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13 Jul 2025 | 13:00 |
A denúncia do Ministério Público de São Paulo contra Augusto Melo, presidente afastado do Corinthians, ganhou novos contornos após um parecer técnico elaborado pelo ex-delegado da Polícia Federal Anderson Souza Daura. O documento aponta falhas graves na condução da investigação e questiona a legalidade das provas utilizadas para fundamentar o indiciamento do dirigente no caso VaideBet.
Segundo Daura, diversos relatórios de inteligência financeira foram solicitados ao COAF sem autorização judicial, o que contraria a jurisprudência vigente e fere o direito à privacidade. Essa prática, considerada irregular, comprometeria a validade dos documentos que embasaram o relatório final da Polícia Civil. Além disso, o parecer destaca que os elementos apresentados não configuram furto qualificado, como alegado, mas poderiam, no máximo, ser enquadrados como estelionato, cuja punição depende de representação das vítimas, já fora do prazo legal.
Outro ponto levantado é a ausência de prejuízo direto aos supostos intermediários envolvidos, que declararam não ter interesse em medidas judiciais. Isso reforça a tese de que não houve dolo ou abuso de confiança por parte de Melo, como sustentado pelo MP. A defesa do presidente corintiano também critica a denúncia por falta de clareza e cronologia, dificultando o exercício pleno do contraditório.
O advogado de Augusto Melo, José Eduardo Cardozo, em entrevista já havia comentado que existia pontos dentro do inquérito dos quais em sua opinião, eram contraditórios. Além disso, o presidente afastado do alvinegro pediu a quebra de sigilo no caso por alegar não dever nada a ninguém.
A repercussão do caso tem sido intensa, especialmente entre torcedores e conselheiros do clube. Nas redes sociais, a Gaviões da Fiel e outros grupos organizados manifestaram indignação com o que consideram uma tentativa de criminalização sem provas concretas. A associação do nome de Melo ao crime organizado, por meio de supostos vínculos com o PCC, também é vista como uma manobra midiática para gerar comoção pública.
Com o parecer técnico em mãos, a defesa de Augusto Melo pretende contestar a denúncia e solicitar o arquivamento do processo. A decisão agora está nas mãos da Justiça, que deverá avaliar se os indícios apresentados são suficientes para transformar o dirigente em réu. Enquanto isso, o Corinthians segue em meio a turbulências políticas e jurídicas que colocam em xeque sua estabilidade institucional.
Ex-mandatário do clube do Parque São Jorge saiu do quadro associativo da instituição na última segunda (25), após votação do Conselho Deliberativo
27 Mai 2026 | 15:00 |
A defesa de Andrés Sanchez apresentou contestação à decisão do Conselho Deliberativo do Corinthians que culminou em sua expulsão do quadro associativo. O processo foi aprovado em sessão realizada no Parque São Jorge, com 112 votos favoráveis, 49 contrários e seis abstenções.
A medida teve como base o uso indevido do cartão corporativo do clube durante sua gestão, entre agosto de 2018 e fevereiro de 2021, período em que foram identificadas despesas que somam R$ 480.169,60, valor corrigido com juros pelo Ministério Público de São Paulo.
Os advogados de Sanchez alegam que houve irregularidades na condução da votação. Um dos pontos levantados foi o fato de Leonardo Pantaleão ter presidido tanto a Comissão de Ética, responsável pelo parecer que recomendou a expulsão, quanto a própria sessão do Conselho que deliberou sobre o caso. Além disso, a defesa questiona o formato da votação, realizada de maneira aberta e nominal, o que, segundo eles, contraria o Estatuto Social do Corinthians, que prevê escrutínio secreto para esse tipo de decisão.
Em sua argumentação, Sanchez afirmou que não havia política interna clara sobre o uso do cartão corporativo, justificando que parte das despesas estava relacionada a compromissos institucionais do clube. Ele também destacou que houve ressarcimento parcial dos valores. Apesar disso, o Conselho considerou que as práticas configuraram infração grave e decidiu pela expulsão.
A defesa anunciou que recorrerá à Justiça para tentar anular o processo, alegando violação das garantias de defesa previstas no Estatuto. O caso gerou repercussão significativa dentro do clube, com conselheiros levantando questionamentos durante a própria sessão, evidenciando um ambiente de tensão política.
