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23 Jul 2025 | 14:41 |
A defesa do ex-presidente do Corinthians, Augusto Melo, reagiu à decisão da Justiça de São Paulo que o tornou réu por associação criminosa, lavagem de dinheiro e furto qualificado no caso Vai de Bet. Em nota oficial, os advogados alegam que o processo é “ilegal, repleto de nulidades e abusos”, e que Melo é alvo de perseguição política promovida por adversários internos do clube.
Entre os principais argumentos da defesa está o acesso a dados do Coaf sem autorização judicial, além da atuação da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual em um caso que, segundo os representantes legais de Melo, deveria ser conduzido pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, por envolver contrato internacional. A equipe jurídica também solicitou o fim do sigilo dos documentos da ação, alegando que a torcida tem o direito de conhecer os detalhes do processo.
A investigação gira em torno do contrato de R$ 360 milhões firmado entre o Corinthians e a casa de apostas Vai de Bet, que foi rescindido unilateralmente em junho de 2024 após suspeitas de repasses indevidos a empresas fantasmas. A promotoria estima um prejuízo superior a R$ 40 milhões ao clube, incluindo os valores desviados e a rescisão contratual.
A defesa anunciou ainda a abertura de uma investigação defensiva, prevista pela OAB, com o objetivo de comprovar a inocência de Melo. Os advogados pretendem impetrar habeas corpus para tentar extinguir o processo, que classificam como “kafkiano” e motivado por interesses políticos.
Augusto Melo, afastado do cargo desde maio após aprovação de seu impeachment, segue confiante de que será absolvido e reafirma seu compromisso com a reestruturação financeira do Corinthians. A Assembleia Geral marcada para 9 de agosto decidirá se ele será definitivamente destituído do cargo ou poderá retornar ao comando do clube. O caso continua sob forte atenção da mídia e da torcida, enquanto o Corinthians tenta manter a estabilidade institucional em meio a uma das maiores crises de sua história recente.
Administração de ex-presidente está na mira de órgão que tem verificado problemas financeiros como notas frias que teriam sido geradas
14 Fev 2026 | 20:49 |
O Ministério Público de São Paulo abriu uma nova frente de investigação envolvendo o Corinthians. O promotor Cássio Conserino apura a liberação de aproximadamente R$ 1,278 milhão dos cofres do clube durante a gestão do ex-presidente Duílio Monteiro Alves, entre 2021 e 2023.
Os valores teriam sido solicitados por Denilson Grillo, conhecido como Carioca, que atuou como motorista de Duílio. A suspeita é de que os adiantamentos de despesas foram feitos sem documentação comprobatória adequada.
Segundo o MP, os repasses foram autorizados pelo departamento financeiro do clube e levantam dúvidas sobre a regularidade dos procedimentos. Além disso, dois nomes passaram a integrar formalmente o inquérito: Wesley Melo e Roberto Gavioli, investigados por possível envolvimento em notas frias ligadas às movimentações financeiras.
A apuração faz parte de um inquérito criminal mais amplo que analisa práticas administrativas da antiga gestão do Corinthians. O objetivo é verificar se houve irregularidades na liberação de recursos e se os valores foram utilizados de forma legítima. Cássio Conserino ainda incluiu dois nomes de empresários para o inquérito com suspeita dos mesmos crimes.
O MP tem apurado as gestões dos mandatários do clube do Parque São Jorge. Andrés Sanchez é investigado por crimes tributários, apropriação indébita e lavagem de dinheiro recorrentes do uso de cartões corporativos.
Duílio Monteiro Alves está sendo acusado dos mesmos crimes. As notas frias foram descobertas após um torcedor denunciar ao Ministério Público e o ‘GE’ fazer uma reportagem relatando os problemas, incluindo um estabelecimento fantasma por não estar no endereço divulgado. Os dois ex-presidentes afirmam que são inocentes dos crimes que seus nomes estão sendo envolvidos.
