros assuntos, da reforma estatutária.
Romeu Tuma Júnior foi motivado a deixar o cargo de presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, por conta de uma liminar da Justiça, que suspendeu a votação da reforma estatutária, que aconteceria no próximo sábado (18), na sede social do clube, no Ginásio Wlamir Marques.
Romeu Tuma Júnior pede licença da presidência do Conselho e ataca mandatário do Corinthians: "a ação, tem como única finalidade impedir, a manifestação dos associados."
Romeu Tuma Júnior, explica os motivos da licença da presidência do conselho Deliberativo do Corinthians: "Nos últimos dias, ficou evidente a construção de uma operação política destinada a bloquear a vontade dos associados. A minha presença na presidência do Conselho passou a ser usada pelo presidente da Diretoria, Osmar Stabile, como argumento para inviabilizar a votação da reforma no dia 18 de abril (sábado próximo)."
Disse ainda Romeu Tuma Júnior: "Sua mais recente manobra, a ação que veio a público na manhã de hoje - e que, aliás, foi deliberadamente protocolada em sigilo, mesmo que sem qualquer fundamentação que o justifique -, tem como única finalidade impedir, exatamente, a manifestação dos associados."
Romeu Tuma Júnior provocou ainda o presidente do Corinthians, Osmar Stabile: "Stabile se utiliza de terceiro para propor a ação, porque tem medo de ser julgado exatamente pelo que é: um traidor. Um traidor de cada voto que recebeu. Um traidor de cada corinthiano que acreditou no seu caráter. Um traidor de quem quer um Corinthians democrático – valor que, por sua vez, nos define como instituição."
"Não serei instrumento dessa manobra, tampouco permitirei a continuidade dos atos ilegais de constrangimento e assédio a funcionários e funcionárias que realmente trabalham pelo e para o Corinthians, ao contrário dessa gente autoritária e golpista. Dou este passo para remover da frente qualquer desculpa fabricada em nome de uma disputa de poder que nunca foi sobre a minha pessoa, mas sempre sobre o medo de submeter o futuro do Corinthians à decisão livre da sua base associativa." Finalizou Romeu Tuma Júnior.
Clube do Parque São Jorge se encontra com uma dívida de quase três bilhões e dívidas a serem pagas de forma urgente para que não sofra novas punições
13 Abr 2026 | 15:37 |
O Corinthians identificou uma inconsistência de quase R$ 300 mil (R$ 294 mil) em seu caixa durante uma auditoria interna conduzida pela atual gestão. O levantamento apontou divergências entre os valores registrados nos controles contábeis e o montante efetivamente disponível, o que levou o clube a aprofundar a investigação para esclarecer a origem da diferença. O período que apontou essa diferença corresponde entre 17 de janeiro a 11 de julho de 2025, gestão de Augusto Melo.
Segundo informações divulgadas, a auditoria faz parte de um processo mais amplo de revisão financeira iniciado pela diretoria, com o objetivo de reforçar a transparência e corrigir falhas administrativas. A diferença encontrada foi considerada significativa, exigindo análise detalhada para identificar se houve erro de lançamento, falha de gestão ou possível irregularidade.
O clube informou que seguirá acompanhando o caso de perto e que medidas administrativas e jurídicas poderão ser adotadas caso sejam confirmadas irregularidades. A auditoria interna também busca fortalecer a credibilidade institucional e garantir maior controle sobre as finanças, em um momento de reestruturação administrativa.
Em meia a mais essa questão para ser resolvida, as contas do Corinthians do ano anterior precisarão passar por uma análise no Cori (Conselho de Orientação) e também pelo CD (Conselho Deliberativo). Se não forem aprovadas sanções podem ser tomadas como impeachment, inelegibilidade e afastamento imediato.
O Timão tem contas parceladas que vencem nesse mês de abril. O acordo do Regime Centralizador de Execuções (RCE) que em 2026 terá 4% das receitas totais destinada são pagamento. Até o dia 17 de abril, ainda tem a parcela trimestral de outro acordo, que é com a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) em quase oito milhões. Se não quitar essa última pendência, poderá sofrer um novo transfer ban.