Após Andrés Sanchez ter sido expulso do quadro associativo, a maior torcida organizada do Timão, publica apoio a expulsão do último presidente do clube
27 Mai 2026 | 11:55 |
Depois do ex-presidente Andrés Sanchez ter sido expulso do quadro associativo do Corinthians, na noite da última segunda-feira (25), na sede do clube, no Parque São Jorge, o alvinegro paulista terá um novo julgamento na próxima semana, desta vez, para julgar Augusto Melo, que sofreu impeachment em agosto do ano passado, após estar envolvido no caso VaideBet.
A maior torcida organizada do Corinthians, a Gaviões da Fiel, se pronunciou nas redes sociais, na manhã desta quarta-feira (27), para demonstrar o seu apoio para a expulsão de mais um ex-presidente do quadro associativo, desta vez, Augusto Melo, que comandou o clube do Parque São Jorge entre janeiro de 2024 e agosto de 2025.
"Assim como ocorreu com o ex-presidente Andrés Sanchez, expulso do quadro associativo do Corinthians, iniciamos hoje a contagem regressiva para a expulsão de mais um ex-presidente que enganou e mentiu para a fiel torcida: Augusto Melo.
O ex-presidente do Corinthians, será julgado na próxima segunda-feira, 1º de junho, em processo relacionado à tentativa de golpe em 2025. Augusto Melo foi anteriormente afastado do cargo após sofrer impeachment, motivado por acusações de irregularidades em contrato de patrocínio, além de infrações à Lei Geral do Esporte e ao estatuto do clube.
Reforçamos mais uma vez que estamos acompanhando os próximos passos para a deliberação sobre a expulsão de Duílio Monteiro Alves. Seguiremos mobilizados e cumprindo nosso papel histórico de representar a voz da Fiel Torcida."
Em contato feito pela ESPN Brasil, o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, fez um desabafo a respeito do seu julgamento, na noite da última segunda-feira. "Me esqueçam. Não quero (voltar). Aliás, quero distância. Futebol está caro, chato e perigoso. Amigo, já foi. R$ 9 mil reais no final de ano no cartão, bêbado. Vida que segue. É a vida. (Lembrem) Como quiserem, não é problema meu."
Caso que ficou conhecido como um dos maiores escândalos do futebol brasileiro e foi intitulado com o nome de ‘Máfia do Apito’ ainda gera polêmica no esporte
26 Mai 2026 | 19:11 |
O Internacional protocolou nesta terça-feira (26), um pedido oficial à CBF para ser reconhecido como campeão brasileiro de 2005. O clube gaúcho relaciona a solicitação aos efeitos da “Máfia do Apito”, mas afirma não contestar o título homologado ao Corinthians, tratando o pleito como uma reparação histórica.
O documento foi entregue ao presidente da CBF, Samir Xaud, em reunião que contou com dirigentes do Inter, representantes da Federação Gaúcha de Futebol e ex-presidentes do clube. O material reúne argumentos jurídicos, históricos e esportivos, além de pareceres técnicos e declarações públicas de personagens ligados ao caso. O objetivo é obter reconhecimento institucional do título de 2005, sem retirar ou revogar a conquista registrada para o Corinthians.
O escândalo foi descoberto em 2005, quando os árbitros Edílson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon foram acusados de manipular resultados em troca de dinheiro, beneficiando apostadores. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva determinou a anulação de 11 partidas apitadas por Edílson, que foram disputadas novamente.
O Corinthians, que havia perdido os dois jogos anulados contra Santos e São Paulo, somou quatro pontos nos novos confrontos e terminou campeão com três pontos de vantagem sobre o Internacional. Se os resultados originais fossem mantidos, o clube gaúcho teria conquistado o título com um ponto a mais.
O pedido do Inter busca reparar o que considera um prejuízo esportivo causado pelas decisões tomadas à época. A solicitação não altera o título oficial do Corinthians, mas pretende abrir espaço para reconhecimento paralelo, semelhante a outros casos já homologados pela CBF em competições passadas. Dentro das quatro linhas, as equipes se reencontrarão na Copa do Brasil brigando pela vaga na próxima fase da competição.