Diretoria do Parque São Jorge entende que pode perder causa na Justiça e teria que desembolsar quase o mesmo valor que deve ao Talleres
14 Fev 2026 | 15:56 |
O Corinthians informou ao Regime de Centralização de Execuções (RCE) que pode ter uma perda superior a R$ 30 milhões em ação movida pela Sports Agency Marketing (SMA), empresa de Carla Dualib, neta do ex-presidente Alberto Dualib. O processo está relacionado a contratos de patrocínio firmados entre 2003 e 2006, período em que o clube mantinha parceria com a MSI, do empresário Kia Joorabchian.
De acordo com os documentos apresentados, o valor considerado como “perda provável” é de R$ 31.984.075,79, resultado de condenações já estabelecidas em instâncias anteriores. O caso envolve comissões e repasses que, segundo a acusação, não foram devidamente quitados pelo clube durante a gestão de Alberto Dualib.
Segundo a neta do ex-Corinthians, o descumprimento do acordo engloba remunerações referentes à antigos patrocinadores como Samsung, Nike e outros. No entanto, se forem incluídos juros com correção monetária, a quantia poderia ultrapassar os R$ 200 milhões.
O contrato com a empresa de Carla Dualib foi alvo de polêmicas na época e considerado um dos símbolos da crise administrativa vivida pelo Corinthians no início dos anos 2000. A parceria com a MSI trouxe jogadores de renome internacional, mas também gerou dívidas e processos que ainda impactam as finanças do clube duas décadas depois.
O processo segue na Justiça desde 2009 e está parado atualmente após o Corinthians ser contra um julgamento remoto. Em janeiro, foram trocados os relatores e até então, nenhuma data prevista para a audiência. Essa é mais uma das dívidas em que o Timão está devendo.
A estimativa é de que cerca de R$ 700 milhões serão pagos decorrentes de ‘perdas ‘prováveis’ por cobranças feitas ao longo dos anos. Recentemente, Osmar Stabile viajou para a Argentina tentar solucionar mais um problema e evitar outro transfer ban.
Investigação interna do Timão e do Ministério Público tem apurado provas para definir se nomes ligados ao clube paulista são culpados ou não
13 Fev 2026 | 21:06 |
O presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Romeu Tuma Júnior, autorizou nesta sexta-feira (13) a retomada das apurações internas contra ex-dirigentes do clube. As investigações estavam suspensas desde o início da semana, mas agora voltam a tramitar nas comissões de Justiça e Ética.
Os processos envolvem os ex-presidentes Andrés Sanchez, Duílio Monteiro Alves e Augusto Melo. As apurações tratam de suposta utilização irregular de cartões corporativos do clube durante suas gestões. Inicialmente, Tuma havia determinado a suspensão por receio de descumprimento de ordens judiciais, mas voltou atrás após análise jurídica e pressão de órgãos externos.
O Ministério Público de São Paulo já havia se manifestado sobre o caso, cobrando que o Corinthians não poderia travar as investigações internas. Em ofício enviado ao Conselho, o MP destacou que não havia respaldo legal para a paralisação e que o clube tinha obrigação estatutária de dar continuidade às apurações.
Com a decisão de Romeu Tuma Júnior, as comissões retomam os trabalhos e devem analisar documentos, ouvir testemunhas e avaliar possíveis responsabilidades dos ex-dirigentes. O processo administrativo pode resultar em punições internas, como suspensão de direitos políticos dentro do clube, além de encaminhamentos para instâncias externas caso sejam identificadas irregularidades.
O Ministério Público tem pressionado por meio do promotor Cássio Conserino para que o Corinthians entregue imagens de câmeras do quinto andar da sede. O motivo é para verificar se Andrés Sanchez cometeu a infração de entrar em contato com dirigentes do Timão.
A investigação também é decorrente do uso inadequado dos cartões corporativos do clube do Parque São Jorge. Além de Sanchez, Duilio Monteiro Alves é acusado do mesmo delito e está envolvido segundo a Justiça, com um estabelecimento fantasma.